(läjä074) Leptospirose - Mula Poney [R$ 12]
 
Leptospirose - Mula Poney
  Em Breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä073) Mukeka di Rato - Vila Velha 95-96 [R$ 13]
 
Mukeka di Rato - Vila Velha 95-96
  Em Breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä072) Nerds Attack / Nossa Vingança - Split CD [R$ 10]
 
Nerds Attack / Nossa Vingança - Split CD
  Os bons e velhos splits de hardcore continuam vivos, formato este que parece que só funciona mesmo na linhagem mais extrema do hardcore/punk. Aqui os conjuntos Nerds Attack e Nossa Vingança dividem o cd, mas não o gosto do ouvinte, pois ambos seguem os caminhos do fast-core com letras de protesto em português, sendo que o Nerds Attack faz letras mais absurdas, caso de "N3rds Ultra Reveng3" (genial, um ode aos geeks) e "Pirataria, O Robin Hood Do Séc XXI" (letra que trás a máxima "Então pirateie, crackeie, pois o preço vai sempre subir").

São 25 faixas em 23 minutos de disco. Acho que deu pra entender o espírito da coisa né? Rápido, sujo e agressivo. Ainda bem.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä071) Cupables - Va por Mal Camino [R$ 13]
 
Cupables - Va por Mal Camino
  Passaram-se três anos de seu primeiro full length e eis que os uruguaios do Culpables nos brindam com o sucessor de "En Los Nervios". A parceria entre os selos Rastrillo e Läjä continua em "Va Por Mal Caminho" e ganha a UMI Argentina (Union de Musicos Independientes) como aliada. O quarteto vizinho continua com aquela pegada punk garageira, só que, definitivamente, algo foi colocado nas bebidas deles, o que resultou em músicas menos rápidas que outrora e fuzz, meus amigos, guitarras tinindo! Sem querer usar aqueles chavões horríveis, mas o amadurecimento de Matías Singer (voz e baixo), Zelmar Borras (guitarra), Gonzalo Petersen (guitarra) e Carlos Priario (bateria) é impressionante. O clichê é mais que justificado através de ótimas canções como "Espacial", "Leones" (cowbell!) e "Vil".

A primeira do CD é "Malevo" e seus riffs contagiantes, anunciando que diferente do título do disco, os hermanos se dirigem para um bom caminho, o do stoner rock. Claro que sem abrir mão do background proto-punk & rock and roll, dispensando pirações hippies alucinógenas - ok, algumas, porém mínimas e contidas - e esbanjando a crudeza punk de antes, como marcam "Inocentes", "Automático", "Rencor" e "Fuego".

"Solar" começa lembrando o pique dos velhos tempos, mas uma viagem sonora surge no ar e riffs entortam e entorpecem os então desavisados ouvintes, a transformando em uma das minhas prediletas. "Caliente", "Necesito" e "Piedra" são outras que até carregam o andamento acelerado dos Culpables de antigamente, porém agora trazem um elemento surpresa, que pode ser um dedilhado, um solinho ou uma boa quebrada no tempo.

Se antigamente as músicas não chegavam aos dois minutos, agora o improviso está liberado e "Buscado" passa um pouquinho dos quatro minutos - sem que torre a paciência do agora já hipnotizado ouvinte. Este, a essa altura está querendo mais é se enveredar pelo mal caminho.. e a culpa é deste uruguaios!

 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä070) Vivisick - Respect and Hate [R$ 13]
 
Vivisick - Respect and Hate
  Quase tudo na música japonesa é levado ao extremo, o pesado é muito pesado, o glam é muito glam e assim por diante, mas o Vivisick meio que foge a esta regra, a não quer que ela seja 'o vivisick é muito mukeka di rato'.

Um disco de luxo, com um encarte fantástico, arte gráfica primorosa, encardenam um total de 10 faixas doentias, velozes, recheadas de berros com voz de moleque e pseudo-refrões, uma espécie de "Gaiola" japonês.

Tudo soa muito bem, mas a faixa 4, "We Are Not Punk", extrapola, é de longe a melhor faixa do disco, com uma letra inteligente e contundente à lá "Nazi Punks Fuck Off" do Dead Kennedys. Google it! Ah sim, eu entendi a letra de "We Are Not Punk" pois o bem cuidado encarte trás as letras em inglês e japonês. Master-piece do hardcore/punk japonês, de encher os olhos do editor da Maximum Rock N' Roll de lágrimas.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä069) Hit Me Back (importado) - Tambourine Thrashed Souls'n'Roll Songs  [R$ 13]
 
Hit Me Back (importado) - Tambourine Thrashed Souls'n'Roll Songs
  Os californianos do Hit Me Back, que recentemente tocaram pelo Brasil, mostram neste disco 10 faixas que me remeteram logo ao grande Good Clean Fun, nem tanto pelas letras, mas mais pela musicalidade e postura de tiração de sarro.

As canções são basicamente fast-core, mas no espirito oba-oba rola hard rock, ska e o diabo a quatro, para ilustrar o espirito zombeteiro que domina o disco. O álbum é simples e direto, tanto na embalagem quanto no conteúdo, mas sacia os fãs do estilo e mantém o espirito DIY em voga.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä068) Discarga - Música pra Guerra [R$ 13]
 
Discarga - Música pra Guerra
  Lembro quando tudo escrito a respeito do Discarga vinha acompanhado de alusões a Discharge (ok, isso faz tempo!), Lärm, Seein' Red ou Manliftingbanner. Acredito que com "Música Pra Guerra", o trio afaste de vez qualquer tipo de comparação. Em seu terceiro CD, Daniel (voz/guitarra), Juninho (baixo) e Nino (bateria) mostram que através de sua personalidade deram uma importante contribuição ao hardcore, fastcore ou thrashcore - fique à vontade com rótulos, isso pouco (ou nada) importa, até porque o título deixa bem claro: a música é pra guerra e não pra vender. O que sempre me impressionou neles é que possuem autenticidade, se jogá-los numa coletânea com bandas do mundo todo que seguem a mesma linha, o Discarga vai se sobressair de algum modo. Até porque a voz do Daniel é inconfundível. Lançado em CD pela Läjä Records por aqui, no Japão via Karasu Killer e nos EUA pela 625, o disco é daqueles que os "punks de internet" vão se arrepender de baixá-lo ao invés de tê-lo em mãos.

A arte é caprichada, o encarte ilustra as referências mais distintas que o Discarga tem, indo de Minor Threat e Fogo Cruzado ao livro "Escuta, Zé Ninguém", escrito nos anos 40 pelo psiquiatra e psicanalista Wilhelm Reich. Isso tudo colocado ao lado das letras, inclusive ao de "A Bomba", livro de Frank Harris, que está acompanhando "Batendo Cabeça" - esta chama atenção pelo modo simples e eficaz que o tema é exposto. Se é da velocidade deles que você gosta, há uma batelada pra te agradar: "Repressão Subliminar" (com uma introdução interessante), "Ilegal", "Processo Sem Retorno" e "Explorar Para Esgotar", por exemplo.

Até quando eles não tocam rápido a coisa fica boa, dá uma escutada em "O Agora", "No Brain, No Gain" e "Somente Mais Um Número", aliás, que guitarra é aquela? "Teor Alcoólico" até começa rápida, mas dá uma alternada, outra que mistura o andamento é "...Livre Então".

O Discarga foge do óbvio e isso fica cada vez mais claro, seja com a participação de Mauricio Takara e aquele final maravilhosamente destoante em "O Porque da Violência...", o discurso ("Hate") de Tahani Salah (quem quiser dar uma conferida no original: clique aqui) ou "Sob Influência". Esta tem a participação de Roger (percussão), Rei Leão (trombone) e Coruja (sax), do Skarrapatos-Ko (www.myspace.com/skarrapatosco), e a as influências de black music (inclusive brasileira!), soul, dub, rap e reggae. Torço pra um dia eles lançarem um álbum só nessa pegada, quem sabe com outro nome, Dubcarga é minha sugestão!

"Música Pra Guerra" - que foi lançado em vinil pela Läjä, Thrashbastard, na Alemanha, e Refuse, na Polônia) - tem ainda um bônus luxuoso, que é a parte do Discarga no split com os espanhóis do H-Zero (www.myspace.com/hzerobcn), que foi lançado pela Mindless Mutant.

O mínimo a ser dito sobre o Discarga depois de ouvir essas 23 faixas é que eles continuam se superando... Dá até medo de imaginar o que vem pela frente!

 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä067) Mukeka di Rato/Hero Disonest - Burzun Marley [R$ 10]
 
Mukeka di Rato/Hero Disonest - Burzun Marley
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä066) Estudantes - Album! [R$ 10]
 
Estudantes - Album!
  This is one fucking cool record. Sounds like a blend of old US punk with bits of Brazilian punk mixed in there. Snotty vocal delivery and catchy songwriting make this a great listen. Nice stark silk-screened cover with minimal graphics adds to the whole package here. Now, onto the bad stuff. This really good record with cool art (and did I mention that it is on yellow vinil?) hás a major flaw. There are only 100 fucking copies in existence – now isn´t that cute? Good luck getting a hold of this.

Este disco me custou vinte dólares, o que é muito, muito mais do que eu normalmente gastaria em um lançamento, mas era somente um em apenas cem cópias e teve de ser especialmente pedido do Brasil. E valeu a pena cada dólar – um som clássico de snotty hardcore feito da forma mais excitante, de maneira frenética, fodidamente contagioso e radicalmente straight-up. Eu adoraria vê-los tocar. Não é genérico ou cansativo, definitivamente não é o tipo de pessoas tentando ser algo que não são, somente o ótimo hardcore ao estilo SoCal. Vindo de alguém que está inteiramente cansada de movimento de revival, eu realmente recomendaria você pegar um disco deste a todo custo.

 
Por Martin Sorrondeguy, Maximum Issue #294, november 2007

(läjä065) Concre - Concre [R$ 7]
 
Concre - Concre
  Débil, totalmente débil. Isso é o Concre. Em resumo, o som deste trio japonês seria uma cruza bizarra entre o Atari Teenage Riot, com o Ministry, algo de EBM e trilha de algum mangá adulto. São batidas eletrônicas, guitarras metalizadas e um vocal insano que percorrem as 6 faixas do álbum, que incrivelmente, em sua versão nacional, vem como o original, com tudo em japonês, o que torna o produto ainda mais curioso. Os fãs do Digital Hardcore já podem separar um espacinho na estante para este artefato, que já vale e muito, somente pelo fato audacioso de ter sido lançado no Brasil de forma independente. Parabéns Laja, parabéns Pisces.
 
Por Wladymir Cruz

(läjä064) Alarme - Starving Wolves and Death Machine Inc. [R$ 10]
 
Alarme - Starving Wolves and Death Machine Inc.
  Diretamente de Barra Mansa, o Alarme segue a cartilha do crossover, lembrando nomes como Ratos De Porão (principalmente), Poison Idea e claro, os mestres, DRI. São faixas rápidas e pesadas que mandam seu recado sem virgulas e sem grandes novidades, mas também, este é um estilo em que a fórmula garante o sucesso aos apreciadores.

Na cena crossover, o Alarme é uma banda (impossivel não fazer o trocadilho) que ainda vai ter seu nome soando bem alto.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä063) Guitarra e Ossos Quebrados de Quique Brown - Livro  [R$ 15]
 
Guitarra e Ossos Quebrados de Quique Brown - Livro
  Duas bandas de punk rock, uma turnê pela Europa e muito mais que histórias divertidas. Lugares históricos, contatos com pessoas de todos os estilos, experiências divertidas e inéditas. O primeiro contato com o livro me soou inusitado, o nome idem, mas à medida que um amigo me relatava a história dos amigos e me passava um exemplar as mãos - não hesitei em ler. Por mais que você possa a vir imaginar, que o que acontecerá nas páginas seguintes será previsível, você se surpreende por não ser.
O relato é divertido, o autor se entrega às emoções e cria o clima. Conforme se avança às páginas, a sensação que se tem é de que você esteve na turnê com eles, que viveu cada minuto com os músicos e participou de todas aventuras descritas ali. Um adendo a ser feito, é sobre as imagens. Inseridas cuidadosamente no interior do livro, entre capítulos e textos, cria-se um clima ainda melhor para a leitura, proporcionando a viagem completa.
Guitarra e Ossos quebrados não pode ser definido apenas, como um diário de bordo de uma turnê show, com um final quase trágico. Vai além, e o revisor percebeu isso, teve a sensibilidade de manter o texto igual ao manuscrito inicial e isso torna o livro ainda mais original. Vale a pena ler, é único e divertido.
 
Por Ana Jardim

(läjä062) Muzzarelas - Beergod [R$ 13]
 
Muzzarelas - Beergod
  É sempre bom ouvir material inédito do Muzzarelas! Veteranos no cenário independente brasileiro - eles estão na ativa desde 1991 - os campineiros já dividiram o palco com grandes nomes internacionais, como Fugazi, Agnostic Front, GBH, MC5, Sick Of It All, Marky Ramone e Vibrators. Isso tudo não seria possível sem um som de qualidade, que é o que eles mostram em "Beergod", lançado pela Läjä (www.laja.com.br) e a Ataque Frontal (www.ataquefrontal.com) e com distribuição da Karasu Killer (www.karasukiller.com) no Japão. Neste que é seu sexto álbum, através de 19 faixas, o quinteto mostra o equilíbrio de suas variadas influências, que inclui punk rock, metal e bubblegum, além de cultura trash e muita cerveja. Para comprovar isto, basta ouvir "The Hammer" (e sua alma metaleira), a veloz "V.C.N.S.C.", "(Oh nonono) Ain't Ready To Go" e a ótima "Pig Master". Sabe quando você não tá interessado que um vocalista te berre no ouvido o que é certo, o que tá errado ou como a vida é dura?! Então, eles sabem como faz canções exatamente para esses momentos, pra você simplesmente abstrair das mazelas do mundo. As faixas não parecem estar ali por acaso, seja pra cantarolar ("Fly In The Brain", "Trashmen Strike", "Maggots N'Cream" e "Tell Me It's Ok"), bater cabeça ("All Humans Are Gonna Die Tonite", "Desgraçado", "Speed Metal Girl" e "Death To False Posers") ou apenas deixar de música ambiente ("Gonzalo" e "Fire Cracker Johnny"). Imagine o meio termo entre Ramones, AC/DC e Motörhead, mas com uma dose caprichada de ironia, diversão e cerveja (a quem dedicam não só a faixa-título, mas também a "trilogia" formada por "Let it Beer", "Want Beer Now" e "The Last Beer Is The Best"). É mais ou menos por esse caminho que o Muzzarelas, tão bem, transita.
 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä061) Cätärro - Dance Império Dance [R$ 13]
 
Cätärro - Dance Império Dance
  Charles Bronson tocava na vitrola em dias quentes entre 2003 e 2004 e 4 pessoas que tinham apetite pela música rápida unem suas desconexas aptidões musicais nas ruas sujas de Mossoró fundindo suas doenças, seus râncores e sorrisos em algo que chamaram Cätärro. Essas vielas semi-áridas de concreto foram o abrigo para as inquietações dessas 4 pessoas que transformaram suas afinidades pelo punk rock e seu interesse pela cultura transgressiva em possibilidades reais de através de suas músicas viverem sua pretensa diversão, percorrerem maior número de lugares, tocar maior número de pessoas, espalhar seu ódio, espalhar seu amor, espalhar seus desvios, suas doenças e suas palavras. Dançando sem hora para parar e lançando em outubro de 2007 seu 1º cd Debut chamado "Dance império, Dance!", lançado por selos espalhados por todo o Brasil.
 
Por Läjä Rex

(läjä060) Slpit EP Merda/Leptospirose - Lecker [R$ 8]
 
Slpit EP Merda/Leptospirose - Lecker
  Duas banda doida do caralho, dois power trio, mas nao sei mais, porque agora acho q fnalmente o merda vai ser quarteto, os trapalhoes. a capa eh muito bonita e foi feita sob medida pelo artista alemao Paul, famosos RRR, baixista do tangled lines. muita unidade em todo split, as duas bandas estao inseridas e fazem uma obra unica e nao um amontoado de musicas, monstram intimidade, identidade musical, e amizade, as musicas se interagem, as gravacoes sao sujas e maravilhosas, as letras pra pessoas inteligentes, parecem ser burras, mas para pessoas burras e loucas, ou que tem um grau de percepçao maior, verão que as letras sao grandes sacadas que pessoas que se consideram inteligentes nao tem a minima capacidade para entender, um grande lançamento historico, que foi feito para uma tour que seria historica, estava sendo, e acabou de forma tragica, por isso acabou ficando mais historica ainda, e desse ep split, e tour, ainda surgirá um livro, e um dvd, e um cd split ao vivo dos poucos shows (e otimos) que foram registrados na gringa, e o preço esta abaixo da media de qualquer outro cd, entao, compre, ou então, ficará sem, pois nao será reprensado, e boa parte dele ja ficou no japao e europa.
 
Por Läjä Rex

(läjä059) FYP - Toilet kids Bread [R$ 13]
 
FYP - Toilet kids Bread
  Depois de lançar o clássico segundo álbum dos californianos do f.y.p, "dance my dunce", a läjä rékörds (www.laja.com.br) licencia da recess records (www.recessrecords.com) outra pérola deles: "toilet kids bread". O selo capixaba desta vez teve como aliados a balboa "shamil" discos (www.myspace.com/balboadiscos), a nipo-brasileira karasu killer records (www.karasukiller.com) e a declinio recordz (declinio@gmail.com). Lançado originalmente em 1996, o cd captou um momento muito inspirado do trio liderado pelo ex-skatista todd congelliere. Nele o vocalista/guitarrista assina todas as letras, com exceção de "fuck authority" do raw power que eles transformaram em "raw potore" e num berreiro desenfreado. Segundo nota no encarte, a canção apareceu na coletânea "welcome to 1984" e além de ser a melhor música era, na opinião deles, a melhor música de hardcore já escrita. Se estão falando sério ou sendo sarcásticos não dá para saber, porque tudo no f.y.p é meio assim. A imaturidade (no melhor dos sentidos possíveis) é a marca registrada da banda, seja através das letras, dos vocais extremamente desafinados ou dos desenhos que parecem tirados do jardim da infância. É uma pena que o grupo acabou, mas pelo menos deu a luz ao toys that kill (nome de seu último álbum, lançado há oito anos) e deixou mais que um punhado de boas canções, mas hinos toscos e com personalidade marcante. Quando era pra soar crus, eles faziam "impecavelmente" - como em "beat you with a plunger", "one lump or two" e a seqüência "sweetning your gas tank" e "drown a metermaid" - , se desse na telha de tocar um bubblegum, mesmo que não tão bonito quanto as demais bandas, saía de uma forma tão espontânea que contagiava - como "all grown up", "new york city" e "audrea lee" (com um xilofone). "toilet kids bread" tem momentos geniais, como "dispose me" onde todd diz fumar catnip, além de "hermit" onde ele faz lamúrias como um bebê birrento. As boas lamentações de "die young" (e sua surpresa) encerram o disco cuja produção ficou nas mãos de blag dahlia, do dwarves, então mesmo nos momentos que mais se aproximariam de algo pop a sujeira está lá de alguma forma, como crianças que recém saíram do banho e estão com seus dedinhos enterrados no nariz à procura de meleca. Hmmmm pensando bem este é o verdadeiro clima de um disco do f.y.p e acho que é por isso que eles são tão bons!
 
Por Ricardo Tibiu

(läjä058) Os Estudantes - Album!  [R$ 20]
 
Os Estudantes - Album!
  O disco, com 16 faixas, foi gravado e mixado no estúdio superfuzz por Rafael Crespo em nov/dez de 2006. O disco saiu em Junho de 2007 no antigo formato LP de 12", ou seja, a famosa bolacha de vinil. Neste caso amarelo e bem pesado, 160 gramas. Apenas 100 cópias.
A capa (bem ao estilo DYS - do-it-yoursef) foi feita em serigrafia na casa dos próprios integrantes da banda. Arte e ilustrações pelo vocalista.
Ao contrário do primeiro disco, este tem uma produção mais caprichada e o som mais tenso e caótico, das 16 músicas uma é uma versão de uma canção de Shane Macgowan (vocal do Pogues).
O som? Hardcore/punk. Nem Fastcore, nem 77style. Nem extremamente berrado, nem melódico. Letras inteligíveis com encarte, get it
 
Por Läjä Rex

(läjä057) Silverados - Volumen I [R$ 15]
 
Silverados - Volumen I
  Con solamente casi 3 años de existencia y otro tanto de antecedente (porque vale aclarar vienen de White Ventilators, Verguenza Ajena, 69 o las producciones Punk vs Rave), Silverados salen a patear el tablero entregando un disco debut embadurnado de combustible sexual, totalmente macarra, bien anfetaminico y fugaz como un rayo. Declarados fans de Motorhead, Damned, The Who, TRBNGR, Nashville Pusy, Sex Pistols, MC5, Hellacopters, Dead Boys, AC/DC o Rolling Stones y como buenos ases del rodeo, se disponen a arrasar todo aquello que se les plante delante y estan decididos a patear cientos de miles de culos nuevos o usados. Esten preparados para este furioso paseo que nos lleva de los pelos y a ritmo arrollador hacia un Cow-Punk virulento a puro R&R prendido fuego. abran paso!!! la banda ha nacido!!. Proviene de Uruguay y se comera al mundo !!!
 
Por Läjä Rex

(läjä056) Los Canos - Cada Dia Mais Limpo e Romântico [R$ 13]
 
Los Canos - Cada Dia Mais Limpo e Romântico
  O Los Canos vem da Bahia, mas em nada se assemelha às cantoras de midia locais. O conjunto mostra aqui 14 faixas que mesclam ingenuidade com podridão. Explico. Sabe aquela simplicidade ingênua da jovem guarda? Agora mescle-a com a podridão d'Os Pedrero. É mais ou menos por ai. A arte gráfica é uma das mais bem boladas que já vi no Brasil, e o conteúdo é exatamente o que se espera do visual do produto.
Letras de humor inteligente, humor pastelão e alguns toques de romantismo dão a tônica do álbum. Não dá pra levar nada a sério, mas tudo soa muito natural, principalmente quando as guitarras falam mais alto, como em "Não Dá Pra Mim Não" e "Eu Sou Mau".
Sabe aquele tipo de disco que só a Läjä Rex é capaz de lançar? Este é um deles. Ainda bem!
 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä055) Evil Idols - Can't Remember at All  [R$ 13]
 
Evil Idols - Can't Remember at All
  Ah, o tal do punk n' roll... rótulo criado sabe-se lá por quem, mas que cai como uma luva pra definir uma banda como o Evil Idols, os roqueiros mais sujos, sanguinários e na veia da capital paranaense.
Esse é somente o segundo álbum completo dos caras, que já haviam brilhado em Don't Mess With e agora, como se precisasse, confirmam que não estão aí pra ser só mais uma bandinha pelos palcos do underground: estão aí pra ser (já são) A BANDA!
Menos hard, mas mais punk e mais rock do que antes, o Evil Idols orgulha os fãs com novos petardos do quilate de "Speed Up", "Wanna Be Your Man" e "Could't Be Better". As outras nove faixas do cd também são não menos que indispensáveis e quem aprecia rockões a la AC/DC até Hellacopters, passando por punk 77 e hard rock setentista vai ter diversão garantida com esse estupendo Can't Remember At All.
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä054) Little Quail And The Mad Birds [R$ 15]
 
Little Quail And The Mad Birds
  Se você está na casa dos 20 anos provavelmente se lembra do grande Little Quail. O conjunto foi um dos mais bacanas a surgir nos anos 90, implacando alguns hits no underground e no mainstream, tudo seguindo a cartilha de um bom punk-a-billy. Após o lançamento de 3 álbums, a banda acabou e Gabriel (vocal) fez o seu Autoramas, Bacalhau (bateria) entrou para o Ultraje A Rigor e Zé Ovo sumiu da mídia. Depois disso o que ficou foi saudade de uma época em que bandas sabiam ser irreverentes com qualidade (lembra do Raimundos do começo?) e uma carreira meteórica.
Deixando de lado tanto sentimentalismo, em pleno 2007, a Laja nos trás este álbum que reune todas as gravações demo do conjunto, além de faixas ao vivo e uma maravilhosa faixa multimídia. São 14 faixas, todas históricas, com versões alternativas e demo de clássicos como "1,2,3,4", "Família Que Briga Unida Permanece Unida", "Berma Is A Monster", "Aquela" (que ficou bem famosa na mão dos Raimundos) e "Essa Menina"