(läjä146) Split Merda / Hellnation - 7” EP [COMPRE!]
 
Split Merda / Hellnation  - 7” EP
  
 
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(läjä145) CD - Orgasmo de Porco - My mind is a Mess [COMPRE!]
 
CD - Orgasmo de Porco - My mind is a Mess
  
 
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(läjä144) Hablan por la Espalda - Macumba - LP Duplo [COMPRE!]
 
Hablan por la Espalda - Macumba - LP Duplo
  Ultimo embrujo montevideano: ¡el candomblus! Como canciones de Pappo cantadas por una banda de borrachos forajidos, los tracks de Macumba (grabado en forma analógica en los legendarios estudios Sondor, de Montevideo) conjugan el rock psicodélico de principios de los 70, el hardcore de los 90 y la tradición afrocandombera del lado uruguayo del Río de La Plata. El resultado es algo que ellos mismos rotulan con precisión: candomblus. Similar al primer Santana (“El embrujo”, “Candombe del temporal”), en este tercer disco la banda incorpora percusión y promueve un cruce entre el garage rock y los tambores tribales –pailas y tumbadoras– que debería poner orgulloso tanto a Carca como a Rubén Rada. Macumba es un disco de blues de 2010, y también es el ejercicio exquisito de un grupo de músicos salvajes del under montevideano en búsqueda de su identidad. Fermín Solana –Paracetamol, el frontman– parece un cronista de guerra cantando canciones de amor. Sus líneas, ahora escritas sólo en castellano (otro cambio radical), generan proximidad y su voz brilla durante todo el disco, alcanzando su punto de intensidad más alto en la acústica “A Luis”, dedicada a Luis Núñez, un amigo de la banda que murió en un accidente automovilístico a los 17 años. Este es el mejor disco de una de las mejores bandas de la región. Los Doors a 140 kilómetros por hora, sin frenos. Nada los puede parar.
 
Por Revista Rolling Stone - 01.2010 - Por Juan Ortelli - (**** Excelente)

(läjä143) Culpables – Al Diablo - 7"  [COMPRE!]
 
Culpables – Al Diablo - 7
  
 
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(läjä141) Hero Dishonest - Alle Lujaa – LP [COMPRE!]
 
Hero Dishonest - Alle Lujaa – LP
  
 
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(läjä140) Confronto - Imortal - CD [COMPRE!]
 
Confronto - Imortal - CD
  
 
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(läjä137) LP Hellmaistroz - Malhora [COMPRE!]
 
LP  Hellmaistroz - Malhora
   HELLMAISTROZ – “Malhora” Perfectly executed Scandinavian styled D-Beat crust’n’roll from Mexico. “Demonios” is the standout track, an ominous driving pace helps the song stand out from the Scandi-crust that rules most of this disc—but the rest of the disc is fukkn flawless. Perhaps some of you have grown too cool for GENOCIDE SS and WOLFBRIGADE, but Mexico’s HELLMAISTROZ represent the style brilliantly. There are brief injections of Spanish language punk styles (particularly “Reflejos”), plenty of crushing riffs piled on top of one another, more than enough action to satisfy all but the most curmudgeonly listeners. (WN) (Exabrupto / Sicksoul) – Maximun Rock n Roll.

Esta no es otra banda de crust del bonche que tuvieron suficiente de la gran producción comercial y mediática que alcanza fácilmente a la audiencia general, con el objetivo de obtener la mayor cantidad de ventas y beneficios económicos. Estos 4 homicidas de los medios masivos decidieron desperdiciar sus vidas en este ruido de estilo anticomercial; Hellmaistroz de Monterrey Nuevo León.

 
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(läjä136) DVD Duplo - Gangrena Gasosa – Desagradavel [COMPRE!]
 
DVD Duplo - Gangrena Gasosa – Desagradavel
  
 
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(läjä135) Lomba Raivosa - Choula – CD  [COMPRE!]
 
Lomba Raivosa - Choula – CD
  
 
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(läjä134 ) Zero Zero - Back to Basics – 7” [COMPRE!]
 
Zero Zero - Back to Basics – 7”
  
 
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(läjä133) Cätärro – Insonia - 7" [COMPRE!]
 
Cätärro – Insonia -  7
  
 
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(läjä132) Skate Aranha - CD [COMPRE!]
 
Skate Aranha - CD
  
 
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(läjä131) Mukeka di Rato - Pasqualin na Terra do Xupa Kabra – LP [COMPRE!]
 
Mukeka di Rato - Pasqualin na Terra do Xupa Kabra – LP
  
 
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(läjä130) CD (Digipack) Bode Preto – Inverted Blood [COMPRE!]
 
CD (Digipack) Bode Preto – Inverted Blood
   De primera se percibe oscuridad y buen death/black, blasfemia pura hablando de la condición humana y ocultismo. Este par brasileño nos trae una genial y oscura forma con sus rolas , que cuentan con guitarras rapidas y certeras creando buenos riffs con bastantes influencias punk, la batería no se queda atrás, estremecedora y veloz a buen ritmo. Los inicios en cada canción son exelentes, con buena gutural, el hecho de no contar con bajo los hace atrayentes, la entrada de ANUNCIACAO hace que despierte la oscuridad habitada en cada uno de nosotros, al llegar a la primera rola sigue uno con ímpetu blasfemo, al llegar la tercera, la cuarta se hace un poco repetitivo, la voz a media del volumen de la música. En general buenos inicios de rola, exelente intro al disco, guitarrazos con potencia y blasfemia
 
Por Läjä Records

(läjä129) DVD - Mukeka di Rato - Kanela Verda Japanese [COMPRE!]
 
DVD - Mukeka di Rato - Kanela Verda Japanese
  
 
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(läjä128) CD - Ratos de Porão - No Money No English [COMPRE!]
 
CD - Ratos de Porão - No Money No English
  
 
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(läjä127) CD - Renegades of Punk - Coração Metrônomo [COMPRE!]
 
CD - Renegades of Punk - Coração Metrônomo
  Primeiro full da Renegades of Punk, banda tropical punk de Aracaju que está na ativa desde 2007. VICE: O disco é basicamente uma coleção de canções sobre os desafios e dilemas próprios da chegada da maturidade em uma chave de atitude subjetiva e existencial. Sabe todo esse lance de “como me sinto desorientado e desnorteado diante de tanto absurdo”? [...] Se o punk um dia já esbravejou sobre desemprego e falta de perspectivas, hoje ele grita sobre a insatisfação de um empreguinho qualquer, como na canção que dá nome ao álbum recente do grupo, ou sobre os dilemas das oportunidades que a vida oferece. O álbum foi lançado em parceria entre os selos Läja Recs (ES), Capitão Lixo (RN), Karasu Killer (Japão), Pisces (SP) e Punchdrunk (RS).
 
Por Läjä Records

(läjä126) LP 12” Duplo – Ratos de Porão – No Money No English [COMPRE!]
 
LP 12” Duplo – Ratos de Porão – No Money No English
  LP nacional de 12”, pesando 180 mg cada um. Capa gatefold (dupla) com ilustração de Marcatti (mesmo autor do Brasil, etc). Contem todas as letras e ficha tecnica do disco. Prensagem limitada destinada a colecionadores.

DISCO 1
lado A
1- Reaganomics/sad to be -2:15 - Tributo ao DRI
2-anti-cristo suburbano - 1:50 – Tributo ao Turbo Negro
3-balde de agua fria 3:03 – Musica não lançada das sessões do Onisciente Coletivo
4-mi canto libre 4:02 – Tributo a Victor Jara
5-stone dead forever 2:54 – Tributo ao Motorhead (unreleased)

lado B
1-Thow - 1:09 – Tributo ao Septic Death (também nunca lançado)
2- direito de fumar - 2:53 – Feijoada Acidente Sessions
3-cybergenocidio -1:09 – Demo 2001
4- tenho medo de te perder -1:52 – Demo 2001
5-vai ficar preto -1:05 – Demo 2001
6-bad cake - 2:19 – Carniceria Tropical Sessions
7- estaca zero -2:41 - Carniceria Tropical Sessions

DISCO 2
lado C
1- video macumba - 2:36 – Demo 1993
2-money - 3:36 - Demo 1993
3- C.R.A.C.K - 3:28 - Demo 1993
4- commando-1:30 – Ao vivo em 21/02/1992
5- amazonia - 1:54 - Ao vivo em 21/02/1992
6-novo vietnan -1:21 - Ao vivo em 21/02/1992
7-poluição atomica - 0:41 - Ao vivo em 21/02/1992

lado D
1- bad trip - 2:12 – Demo 1993
2- diet paranoia - 3:07 - Demo 1993
3- satanic bullshit - 3: 25 - Demo 1993
4-agressão/repressão- 1:22 - Ao vivo em 21/02/1992
5-obrigando obedecer- 1:59 – Ao vivo no Hangar 110 – 26/02/2000
6-quando ci vuole -1:53 - Ao vivo no Hangar 110 – 26/02/2000
7-john travolta 1:39 - Ao vivo no Hangar 110 – 26/02/2000

 
Por Läjä Records

(läjä125) K7 - Merda USA [COMPRE!]
 
K7 - Merda USA
  
 
Por Läjä Records

(läjä124) DVD - Sugar Kane [COMPRE!]
 
DVD - Sugar Kane
  
 
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(läjä123) LP - Os Estudantes - Pedras Portuguesas [COMPRE!]
 
LP - Os Estudantes - Pedras Portuguesas
   A gente tarda, tarda, tarda e...falha. Como isto nón está nas páginas deste sítio ainda, deve ser o excesso de consumo de diambra. Tentando redimir, venho aqui postar este bonito registro desta bonita banda carioca chamada Os Estudantes. "Pedras Portuguesas Na Sua Cara" foi lançado no ano passado e só fortalece o rótulo de uma das mais importantes bandas do punk/hardcore nacional. Eu poderia falar que o disco é composto por 15 hits, e é. Cantigas curtas, riffs grudantes, letras lindas e os refrões mais legais que eu conheço, sou fã deste conjunto musical. O título do disco é uma dica, e se chegar desavisado, o risco de sair com galos na cabeça é bem grande. "Plano Quinquenal" é a minha favorita, tanto que coloco a cantiga em festas familiares, alguns reagem bem, outros nón. Mas eu não desmereço musicólas como "Boas Vindas, "Espírito Seco", "Homem Cinza", "Cidade dos Malditos", "Necrose Social" e "Conselhos de um Sábio". Tudo muito bem produzindo, lindamente viciante..., vai pra baixa da égua com essa banda, vigor e moral alta, aula de punk, tem que ter peito de pombo pra bancar um som desses, amizade! Ouve aí, mostre pra quem tiver vontade e viva as lindas bandas que este país possui. Esta é uma!
 
Por Läjä Records

(läjä122) Vinil 12" - Mukeka di Rato - Carne [COMPRE!]
 
Vinil 12
  Ao ser publicada a notícia sobre a contratação do Mukeka Di Rato para o cast da Deck Disc muita gente torceu o nariz, afinal, uma das mais importantes bandas do hardcore nacional agora faria parte de uma gravadora grande, a mesma que lançou álbuns de artistas como Sorriso Maroto e Swing e Simpatia. Sim, a casa não parecia adepta ao hardcore politizado dos capixabas, e já se imaginava uma mudança drástica no som do grupo. Imagina o Mukeka fazendo música pop? Seria bizarro, não? É, tudo isso não passou de uma paranóia, e neste novo álbum, “Carne”, temos um Mukeka Di Rato ainda melhor que nos discos anteriores. A produção está caprichada, com destaque para a ótima gravação no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro/RJ, sob a batuta do experiente Rafael Ramos, produtor que já trabalhou com bandas como Los Hermanos, Matanza, Dead Fish, entre outras. As músicas estão mais maduras, bem como as letras melhor trabalhadas, mas claro, seguindo a mesma proposta de outrora, ou seja, escrachadas e politizadas ao mesmo tempo. O retorno de Sandro nos vocais fez com que a banda voltasse em sua formação clássica, nos remetendo aos primórdios do conjunto em discos como “Gaiola” e “Pasqualin na Terra do Xupa Kabra”, essências na coleção de qualquer amante do hardcore nacional. “Carne” segue a mesma linha, não deve nada aos discos citados, e ainda traz alguns hinos instantâneos como “Rinha De Magnata", “Você é Você!”, "O Jogo Do Bicho", “Animal” e "Cachaça", todas com letras geniais e instrumental empolgante. “Carne” um chute na bunda de quem imaginava um Mukeka bonitinho. É hardcore tosco, mas acima de tudo sincero.
 
Por Läjä Records

(läjä121) Vinil 7 - Los Vallientes [COMPRE!]
 
Vinil 7 - Los Vallientes
  
 
Por Läjä Records

(läjä120) CD - Conquest For Death [COMPRE!]
 
CD - Conquest For Death
  
 
Por Läjä Records

(läjä119) DVD Pirata - Confinópolis [COMPRE!]
 
 DVD Pirata - Confinópolis
  Sinopse: Confinópolis é uma cidade, um país ou um lugar onde o totalitarismo reina e as pessoas são trancadas em seus próprios corpos que, no lugar de rostos, têm fechaduras sem chave. O clima de policiamento e violência dominam a narrativa. Contada em preto e branco, a história torna o absurdo do estado totalitário ainda mais contrastante, sem floreios ou discursos amistosos. Nesse cenário um sujeito sem nome começa a agir contra o patrulhamento imposto pelo totalitário Fechadura Hernandez, em suas buscas ele descobre que pode mudar a realidade do aprisionamento em Confinópolis, mas o caminho para isso é sombrio.
 
Por Läjä Records

(läjä118) LP Split – Homem Elefante / Ameaça Cigana [COMPRE!]
 
LP Split – Homem Elefante / Ameaça Cigana
  
 
Por Läjä Records

(läjä117) LO-FI - Fast Rocking Slow Humping [COMPRE!]
 
LO-FI - Fast Rocking Slow Humping
  
 
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(läjä116) CD - Merda - Índio Cocaleiro [COMPRE!]
 
CD - Merda - Índio Cocaleiro
   Bicho..., só agora nesse começo de mês de abril que eu consegui pegar o disquinho do conjunto musical Merda. Muita escassez de grana e minha sorte foi que Carlito (amigo de rua) é viciado em droga barata e me passou a bolacha por 7 bingos, barato né? Sim, sou bem oportunista e fico só na muringa com minhas amizades nóias, esperando uma fissura louca de algum desses jumentos para que eu faça a farra do boi com suas coleçóns de discos. Pois é, já tem um tempinho que gosto da cabarezagem que esta banda de Vila Velha faz, e o "Indio Cocalero" já estava em minha lista de aquisición. Eu já tinha ouvido algumas coisas do disquêto, mas fui ter a noção do tanto que esquema estava bom só quando coloquei pra tocar enquanto mamãe passava os olhos em algum escrito espírita falando de Alón Kardecks. Enquanto as caixinhas sofriam com as cantigas resolvi passar as pupilas levemente dilatadas no encarte, aliás tudo muito bonito e bem feito por Alex Vieira (Revista Prego), o batera dessa safadeza. São 25 cantigas em pouco mais de 26 minutos, destacando a faixa título "Indio Cocalero" que ganhou um clipe sensacional, "Mi Capital Federal", "Ayahuaska Is Not LSD" pela pegada das cantigas tradicionais da región norte, a linda sequência "Change My Way" / "Choripan" / "Fogo na Água", "Gangs do Norte" que é uma ode para uma das melhores regiões deste país, além da bonita homenagem ao nosso falido futebol pop star crackêro nas cantigas "Nem Todo Brasileiro Que Gosta de Futebol Gosta do Neymar" / "Jobson é Craque", e nunca esquecendo das lyndas versões para "Crudo Soy" do Los Crudos, "Frankitão" que é uma versão da cantiga "Quero Dormir Em Teus Braços" do eterno Frankito Lopes e "Piranha" de Alípio Martins que fecha o disco com chave de ouro, deixando você com aquela sensação de que necessita de cabaré, rapariga barata e boas doses de Dreher. Só digo que esta bolacha está impecável, Móz e sua quadrilha són mestres na arte de avacalhar com qualidade, portanto se eu fosse tu corria lá no sítio daLäjä ou da Ideal Shop e pegava pra si este crack sonoro, pois você vai ouvindo, ficando nóia, vai batendo fissura e a vontade de estragar a audição do escutador se torna uma constante. É isto.
 
Por Läjä Records

(läjä115) Merda - LP 12” Indio Cocalero [COMPRE!]
 
Merda - LP 12” Indio Cocalero
   Bicho..., só agora nesse começo de mês de abril que eu consegui pegar o disquinho do conjunto musical Merda. Muita escassez de grana e minha sorte foi que Carlito (amigo de rua) é viciado em droga barata e me passou a bolacha por 7 bingos, barato né? Sim, sou bem oportunista e fico só na muringa com minhas amizades nóias, esperando uma fissura louca de algum desses jumentos para que eu faça a farra do boi com suas coleçóns de discos. Pois é, já tem um tempinho que gosto da cabarezagem que esta banda de Vila Velha faz, e o "Indio Cocalero" já estava em minha lista de aquisición. Eu já tinha ouvido algumas coisas do disquêto, mas fui ter a noção do tanto que esquema estava bom só quando coloquei pra tocar enquanto mamãe passava os olhos em algum escrito espírita falando de Alón Kardecks. Enquanto as caixinhas sofriam com as cantigas resolvi passar as pupilas levemente dilatadas no encarte, aliás tudo muito bonito e bem feito por Alex Vieira (Revista Prego), o batera dessa safadeza. São 25 cantigas em pouco mais de 26 minutos, destacando a faixa título "Indio Cocalero" que ganhou um clipe sensacional, "Mi Capital Federal", "Ayahuaska Is Not LSD" pela pegada das cantigas tradicionais da región norte, a linda sequência "Change My Way" / "Choripan" / "Fogo na Água", "Gangs do Norte" que é uma ode para uma das melhores regiões deste país, além da bonita homenagem ao nosso falido futebol pop star crackêro nas cantigas "Nem Todo Brasileiro Que Gosta de Futebol Gosta do Neymar" / "Jobson é Craque", e nunca esquecendo das lyndas versões para "Crudo Soy" do Los Crudos, "Frankitão" que é uma versão da cantiga "Quero Dormir Em Teus Braços" do eterno Frankito Lopes e "Piranha" de Alípio Martins que fecha o disco com chave de ouro, deixando você com aquela sensação de que necessita de cabaré, rapariga barata e boas doses de Dreher. Só digo que esta bolacha está impecável, Móz e sua quadrilha són mestres na arte de avacalhar com qualidade, portanto se eu fosse tu corria lá no sítio daLäjä ou da Ideal Shop e pegava pra si este crack sonoro, pois você vai ouvindo, ficando nóia, vai batendo fissura e a vontade de estragar a audição do escutador se torna uma constante. É isto.
 
Por Läjä Records

(läjä114) Vinil 7" - Sugar Kane - Fuck The Emo Kids [COMPRE!]
 
Vinil 7
  Recebi o convite do Dav para voltar a colaborar com o PUNKnet e topei na hora. Ando bem afastado do underground e talvez isso seja uma (grande) vantagem para escrever resenhas de forma totalmente imparcial! A primeira é essa aqui, o EP novo do Sugar Kane: Fuck The Emo Kids, primeira incursão dos paranaenses (agora paulistas) no formato vinil.

Não acompanho o trabalho dos caras faz tempo mas lá no início eles já apresentavam uma qualidade bastante superior à maioria das bandas da época que se aventuravam no mesmo estilo. Rolaram uns trabalhos mais obscuros aí nesse meio tempo e inclusive começaram a compor em português, o que consegue descaracterizar facilmente qualquer banda que tenha começado em outro idioma.

A faixa-tema é realmente muito foda e disparada a melhor do EP. Me lembrou os primeiros anos do Sugar Kane, pré-2000, quando o hardcore ainda era a principal vertente desta cena e as bandas ainda preferiam cantar em inglês, logicamente pelo fato das principais referências serem gringas mesmo. É a única música com uma melodia vocal bem trabalhada, bem nervosa, com direito a alguns backing vocals bem colocados. A letra, obviamente, é mais um ataque a postura pré-fabricada da garotada fofuxa.

 
Por Läjä Records

(läjä113) Vinil 7" - Merda/Leptospirose [COMPRE!]
 
Vinil 7
  Reedição classica do split Merda / Leptospirose, agora em versão de vinil 7”, na cor rosa / magenta. Prensagem nacional de apenas 300 copias, com capa dura e encarte especial. Versão para colecionador.
 
Por Läjä Records

(läjä112) Vinil 10" - Skate Aranha  [COMPRE!]
 
Vinil 10
  No ano passado ele licenciou o disco Evil & Dead, da banda de Teresina Skate Aranha e o lançou em vinil de 10 polegadas pela Laja Records, em mais um dos lançamentos de seu selo que, literalmente, fazem barulho. O disco, com apenas 14 minutos, mostra uma mistura equilibrada e eficiente de punk, hardcore e heavy metal, e aposta nos elementos do horror punk sem parecer chata ou forçada, o que é muito fácil de acontecer quando você se veste de múmia e adota apelidos engraçados. Não é o caso aqui, já que tudo é feito sem erro. Enquanto músicas como “Skeleton Dance” e “Yes, I’m Evil And Dead” mostram traços do punk, outras como “Raise The Black Flag” parecem buscar elementos no metal e no glam rock, novamente sem exageros. Na época da gravação, em 2009, a banda era um quarteto formado por No Pollution, J.J. Not Dead, Junior Mortal Thrash e Carniça Torment, mas hoje só conta com metade da formação, e pasmem, nunca fez um show.
 
Por Läjä Records

(läjä111) Split Merda / Morto Pela Escola Vinil 7' [COMPRE!]
 
Split Merda / Morto Pela Escola Vinil 7'
  
 
Por Läjä Rex

(läjä110) Vivisick / Tropiezo – Vinil 7 [COMPRE!]
 
Vivisick / Tropiezo – Vinil 7
  I heard a Tropiezo song on a recent Punk Rock Record Party podcast and was pretty impressed. Immediately grabbed this when I was flipping through the bins at the Razorcake HQ knowing I was going to dig this like a muh’fu’uh. I would imagine most people who are apt to get this record are going to grab it for Japan’s Vivisick. Haven’t listened to them in a number of years, so it’s nice to catch up. They crank out 625 style thrash, meaning it’s more playful and fun instead of serious and angry. There’s a sort of anthemic feel to their songs that, for some reason, remind me of the music in the TV show Ultraman, especially the opener “Kaleidoscope.” Tropiezo continue along the same lines in the 625 style thrash, but then they throw in a Crudos influence for more intensity. Instead of being fast, fast, fast, Tropiezo switch tempos here and there for more impact. Plus it helps the songs stick with you longer. The change ups in “Dando Vuelta (Hacia El Lado)” are great, and make this song the stand out of the record. The opener is a burner, but when they shift down for “Machistofeles” is when they really show their power. The drum breaks are a nice touch. There’s some crazy riffs in “Te Pregunto...,” especially the bass lines. If you’re a fan of Crudos, then you should check out Tropiezo.
 
Por Matt Average - razorcake.org

(läjä110) EP Merda/Morto Pela Escola - Vivendo Cada Dia Mais Burro e Agressivo [COMPRE!]
 
EP Merda/Morto Pela Escola - Vivendo Cada Dia Mais Burro e Agressivo
  Finalmente recebi o novo split da banda Merda, desta vez junto com a banda Morto Pela Escola. Ambas são do Espírito Santo e as duas fazem um som diferente, apesar de ser voltadas para o hardcore. O novo trabalho foi lançado em vinil sete polegadas amarelo, trabalho fino, chique, e a capa, um lado para cada banda, tem trabalhos artísitcos muito bem elaborados. Falando sobre cada banda, a Merda tem cinco músicas, cada uma em homenagem ao grupo que integra a "Ganguinha do Merda", título deste novo trabalho dos capixabas. Caso você ainda não saiba, a Merda é um dos vários projetos de Fábio Mozine, que também toca no Mukeka di Rato, n'Os Pedrero, além de comandar a Laja Records. E Mozine estava inspirado na hora de compor as faixas desse novo trabalho, das cinco, quatro são de sua autoria, com exceção da música "Quique Browm", que foi escrita pelo próprio Quique, que além de guitarrista e vocalista na Leptospirose é um dos integrantes da "Ganguinha do Merda". Além dele, estão na lista, Sandrinho, Xumaiker, Maradona e Andy Irons. A abertura do novo trabalho ficou por conta da faixa "Maradona", uma música mais calmas do disco, tratando-se de Merda, mas que não perde a oportunidade na curtição e criatividade na letra..."Maradona, para de cheirar cocaína..." na hora você nota que é música do Merda. Na sequência vem "Xumaiker", essa sim, letra curta, direta e som pauleira. "Sandrinho" é a terceira faixa do disco e também uma homenagem ao vocalista do Mukeka di Rato. A quarta faixa é "Quique Brown", escrita pelo bragantino e para fechar com chave de ouro mais este belo trabalho vem a faixa "Andy Irons" e as primeiras palavras pronunciadas por Mozine nesta música é..."i see red flowers...", simplesmente sensacional, mais um split clássico desta banda que atualmente é uma das mais criativas e originais do cenário independente.
O OUTRO LADO - Do outro lado do disco o ouvinte ouvirá outra boa banda. A Morto Pela Escola faz um hardcore, como é chamado por alguns, tradicional. Então, o ouvinte que é chegado em um pogo ou balançar a cabeça, poderá fazer isso sozinho ou com alguns amigos em uma roda no show dos caras. Por ser um pouco diferente da Merda, a Morto Pela Escola gravou três músicas com destaque especial para a faixa de abertura "Tudo ou Nada". Além dela, também há as faixas "Química Acumulada" e "Vida Lenta", respectuvamente. Assim como os parceiros no split, o pessoal do morto teve todo um cuidado com o trabalho gráfico que também ficou muito bom e eles aproveitaram e, não sei se propositalmente, fizeram uma homenagem ao Ratos de Porão com o título "Vivendo cada dia mais burro e agressivo", lembrando muito bem um dos discos clássicos da banda paulistana nos anos 80 do século passado "Vivendo cada dia mais sujo e agressivo". Para resumir, dois trabalhos nota 10.
 
Por Läjä Records

(läjä109) EP Vinil – Boom Boom Kid y Su Guitarra Pagana [COMPRE!]
 
 EP Vinil – Boom Boom Kid y Su Guitarra Pagana
   Prensagem limitada de 300 copias em vinil azul, prensado nos EUA com 4 musicas inéditas e acusticas do BOOM BOOM KID. O vinil vem em uma capa preta vazada, com adesivos que devem ser colados a mão, com desenhos feitos pelo proprio Nekro. Material para colecionador.
 
Por Läjä ReX

(läjä108) LP 12" - Leptospirose - Aqua Mad Max [COMPRE!]
 
LP 12
  Bom, imaginem Hardcore, Punk, Grind, Thrash, Rock ‘n’ Roll e outras influências, todas socadas no disco desse trio de Bragança Paulista/SP. Resultado: um álbum muito barulhento, mas diversificado. O que predomina acabam sendo as levadas mais agressivas, mas os ritmos e batidas que saem disso se destacam da mesma forma. Não que se pareça (e não parece mesmo!), mas essa mistura toda tem um quê meio do que a Brutal Truth já fez em “Sounds of the Animal Kingdom”. Calma, é só uma comparação na atitude, ok?

Isso torna mais alto o desafio de citar quais as canções mais interessantes. Realmente, é muito complicado o que sai dessa bagunça toda! E mais: os três músicos – Quique Brown (vocal/guitarra), Velhote (baixo/backing vocal) e Serginho (bateria) SABEM tocar e criam sonoridades muito legais ao longo do play.

Mas vamos lá: a faixa de abertura – “O instrumental desse som vai pro I Shot Cyrus e a cetra que se foda pra quem é, nem vale a pena tocar nesse assunto!” (porrada!) -, “Onde estão os arqueiros?” (arranjo demais!), “Drasticamente barrado no baile”, “Sanduíche de pimento” e “Em Maio todo mundo janta pipoca na minha cidade” (que baixo lindo!) são algumas (só algumas mesmo) das agradáveis belezuras do trabalho. Show! Engraçado como a Leptospirose caiu no gosto “popular” (dentro da cena, obviamente).

Abrindo o encarte do CD, a surpresa de constatar um mini-pôster muito bacana. E claro, os títulos são hilários, alguns deles enormes (como visto no parágrafo anterior) e as letras são, a princípio, muito viajantes. Vale uma boa conferida! A gravação foi feita no Da Tribo Studio (Juninho e Ciero), e a sujeira imperou na produção.

Versátil e revoltado, mas bem humorado, “Aqua Mad Max” é um bom disco que mostra como o barulho pode ser criativo.

 
Por http://whiplash.net/materias/cds/152081-leptospirose.html#ixzz1z0wtZdrH

(läjä107) Os Pedrero - Pin Up Gordinha – CD [COMPRE!]
 
Os Pedrero - Pin Up Gordinha – CD
  Versão em CD para o vinil 7”. Capa verdefeita em papel cartão, remasterizado para CD e com faixa bonus do clip de“Pin Up Gordinha”
 
Por Läjä Records

(läjä106) DVD Boom Boom Kid - Incendios de un Pitecantropussin Iutub [COMPRE!]
 
DVD Boom Boom Kid - Incendios de un Pitecantropussin Iutub
  Primeiro DVD do artista argentino. Em teoria, o conteúdo principal são os 21 clipes do Boom Boom Kid, que incluem desde produções super profissionais (como “I Do” ou “Del Absoluto Vacio Surge Este Capricho”) até vídeos mais caseiros ou feitos na base do “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” (como “Where´s My Pure Cotton Dad?” ou “Brick By Brick”). O gosto pela estrada, notório na sua trajetória, pode ser medido pelas diferentes localidades onde foram captados os clipes: Argentina (claro), Brasil, Japão, EUA e Peru. Nos extras, mais loucuras audiovisuais, canções acústicas gravadas com o laptop, surf em ondas humanas, e aquilo que para muitos fãs é o filé desse DVD: um show do Fun People de 1995, em Buenos Aires, com direito a entrevistas com os membros da banda. Ok, esse show está no Youtube, mas picotado e com qualidade ruim. Aqui, na íntegra, com som e imagem boa, permite curtir a potência sonora e presença de palco dessa grande banda. Diversão em dobro: clipes do BBKid e show do Fun People!
 
Por Läjä Records

(läjä105) Split Wander / Handsome – CD [COMPRE!]
 
Split Wander / Handsome – CD
  Normalmente os lançamentos da Laja Records fazem seus fãs berrarem, pularem, gritarem, ou coisas parecidas, já que discos de bandas como Merda, Os Pedrero, Mukeka Di Rato, Os Estudantes e tantos outros nomes de hardcore não poderiam fazer com que você relaxasse em uma bela tarde de verão.

Já é o caso do novo lançamento do selo, o split entre Wander Wildner e Handsome And Heartbreakers. Wander Wildner já é conhecido da maioria dos roqueiros por aqui. Tocou n’Os Replicantes nos anos 80 e desde muito tempo tem uma sólida carreira solo em músicas que viajam entre o brega, o folk e a música popular. Nesse lançamento o cara canta “Caminando Y Cantando”, faixa todinha em Espanhol e todinha acústica, orientada à voz de Wander, um acordeom e um Glockenspiel, que dá um toque muito bacana ao som. Sabe aqueles folks bonitinhos e pra cima? É o caso. Fácil e gostosa de ouvir, a faixa passa rapidinho. Do outro lado da bolachinha de 7 polegadas está Handsome, um japonês maluco que gosta de cantar sobre seu coração partido. A música do cara se chama (traduzida) “Meus Olhos Estão Chorando”, e é basicamente uma balada de voz e violão com uma gaita pra acompanhar. Vale ressaltar que Handsome canta em japonês. Na caixa do disco há um encarte que traz todas as informações das 2 bandas, as letras das canções em espanhol e japonês e fotos dos caras também. Não faltou nada, e isso é sempre um ponto alto em qualquer lançamento.

A Laja também caprichou no vinil em si em uma prensagem de qualidade e ao estampar mensagens escondidas nos selos centrais de cada lado.

Enquanto no Lado A lê-se Ouça essa música acompanhado de um copo de vinho tinto, uma mulher nua em uma hidromassagem de um hotel bem caro, no Lado B temos Esse lado você deve ouvir andando de cavalo com um chapéu bem bonito. Andar de cavalo faz bem. São 2 belos artistas horríveis que valem a pena serem ouvidos e que só a Laja Rex traz pra você. Conheça!

 
Por Läjä Records

(läjä104) Split Wander / Handsome - Vinil 7 [COMPRE!]
 
Split Wander / Handsome - Vinil 7
  Normalmente os lançamentos da Laja Records fazem seus fãs berrarem, pularem, gritarem, ou coisas parecidas, já que discos de bandas como Merda, Os Pedrero, Mukeka Di Rato, Os Estudantes e tantos outros nomes de hardcore não poderiam fazer com que você relaxasse em uma bela tarde de verão.

Já é o caso do novo lançamento do selo, o split entre Wander Wildner e Handsome And Heartbreakers. Wander Wildner já é conhecido da maioria dos roqueiros por aqui. Tocou n’Os Replicantes nos anos 80 e desde muito tempo tem uma sólida carreira solo em músicas que viajam entre o brega, o folk e a música popular. Nesse lançamento o cara canta “Caminando Y Cantando”, faixa todinha em Espanhol e todinha acústica, orientada à voz de Wander, um acordeom e um Glockenspiel, que dá um toque muito bacana ao som. Sabe aqueles folks bonitinhos e pra cima? É o caso. Fácil e gostosa de ouvir, a faixa passa rapidinho. Do outro lado da bolachinha de 7 polegadas está Handsome, um japonês maluco que gosta de cantar sobre seu coração partido. A música do cara se chama (traduzida) “Meus Olhos Estão Chorando”, e é basicamente uma balada de voz e violão com uma gaita pra acompanhar. Vale ressaltar que Handsome canta em japonês. Na caixa do disco há um encarte que traz todas as informações das 2 bandas, as letras das canções em espanhol e japonês e fotos dos caras também. Não faltou nada, e isso é sempre um ponto alto em qualquer lançamento.

A Laja também caprichou no vinil em si em uma prensagem de qualidade e ao estampar mensagens escondidas nos selos centrais de cada lado.

Enquanto no Lado A lê-se Ouça essa música acompanhado de um copo de vinho tinto, uma mulher nua em uma hidromassagem de um hotel bem caro, no Lado B temos Esse lado você deve ouvir andando de cavalo com um chapéu bem bonito. Andar de cavalo faz bem. São 2 belos artistas horríveis que valem a pena serem ouvidos e que só a Laja Rex traz pra você. Conheça!

 
Por Läjä Rex

(läjä103) Mukeka di Rato - Atletas de Fristo [COMPRE!]
 
Mukeka di Rato - Atletas de Fristo
  Imagine quatro caras que cresceramjuntos, no mesmo bairro, inventam de montar uma banda de hardcore e de forma totalmenteindependente, gravam demos-tapes, cds, vinis, tocam em todo o Brasil,Japão, America do Sul, Europa e lançam discos e mais discos, cada um maisoriginal do que o outro? Sim, essa banda existe, é de Vila Velha-ES e se chamaMukeka Di Rato.

Com seus quase 16 anos muito bemrodados e fazendo um grande trabalho na cena independente, o Mukeka Di Ratopresenteia os fãs com esse novo trabalho chamado “Atletas deFristo”, que com certeza é o melhor trabalho já feito pela banda.

Acredito que os ares poluídos deVitória, ajudaram os rapazes a fazerem um disco rápido, visceral, pesado eoriginal. Com a genial produção de Fabio Mozine e mixagem e masterização de Ricardo Mendes, mantiveram umclima despretensioso, e bastante pensado em relação a timbres, coesão e musicas.

A faixa de abertura intitulada“Atletas de Fristo” começa com uma batida clássica e seca dehardcore do baterista Brek, bastante seguro do que está fazendo junto com ovocal potente e sujo de Sandrinho: “Maisde 500 milhasCorrendo sem parar Maratona no abismo A avalanche vai chegar Os Atletas deFristo Não deixam a tocha apagar Se acabar o combustível Vendem a mãe praincinerar.” Completandoa receita desse bolo estragado, os outros ingredientes: a guitarra torta do Paulista e o baixo megadistorcido de Mozine, quem entram na brincadeira e fazem qualquer mortal quererentrar numa roda de mosh.

O divisor de águas desse disco sechama “Pagando o Pato” que não dá para comparar com nada, pois étotalmente Mukeka Di Rato, misturando um reggae, com dub e punk rock comsing a long. Consigo imaginar muita gente cantando: “Se ao menos meu filme, não estivesse queimado. Talvéz meuretrato não tivesse que ser falado.” Aparticipação de Fephascoal duelando nos vocais, deu uma melodia nunca antestida pelo Mukeka di Rato.

E logo após o reggae, o hardcorequase death metal “Lua Cheia”, com o Felipe do Ass Flavourvomitando uma abertura, ou seja, de mercúrio a plutão em apenas uma faixa,coisa bem típica do Mukeka.

“Atletas de Fristo” já pode ser considerado por mim o melhor playde hardcore nacional (ou porque não, internacional também?) e digo isso com atotal segurança. A mesma segurança que tiveram ao gravar esse disco.

 
Por Marcelo Buteri

(läjä102) Silverados - Tutti Frutti [COMPRE!]
 
Silverados - Tutti Frutti
  
 
Por Läjä Rex

(läjä101) Futuro - MMX [COMPRE!]
 
Futuro - MMX
   Na humilde opinião tosca desse blóg, esse é o melhor lançamento de 2011 do estilo aqui nessas terras brasileiras. Falo do novo álbum da banda paulista Futuro(antiga B.U.S.H.), intitulado MMX, uma obra prima desses tempos atuais, quando falamos de sonoridade punk/hardcore. Talvez você ache que seja algo americano dos meados da década de 80, talvez você irá notar fortes influências das bandas punks e skatepunks daqui do país, mas a certeza é que os joviais possuem um estilo único e inconfundível de orquestrar suas cantigas. Letras que alternam entre o português e inglês, Kalota delicadamente agressivo nos vocais e digo mais: a música "Rumo Ao Fim", 5ª faixa desse registro é simplismente viciante, dançante e tudo mais que você sentir ao ouvir essa linda partitura. E se você anda cansado dessa vida de quebrado, consumidor de catuaba, freguês do restaurante popular e de casas de apoio, vou passar uma simpatia pra você multiplicar sua graninha e andar finése por aí: Enterre sete moedas de qualquer valor em um vaso com a planta dinheiro-em-penca plantada. Em seguida diga em voz alta: "Anjos invisíveis, estou lhes oferecendo estas moedas e quero, em troca, milhões delas de maior valor". Logo em seguida, sambe descalço no aslfato quente das 14 horas gritando bem alto:"Papaaaaaai, papaaaaaai, quero grana até os couro do pé sapecar...". Pronto, em três dias você verá a diferença e terá a grana suficiente para queimar com as raparigas, amigos, nóias ou com quem for. Beijos meus amores, até.
 
Por Läjä Rex

(läjä100) DVD - Läjä 100 [COMPRE!]
 
DVD - Läjä 100
  A Läjä Records bateu a marca dos 100 títulos lançados entre CDs, DVDs, LPs, livros e compactos, e pra comemorar, lançou um vídeo institucional sob a alcunha de Läjä Cem.

O filme é dividido em duas partes, na primeira como já foi dito, tem um vídeo explicativo sobre a gravadora e na segunda, um apanhado geral (e direto) sobre grande parte das bandas contratadas pela firma do Fábio.

Na parte institucional do filme, Gabriel Barbiere (ex-baixista do Motosierra) e sem sombra de dúvidas, um dos seres humanos mais bonitos da América do Sul, da uma geral na história da gravadora em um espanhol - quase portunhol - com um magnífico e bem pautado monólogo carregado de metas, objetivos, função social, quadro de funcionários e controle de qualidade da empresa, numa edição maravilhosa, cheia de efeitos especiais, e um belíssimo fluxo de imagens; do empreendimento, das bandas e do maravilhoso ancora uruguaio. Nada que a gente não tenha visto em comerciais de TV local - só que - com uma leve/boa vantagem da Läjä, nos quesitos; edição, credibilidade e ancora.

Selos de música que se prezam e entram pra história, possuem identidade - e - identidade, é o que não falta na segunda parte do filme. Com cerca de uma hora de duração, ele mostra uma copilação com imagens das bandas, enviadas pelas próprias bandas, dando uma geral em tudo o que a gravadora lançou desde o seu surgimento no final dos anos 90. Tem desde banda fazendo playback em programa infantil, até cantor de rock psicodélico arrumando treta na Europa com um cofrinho gigante, passando por deliciosos banhos de mar e danças de salão, com os ‘drunk fools’ bebendo loucamente e os ‘true till death’ andando de bicicleta – sempre no embalo – de uma belíssima trilha sonora.

Por mais diferentes que sejam as escolas e as vidas das bandas que fazem parte do cast da Läjä Records, não é difícil ver alguma alguns laços entre elas, no filme, esses laços se transformam em nós sinistramente bem atados, parece um filme da época escolar da rapaziada, parece que todo mundo ali estudou na mesma escola, morou no mesmo bairro e não importa se somos uruguaios, finlandeses, mossoroenses ou canela verde.

 
Por Quinque Brown

(läjä099) Tropiezo / Xtra Vomit - 7 [COMPRE!]
 
Tropiezo / Xtra Vomit - 7
  XtraVomit returns from the icy depths of Michigan with 5 more tracks of HC/punkfury - a 2 person bulldozer of punk anger. The honesty of the tracks comeacross in the included writings. Puerto Rico's Tropiezo should be no strangerand their 5 tracks here add to their prolific output of energetic HC. Thiscombines straight up HC/punk with an odd streak that sets it apart. This isco-released with both bands and many labels from around the world. The coversare made with hand cut and screenprinted paper recovered from the trash.
 
Por Läjä Rex

(läjä098) Leptospirose - Aqua Mad Max [COMPRE!]
 
 Leptospirose - Aqua Mad Max
  O nome da última faixado álbum dà uma dica do que temos nas 19 faixas em pouco mais de 16 minutos deáudio: "Não é absolutamente necessário ter ritmo e melodia para havermúsica". A loucura dissonante e bruta do Leptospirose continua navegando em mares dosurrealismo, desde os títulos até a arte (incrivel, por Ete do Muzzarelas).Toda essa bagunça a favor do barulho hardcore, da música extrema sem clichês elógica harmônica. Talvez lendo isso você pense que é um álbum embolado correndo atrás do própriorabo, mas não, na produção (de Juninho do RDP/O Inimigo etc) tudo é claro, bemgravado e perceptível, fazendo cama para as letras quase dadaistas. O Leptospirose está em seu auge criativo e desconstrutivista, e esse registro éum dos mais relevantes de 2011, sem dúvida.
 
Por Läjä Rex

(läjä097) Fespaschoal - Comando Guatemala  [COMPRE!]
 
Fespaschoal - Comando Guatemala
   A viagem sonora começa na capital doEspírito Santo e vai até onde sua imaginação quiser! O álbum CMDOGuatemala tem caráterunitário: suas 10 faixas estão grudadas nas transições e, em alguns momentos,remetem umas às outras. A pré-produção, que englobou todo o experimento,pesquisa, composição e construção dos elementos presentes no trabalho duroudois anos (no CMDO GUATEMALA, casa/república em que Fepas morou e trabalhou) efoi regada a Fela Kuti, Tom Zé, Alceu Valença, John Coltrane, Miles Davis, HCItaparica e de sambinhas de roda que lotavam a casa. Alguns casos deimprovisação, poesia encaixada com influências do afrobeat e samba, junto atrechos de ruídos urbanos e instrumentos diversos como Jaw Harp e pequenasflautinhas. Contou ainda com participações como Mozine no vocal esgoelado, Vitor Sá no sax e a amiga Aline Hrasko nosvocais. CMDO Guatemala foi gravado entre setembro e novembro de 2010, no SítioJavali, Viana-ES, e nos estúdios da Expurgação em Vitória-ES.
 
Por Läjä Rex

(läjä096) Filhotinho - F-crew [COMPRE!]
 
Filhotinho - F-crew
  
 
Por Läjä Rex

(läjä095) DVD Pirata-Merda-Kusotare-Ensaio ao Vivo no Japão [COMPRE!]
 
DVD Pirata-Merda-Kusotare-Ensaio ao Vivo no Japão
  Quando o Mukeka di Rato foi para o Japão, aproveitamos para fazer um show com o Merda, com Yuki Takahashi do Vivisick no baixo. Por incrivel que pareça, não registramos esse show, que foi foda por sinal. (BURROS). Mas conseguimos salvar um ensaio. São 14 musicas, som podre, camera parada e defeitos especiais. É o primeiro lançamento em DVD pirata da Laja. Pouquissimas cópias.
 
Por Läjä Rex

(läjä094) Boom Boom Kid - Gatinho Preto Maula [COMPRE!]
 
Boom Boom Kid -  Gatinho Preto Maula
  Excelente compilado com linda arte feita pelo próprio vocalista da banda, Nekro, ou melhor, Boom Boom Kid. Reunião dos grandes clássicos desde o inicio da banda, incluindo faixas inéditas que estão apenas nesse disco.
 
Por Läjä Rex

(läjä093) Dizzy Queen - Dizzy Queen [COMPRE!]
 
Dizzy Queen - Dizzy Queen
  O logotipo da capa nos remete logo a algo tipo Thin Lizzy, mas com um certo glamour modernoso. Ao colocar o disco pra rolar, percebemos que o som passeia por ai também. Riffs poderosos de guitarra com um jeitão hard rock dividem espaço com momentos mais dançantes e contemporâneos, além de alguns com vocais (sempre em inglês) mais melódicos - como no pré-refrão da primeira música do cd, "Me, Myself And I". É bem provavel que o repertório apresentado aqui funcione ainda melhor ao vivo, de forma mais expontânea, e claro, com os amplificadores gritando, mas o álbum dá uma boa idéia de como isso deve ser.
"Camaro" é uma das mais bacanas do cd, pra quem procura algo mais roqueiro.
A Dizzy Queen tem todos os ingredientes pra ser hype na noite rocker, principalmente se embrenhar-se na cena do 'baixo augusta' aqui em SP. Vem pra cá, menina!
 
Por Läjä Rex

(läjä092) Os Pedrero - Pin Up Gordinha 7” Vinil (prensagem de 300 copias) [COMPRE!]
 
Os Pedrero - Pin Up Gordinha 7” Vinil (prensagem de 300 copias)
  São apenas 300 copias de vinil 7” com peso especial e capa preta de papelão de proteção. Prensagem feita na Inglaterra com vinil de alta qualidade em 33 rpm e trazidos ao Brasil. Capa externa, encarte e toda concepção grafica criada por Victor Stephan, vocalista da banda Os Estudantes e artista plástico. São 6 musicas novas, todas gravadas em Vitoria com produção de Fabio Mozine e Ricardo Mendes. A banda apresenta apenas um bubble gun tipico de Tonny Powzer, a musica “50 segundos de furia”. As outras mostram um lado mais tosco e scum rock da banda, com mixagem suja, vocais rasgados e saturados no compressor analogico, além de todas as firulas basicas dos pedrero como letras falando sobre alcool, alcoolismo, mulheres, mulheres feias, sujeira, diabo, satanás e drogas.
 
Por Läjä Rex

(läjä091) Guidable - A Verdadeira historia do Ratos de Porão - DVD Duplo [COMPRE!]
 
Guidable - A Verdadeira historia do Ratos de Porão - DVD Duplo
  Esse ano foi lançado o DVD “Guidable – A Verdadeira História do Ratos de Porão”, que cujo nome já diz traz um documentário mais do que completo sobre a história de uma das bandas punks mais importantes e controversas da história do país. Lançado como uma proveitosa união entre Luz Vermelha Filmes, Blackvomit Filmes, Ideal Records e Laja Records, o título vem com 2 DVDs e muita história pra contar. O primeiro disco tem o documentário em si, com vídeos e imagens da banda, entrevistas com membros, ex-membros, amigos e colegas de outras bandas, que em 121 minutos de filme contam tudo ou quase tudo que rolou nesses quase 30 anos de banda. No segundo disco, nada mais nada menos do que 6 horas de extras, daqueles bastante reveladores e que não poderiam ficar de fora de todo o pacote produzido. É muito legal ver um material dessa qualidade ser produzido e observado com atenção desde a sua capa até o produto final, o que mostra que é sempre possível realizar um material de primeira sobre bandas de rock aqui no Brasil. Pra finalizar, algo que pode parecer simples mas que sempre me chamou a atenção em DVDs: o encarte. A grande maioria dos DVDs que eu já vi por aí, sejam de filmes, documentários ou musicais não trazem encarte algum, o que é um tanto quanto frustrante. Aqui, o encarte é um mini-pôster dupla face, numa delas com a arte da capa e na outra com uma espécie de colagens com centenas de fotos da história da banda. Classe A!
 
Por Läjä Rex

(läjä090) Mukeka Di Rato - Gaiola (LP Importado - França) [COMPRE!]
 
Mukeka Di Rato - Gaiola (LP Importado - França)
  Relançamento em 2010 do clássico segundo disco do Mukeka di Rato, originalmente lançado em 1999. O disco foi especialmente resmasterizado para soar bem no vinil. A prensagem é francesa, o vinil é branco, os rótulos são coloridos. A rotação escolhida foi 45 RPM por questões técnicas, já que dessa forma o audio ficaria melhor. A capa é “gatefold” ou seja, dupla, com papel cartão de luxo. Tem um encarte extra com todas as letras em português e para esse vinil também em inglês. Para o Brasil foram trazidas aproximadamente 200 copias desse LP. NÃO HAVERÁ RE-PRENSAGEM DESSE TITULO!!!!
 
Por Läjä Rex

(läjä089) Tropiezo / La Virgen del Pozo – Vinil 7” [COMPRE!]
 
Tropiezo / La Virgen del Pozo – Vinil 7”
  While I'm hardly a specialist in punk hailing from Puerto Rico, this split EP has an urgent, underground sound thanks to the simple production and frantic mid- '80s punk flavor- at least with the clutch of songs from TROPIEZO; it's uniformly strong and accessible. On the other hand, LA VIRGEN DEL POZO is closer to grindcore, with white-hot guitar over a backdrop of throat-destroying vocals; it's intricate, but extremely effective, and highlighted by the amazing "Mi realidad es una pesadilla..." Both bands offer real winners. Highly recommended. (SS)
 
Por Läjä Rex

(läjä088) Muzzarelas - We Rock You Suck! [COMPRE!]
 
Muzzarelas - We Rock You Suck!
  We Rock You Suck! é o mais recente álbum dos Muzzarelas, banda de Campinas/SP que existe a quase 20 anos e de longe é um dos nomes mais importantes da cena independente brasileira. Podemos dizer que os Muzzarelas acabaram, ao longo destes anos, meio que criando um estilo de compor e tocar que os torna únicos, mas ao mesmo tempo é nítido que We Rock You Suck! traz a base referencial punk rock (ou seja, Ramones, Misfits, The Queers e Screeching Weasel) que ajudou os Muzzas a se tornarem o que são, e ainda percebe-se, também, ao longo da audição uma pitada aqui e outra ali de metal e hardcore em algumas faixas. Juntam-se tudo isto às letras sempre bem humoradas sem soarem “engraçadinhas” ou apelativas, uma qualidade de gravação bastante caprichada, um excelente trabalho gráfico (basta ver as fotos que disponibilizamos acima) toda ele arquitetado pelo baixista Daniel E.T.E. e o resultado final acaba por ser um só: temos aqui um dos melhores CDs independentes de 2010. São ao todos 14 faixas sendo que 2 são regravações: a excelente “the idiot” e ainda “”the hog” da primeira Demo que eles lançaram, isto no longínquo ano de 1993. Para saber mais sobre os Muzzarelas, leia a bio abaixo e acesse também http://www.myspace.com/osmuzzarelas
 
Por Läjä Rex

(läjä087) Broken Brasilian Bones in Europe - DVD [COMPRE!]
 
Broken Brasilian Bones in Europe  - DVD
  Diferente da maioria dos dvds independentes lançados no Brasil, "Breaking Brazilian Bones in Europe Tour" vem com uma linguagem mais informal, e retrata de forma clara, como é uma tour underground pela Europa, no curioso caso desta, interrompida ainda por um acidente sério em 2007. As bandas Merda e Leptospirose cairam para o circuito de squats punks por lá, e neste DVD registram imagens históricas de lugares como o lendário Kopi na Alemanha, e matam a curiosidade do fã médio em saber como funciona a cena hardcore-punk por aqueles lados. Bandas desconhecidas, papos de estrada, vexames e tudo o que se espera de uma viagem com estas duas bandas, está lá, além é claro, de muita música ao vivo, de ambos, e outros conjuntos que fizeram as gigs com eles por lá. Para completar o registro, procure também o livro "Guitarra e Ossos Quebrados", do Quique Brown, vocal do Leptospirose. O livro complemente o DVD (ou o DVD ilustra o livro?). De qualquer forma, o DVD por si só já vale, e muito, como registro histórico de mais essa aventura brasilis no velho mundo.
 
Por Läjä Records

(läjä086) Conspiração Coração ao Contrário – V/A c/ Velho, Homem Elefante, Estudantes, Renegades of Punk e Ornitorrincos [COMPRE!]
 
Conspiração Coração ao Contrário – V/A c/ Velho, Homem Elefante, Estudantes, Renegades of Punk e Ornitorrincos
  Coletâneas são um excelente meio de se ter uma pequena amostra de vários artistas ou bandas de uma única vez. Mas dentro da lógica do punk vai mais além, pois agrega uma porção de pessoas em um projeto único. Fazer as coisas mais ou menos auto-gestionadas na base do apoio mútuo. Do-it-yourself puro e simples. A coletânea "Conspiração Coração ao Contrário" é isso e mais um pouco. Lançada por 6 selos diferentes, mostra que o hardcore AINDA pode ter uma porção de células colaborativas e soltar na praça material legal. Tem gente que acredita e se caga para o mp3, e investe no independente mesmo na dificuldade. E eu sei que isso é muito mais que loucura e muito mais que "amor a causa". Só por isso já valeria adquirir o disquinho, mas o material que vem impresso no disco e enchem nossos ouvidos é fino. É classudo.
As cinco bandas que estão ali no disco tem referências nítidas no punk-hardcore americano dos anos 80. E com grande mérito não é daquelas coletâneas onde todos as bandas soam iguais. Cada uma delas tem sua identidade própria, e incorporada cada uma de seu jeito outros elementos fazendo um som característico e pessoal. Mesmo tendo uma matriz comum, nenhuma das bandas da coletânea sofre do complexo de clonagem que se vê mundo afora. Se você ouve uma faixa de cada uma delas, sem ver os nomes, você as identifica nota as diferenças. Outro ponto é que as bandas (e também os selos) são de estados diferentes, privilegiando sotaques, maneiras próprias de se fazer. Isso mostra que definitivamente as coisas estão acontecendo em rede, no sentido legal, de que as pessoas podem formar colaborações e parcerias legais, mesmo com a distância monstro que as separa. As bandas descentralizando e podendo ir a outros estados. Os selos espalhando por uma área maior o que produzem.
Não vou ser pretensioso e descrever aqui cada uma das bandas, todas são foda e o que me agrada pode não ser o mesmo para você. Lá estão Velho, Ornitorrincos (ambas do Rio Grande do Sul) Estudantes (Rio de Janeiro), Renegades of Punk (Sergipe) e Homem Elefante ( uma banda da Rodovia Dutra, com gente de São Paulo e Rio, hehehe). Além de todos os méritos que me chamaram atenção, o encarte tem todas as letras, fotos, colagens, contatos e uma reflexão legal do Zé Ulisses (Velho) no fim do encarte. Um texto que me fez pensar que ter autocrítica no que se faz não é nenhum problema. O hardcore-punk precisa disso para evoluir, aprender, crescer. Além de trazer música boa, a Conspiração materializada por esse pessoal no cd, mostra caminhos que o hardcore-punk pode traçar, criativamente, criticamente, amadurecido, sendo mais que uma cópia de ídolos. Inspirador.

Bandas:
Velho - http://www.myspace.com/velhodecancer
Homem Elefante - http://www.myspace.com/homemelefante83
Estudantes - http://www.myspace.com/osestudantes
Renegades of Punk - http://www.myspace.com/therenegadesofpunk
Ornitorrincos - http://www.myspace.com/ornitorrincos

 
Por Läjä Rex

(läjä085) Split Merda/DFC - O Ludo de Satã [COMPRE!]
 
Split Merda/DFC - O Ludo de Satã
  Mais um lançamento audacioso nesse fim de ano de 2009, duas bandas já consagradas no underground tupiniquim dividindo um split. De um lado temos o conjunto de música rock Merda diretamente de Vila Velha/ES abrindo o play com 06 sons inéditos que com certeza são candidatos a hits do cancioneiro popular; começando pela canção de singelo nome "O Crack é muito gostoso!" um hardcore tosko com uma pitada de "jazz/lounge" ou coisa que o valha e a letra é uma atração a parte, na sequencia "Ser humano inútil de burro", essa um retrospecto da existência sem precisão do ser humano no mundo, e no embalo do rock vem uma música totalmente dedicada aos esportes radicais "Eu nunca andei de Skate" (sucesso total!), "Me deixe em casa trancado com um animal" é um grito de rebeldia contra os bons costumes já Nagybüdöslofaszt (que conforme explicado no encarte significa na Hungria: "O grande e imundo pau do cavalo) é cantada em inglês e encerrando a participação dos canelas verdes vem "Miguel" um sambinha safado no melhor estilo "Velha Guarda da Mangueira" pra Mussum nenhum botar defeito, (música essa que é uma humilde homenagem à Miguel guitarrista do DFC). Que conforme citado vem diretamente da capital federal com 9 sons, sendo que 6 desses sons são releituras de "clássicos" da banda que foram lançados no primeiro disco "Tchan Nan Nan Nan" de 1996 como: "Corroído pelo Ódio", "Mente Pertubada", "Pau no cu do Capitalismo em posições obcenas" entre outros sucessos, mas com uma pegada muito mais violenta como o de costume vale a pena conferir; e 2 covers; um do Besthöven e outro do Karne Crua e uma música(?) instrumental. Mas o atrativo desse split não são as bandas e sim a interatividade banda/público proporcionada. Já no encarte pode-se perceber um jogo de Ludo, sim o mesmo jogo de tabuleiro tão popular quando eu era criança, mas aqui ganhou o belo nome de "O Ludo de Satã" que também da nome ao disco. As regras do jogo são básicas e óbvias: se você conseguir chegar no inferno você ganha e ficar no céu e virar testemunha de Jeová você se fode, simples como jantar no MacDonald´s, mas isso não será possivel sem antes você cruzar pela sua jornada em busca do tinhoso coisas como "fazer sua primeira tatuagem satanista" ou "assasssinar os próprios pais", o jogo é para até 6 pessoas e você pode optar por ilustres figuras como "Rafael Pilha", "Fábio Assunção", "Amy Winehouse", "Kenny G", entre outros, você só precisa de mais um besta para jogar com você, comprar um dado e destruir o encarte, um jogo para toda a família com um bela trilha sonora, unindo o útil ao agradável, um grande presente de natal.
 
Por Testa - http://empreitadaperigosa.blogspot.com

(läjä084) Livro Una Gira en Sudamerica [COMPRE!]
 
Livro Una Gira en Sudamerica
  Relatos de tour são quase um gênero literário. No punk, temos como um dos maiores exemplos Get In The Van, de Henry Rollins, contando os anos de boemia podre, paranoia persecutória e violência verbal, musical e corporal por trás do Black Flag. O livro de Mozine – membro do fantástico Mukeka Di Rato – conta os percalços de uma turnê pela América do Sul com o Merda, seu trio de hardcore tosco (como se Mozine tocasse outra coisa na vida...). Com o talento que lhe é peculiar, o autor traça um bom (e divertido) retrato do que uma década de trabalho sério no underground constrói. Ou seja: quase nada! Una Gira mostra o perrengue nem tão brabo assim (quem viveu o punk nos últimos 15 anos sabe que as coisas já foram bem piores) do trio, metidos em um carro apertado, cheio de discos e materiais promocionais, fazendo shows no interior do continente, dormindo na casa da mãe de amigos, o “boicote” de punks bobos, as bebedeiras, as centenas de coxinhas frias consumidas em postos rotos na estrada e, toque autoral tratando-se de Mozine – um administrador de empresas do mundo bizarro, que trocou o escritório confortável pela ralação em um selo e a manutenção de bandas de rock podrão –,a neura com dinheiro e vendas. Como o próprio autor ironiza, “rock de comércio”. Bem-vindo à realidade do punk nativo. Como nos melhores relatos do gênero, é possível sentir-se como um quarto membro dessa zona toda.
 
Por Arthur Dantas

(läjä083) Inaptadoss - Apetito Para La Diversion [COMPRE!]
 
Inaptadoss - Apetito Para La Diversion
  Review: Hardcore old school direto da Argentina. CD de estreia com 9 faixas. Lançamento conjunto no Brasil e Argentina. O CD acompanha um encarte avulso com todas as letras e informações. Poucas copias no Brasil.
 
Por Läjä Rex

(läjä082) Os Pedrero - Sou Feio Mas Tenho Banda! [COMPRE!]
 
Os Pedrero - Sou Feio Mas Tenho Banda!
  Sim! O lançamento mais aguardado do ano de 2009 já está nas lojas e pronto para deslanchar nas paradas de sucessos do mundo afora, mas isso vai ser assunto para um próximo post, porque hoje a resenha é sobre a banda mais suja e bêbada do rock n roll brasileiro, diretamente da orla do coqueiral de Vila Velha para o mundo, sim eles voltaram, Mr. Rotten Wine, Tony Powzer, Johnny Larva e Smelly Boy e seu novo lançamento que leva o belíssimo nome de "Sou Feio Mas Tenho Banda". O disco foi gravado no ano de 2006 e só foi lançado agora (!), quase 3 anos depois (marca da entrada de Smelly Boy na bateria), muito tempo para os carentes de canções românticas beirando o brega e o punk rock; o disco começa com a faixa "A iniciação de Cristina" e segue com "Eu te Odeio #3", ambas já haviam sido disponibilizadas na web, então as canções inéditas começam a partir da faixa número 03 "A vingança do último romântico", essa um bubble gum maravilhoso com toda a suavidade de Tony Powzer, a música quase bera o maistream com o vocal "bonito" de Philipe guitarrista do Dead Fish mostrando toda sua bela melodia, disco segue com a música que da título ao disco "Sou feio mas tenho banda" é candidata a hit, (essa é uma das músicas que mais me faz lembrar minha cidade natal a bela São José do Rio Preto e as garotas rockeras) ouça e descubra, a sonoridade "Pedreristica" permanece nesse disco como em todos os outros mas com um "rumo" digamos assim parecidado com o "O Motoqueiro Doido", as letras como sempre relatam amorzinhos bonitos/bebida/vingança como em "Mulher Satanás" e "Egoísta", o disco ainda tem uma versão de uma música do Teengenerate do som "Mess me Up" que aqui ganhou o nome de "Vamos zoar gatinha" que tem a participação de Kaka da banda Catchside e como se não bastasse ainda há uma homenagem a Adelino Nascimento, cantor brega falecido em 2008 que deixou a música romantica mais triste, esse som ainda conta com a participação de Jimmy do Matanza, a música que leva o nome do cantor na verdade se chama "Meus olhos estão chorando" o único ponto negativo desse disco na minha humilde opinião é a ausência dos desenhos de Mr. Rotten Wine ilustrando as letras das músicas. A produção ficou por conta de Rafael Ramos e o lançamento foi uma parceria dos selos: Laja Records, Ideal Recs, Pisces Records e MCR Company (Japão). Em suma "Sou feio mas tenho banda" é um disco para quem gosta de rock romântico tem ódio no coração, bebe cerveja e odeia calças apertadas ultra-coloridas e óculos com armações vermelhas e sabe que a cena independente por mais que tentem maquia-lá ainda tem bandas sinceras que deixam os jovens felizes.
 
Por Thiago a.k.a Testa 258

(läjä081) Tropiezo - Creando Nuevos Enemigos  [COMPRE!]
 
Tropiezo - Creando Nuevos Enemigos
  Trabajo más reciente para esta banda Hardcore de PR. El disco cuenta con 15 temas en un recorrido extremadamente corto. Viene a ser una continuación de su disco anterior, aunque clarificando que no es un clon. Siguen siendo Tropiezo pero siempre explorando nuevos renglones, sorprendiendo. Excelente música administrada en pequeñas pero muy potentes píldoras con la intención de dejarte añorando por más. Se me hace difícil entender la música de Tropiezo, al menos durante las primeras veces que he escuchado cada uno de sus álbumnes. Ya después comienzan a aparecer pedazos de canciones en tu cerebro, ya sean cortes de baterías , ritmos de guitarras, alguna frase, algún ruido, etc y ahí comienzas a darle un gran valor a sus discos. Muy buen trabajo.
 
Por Läjä Rex

(läjä080) Presto - Comportamento Macabro [COMPRE!]
 
Presto - Comportamento Macabro
  "...Você não se cansa de ficar nesse quarto ouvindo alto esse barulho?..." Indaga a Sra. Maria Elena, também conhecida como minha mãe. Em algo ela está correta, barulho do inferno o novo disco do Presto? - Comportamento Macabro, 5º disco da carreira de uma das bandas mais barulhentas do hardcore brasileiro, em uma primeira "ouvida" percebe-se algo diferente, o fato de muitas músicas com mais de 1:00, quem conhece a banda sabe do que se trata (músicas mais "extensas" já tinham sido divulgadas no Split com o DFC - Inferno na Terra) ao todo são 18 sons muito bem elaborados, uma disgraça sem fim, crust/hardcore/grind/metal/crossover, variações vocais e muita velocidade, a gravação perfeita, guitarras com chifres, baixo e bateria sincados, do jeito que o diabo gosta, já as letras podres dando um chute no cu da cultura pop e da sociedade ora em português, ora em inglês, indo completamente contra a maré mainstream do "rock" atual, com toda podridão humana vindo a tona, a arte gráfica fala por si só, logo pela capa pode-se comprovar a falta de Jesus no coração desses meninos, com certeza "Comportamento Macabro" foi um dos lançamentos mais aguardados e mais satisfatórios do ano pra quem curte música pesada, o lançamento ficou por conta da Laja Records e a repercussão do disco foi tão boa que a banda ainda conseguiu uma indicação ao VMB 2009 na categoria Hardcore. Numa época de gritinhos sintetizados, roupas extra-coloridas, passeios de balão e muita maquiagem, ainda há uma esperança para quem gosta do verdadeiro hardcore e entende o que essa palavra significa e é melhor ainda saber que muitos ainda apostam nesse barulho e não vão deixa-lo morrer tão cedo.
 
Por Testa - http://empreitadaperigosa.blogspot.com

(läjä079) Drakula - Comando Fantasma [COMPRE!]
 
Drakula - Comando Fantasma
  Surf-punk-garage, este é o trio que embala a musicalidade deste conjunto de campinas em seu merecido primeiro full-lenght. O grupo já havia lançado uma ótima demo, e agora no cd full não decepciona, continua com a fórmula de faixas doentias e dançantes, algumas instrumentais, outras cantadas, mas todas com temática "sombria"/psicótica. O álbum possui 9 faixas de títulos curiosos tipo "Gorila Perez", "Bela Lugosi Is Back!!" e "Medo De Psiquiatra", e na verdade elas servem mais como um guia para o que pode ser conferido ao vivo, pois é no palco que o Drákula pega fogo de verdade.
 
Por Wladmir Cruz – Zona Punk

(läjä078) Mukeka di Rato / Vivisick - Split CD [COMPRE!]
 
Mukeka di Rato / Vivisick - Split CD
  Tokyo Japan and Vila Velha Brazil filha da putas team up. VIVISICK start things off with fast scolding hardcore with plenty of rock the fuck out hooks and shouted choruses, think of classic SYSTEMATIC DEATH. MUKEKA DI RATO hammer some seriously brutal and catchy HC. Rocks to the fuckin' core! Fumio has done probably the coolest cover art to ever grace a Sound Pollution release.
 
Por Läjä Rex

(läjä077) Fuck On The Beach - I Have Never Seen Myself [COMPRE!]
 
Fuck On The Beach - I Have Never Seen Myself
  O novo disco do FOTB segue tão barulhento e infernal quanto o lançado anteriormente aqui no Brasil, "Slap A Ham Twin Best", mas talvez menos grind/fast-core, pois aqui as músicas estão melhor estruturadas, mais com começo/meio/fim.

O espirito é o mesmo, música punk veloz e imunda, gritada em plenos pulmões, tudo isso em 15 faixas que somadas dão 21 minutos de barulho. Este é daqueles discos que deixam a Maximum Rock N' Roll orgulhosa.

 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä076) Handsome and The Heartbreakers [COMPRE!]
 
Handsome and The Heartbreakers
  Que o Mozine, dono da LäJä Records, não é uma pessoa normal, muita gente sabe, mas poucos sabem como ele pirou de vez ao lançar este, no mínimo, curioso EP.

Em suma, aqui temos o tal Handsome (que se não estou enganado, é integrante do Fuck On The Beach), tocando canções pop/românticas em japonês, sendo que a primeira das 4 do cd, "Ano Toki", é uma releitura de "Quando" do Roberto Carlos.

O nível de surrealismo aqui é alto, e o disco vale por isso, uma piada sem compromisso e, pasmem, de alta qualidade pop.

 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä075) Split CD - Naifa / Morto pela Escola  [COMPRE!]
 
Split CD - Naifa / Morto pela Escola
  Muitos são os sons nacionais que fazem minha mente nos últimos tempos. Este split reúne duas bandas com muita personalidade e que empolgam muito, quando o assunto é um som punk bem honesto e sem maiores pretenções. O power trio Naifa destrói um punk rock fudido com influências de bandas como Cólera, Naked Raygun dos primeiros discos e Youth Brigade. O Morto pela Escola segue a linha da "escola da tosqueira", tradicional das maravilhosas bandas do Espirito Santo, então imaginem uma bizarra mistura entre Reagan Youth e Mukeka Di Rato. As duas bandas apresentam letras inteligentes e criticas, abrilhantando ainda mais o petardo. Grande trabalho gráfico também. Se depender de lançamentos como este, a coisa ira pegar fogo aqui durante décadas a fio!! Recomendo!!
 
Por Mauricio Boka - Peculio / RxDxPx

(läjä074) Leptospirose - Mula Poney [COMPRE!]
 
Leptospirose - Mula Poney
  Esta é uma das mais interessantes coisas que apareceram ultimamente em território nacional. Sem compromisso com porra nehuma, simplesmente fazer um som barulhento, demente, deselegante e marginal com letras sarcásticas. Esta é a proposta do power trio Leptospirose, do interior do estado de São Paulo.

Influências vão desde The Who ou Black Sabbath até Dead Kennedy´s ou Black Flag.
Punk rock, rock, hardcore, tudo extremo, executado por músicos muito competentes, cheios de adrenalina e vontade de fazer um show destruidor, como já presenciei várias vezes.

Isto sim é algo que vale a pena conferir, é exatamente a antitese de moleques idiotas, com ar de tristes e mal amados, lamentando o carro novo do papai ou o apartamente de diamante onde vivem.
Leptospirose na veia!! Rock marginal!!

 
Por Boka - Ratos de Porão

(läjä073) Mukeka di Rato - Vila Velha 95-96 [COMPRE!]
 
Mukeka di Rato - Vila Velha 95-96
  Em formato digipack, este álbum compila as duas primeiras demos do Mukeka Di Rato, e por incrivel que pareça, com qualidade audível. Recuperado de duas fitas, de 95 e 96 respectivamente, como o título do cd denuncia, aqui estão as primeiras versões de músicas que viraram clássicos do MdR, como "New Wave Índio", "Minha Escolinha", "Mc Câncer Feliz", "Zé é Mau" e "Nazi Tolices".

A simplicidade e a 'tosqueira' das músicas estão aqui em sua melhor forma, deixando um registro histórico para a posteridade do hc nacional. E quem diria que na época em que estas músicas foram gravadas, estes garotos de vila velha iriam excursionar até no Japão? Pois é, "o mundo dá voltas", já dizia o outro.

 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä072) Nerds Attack / Nossa Vingança - Split CD [COMPRE!]
 
Nerds Attack / Nossa Vingança - Split CD
  Os bons e velhos splits de hardcore continuam vivos, formato este que parece que só funciona mesmo na linhagem mais extrema do hardcore/punk. Aqui os conjuntos Nerds Attack e Nossa Vingança dividem o cd, mas não o gosto do ouvinte, pois ambos seguem os caminhos do fast-core com letras de protesto em português, sendo que o Nerds Attack faz letras mais absurdas, caso de "N3rds Ultra Reveng3" (genial, um ode aos geeks) e "Pirataria, O Robin Hood Do Séc XXI" (letra que trás a máxima "Então pirateie, crackeie, pois o preço vai sempre subir").

São 25 faixas em 23 minutos de disco. Acho que deu pra entender o espírito da coisa né? Rápido, sujo e agressivo. Ainda bem.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä071) Cupables - Va por Mal Camino [COMPRE!]
 
Cupables - Va por Mal Camino
  Passaram-se três anos de seu primeiro full length e eis que os uruguaios do Culpables nos brindam com o sucessor de "En Los Nervios". A parceria entre os selos Rastrillo e Läjä continua em "Va Por Mal Caminho" e ganha a UMI Argentina (Union de Musicos Independientes) como aliada. O quarteto vizinho continua com aquela pegada punk garageira, só que, definitivamente, algo foi colocado nas bebidas deles, o que resultou em músicas menos rápidas que outrora e fuzz, meus amigos, guitarras tinindo! Sem querer usar aqueles chavões horríveis, mas o amadurecimento de Matías Singer (voz e baixo), Zelmar Borras (guitarra), Gonzalo Petersen (guitarra) e Carlos Priario (bateria) é impressionante. O clichê é mais que justificado através de ótimas canções como "Espacial", "Leones" (cowbell!) e "Vil".

A primeira do CD é "Malevo" e seus riffs contagiantes, anunciando que diferente do título do disco, os hermanos se dirigem para um bom caminho, o do stoner rock. Claro que sem abrir mão do background proto-punk & rock and roll, dispensando pirações hippies alucinógenas - ok, algumas, porém mínimas e contidas - e esbanjando a crudeza punk de antes, como marcam "Inocentes", "Automático", "Rencor" e "Fuego".

"Solar" começa lembrando o pique dos velhos tempos, mas uma viagem sonora surge no ar e riffs entortam e entorpecem os então desavisados ouvintes, a transformando em uma das minhas prediletas. "Caliente", "Necesito" e "Piedra" são outras que até carregam o andamento acelerado dos Culpables de antigamente, porém agora trazem um elemento surpresa, que pode ser um dedilhado, um solinho ou uma boa quebrada no tempo.

Se antigamente as músicas não chegavam aos dois minutos, agora o improviso está liberado e "Buscado" passa um pouquinho dos quatro minutos - sem que torre a paciência do agora já hipnotizado ouvinte. Este, a essa altura está querendo mais é se enveredar pelo mal caminho.. e a culpa é deste uruguaios!

 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä070) Vivisick - Respect and Hate [COMPRE!]
 
Vivisick - Respect and Hate
  Quase tudo na música japonesa é levado ao extremo, o pesado é muito pesado, o glam é muito glam e assim por diante, mas o Vivisick meio que foge a esta regra, a não quer que ela seja 'o vivisick é muito mukeka di rato'.

Um disco de luxo, com um encarte fantástico, arte gráfica primorosa, encardenam um total de 10 faixas doentias, velozes, recheadas de berros com voz de moleque e pseudo-refrões, uma espécie de "Gaiola" japonês.

Tudo soa muito bem, mas a faixa 4, "We Are Not Punk", extrapola, é de longe a melhor faixa do disco, com uma letra inteligente e contundente à lá "Nazi Punks Fuck Off" do Dead Kennedys. Google it! Ah sim, eu entendi a letra de "We Are Not Punk" pois o bem cuidado encarte trás as letras em inglês e japonês. Master-piece do hardcore/punk japonês, de encher os olhos do editor da Maximum Rock N' Roll de lágrimas.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä069) Hit Me Back (importado) - Tambourine Thrashed Souls'n'Roll Songs  [COMPRE!]
 
Hit Me Back (importado) - Tambourine Thrashed Souls'n'Roll Songs
  Os californianos do Hit Me Back, que recentemente tocaram pelo Brasil, mostram neste disco 10 faixas que me remeteram logo ao grande Good Clean Fun, nem tanto pelas letras, mas mais pela musicalidade e postura de tiração de sarro.

As canções são basicamente fast-core, mas no espirito oba-oba rola hard rock, ska e o diabo a quatro, para ilustrar o espirito zombeteiro que domina o disco. O álbum é simples e direto, tanto na embalagem quanto no conteúdo, mas sacia os fãs do estilo e mantém o espirito DIY em voga.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä068) Discarga - Música pra Guerra [COMPRE!]
 
Discarga - Música pra Guerra
  Lembro quando tudo escrito a respeito do Discarga vinha acompanhado de alusões a Discharge (ok, isso faz tempo!), Lärm, Seein' Red ou Manliftingbanner. Acredito que com "Música Pra Guerra", o trio afaste de vez qualquer tipo de comparação. Em seu terceiro CD, Daniel (voz/guitarra), Juninho (baixo) e Nino (bateria) mostram que através de sua personalidade deram uma importante contribuição ao hardcore, fastcore ou thrashcore - fique à vontade com rótulos, isso pouco (ou nada) importa, até porque o título deixa bem claro: a música é pra guerra e não pra vender. O que sempre me impressionou neles é que possuem autenticidade, se jogá-los numa coletânea com bandas do mundo todo que seguem a mesma linha, o Discarga vai se sobressair de algum modo. Até porque a voz do Daniel é inconfundível. Lançado em CD pela Läjä Records por aqui, no Japão via Karasu Killer e nos EUA pela 625, o disco é daqueles que os "punks de internet" vão se arrepender de baixá-lo ao invés de tê-lo em mãos.

A arte é caprichada, o encarte ilustra as referências mais distintas que o Discarga tem, indo de Minor Threat e Fogo Cruzado ao livro "Escuta, Zé Ninguém", escrito nos anos 40 pelo psiquiatra e psicanalista Wilhelm Reich. Isso tudo colocado ao lado das letras, inclusive ao de "A Bomba", livro de Frank Harris, que está acompanhando "Batendo Cabeça" - esta chama atenção pelo modo simples e eficaz que o tema é exposto. Se é da velocidade deles que você gosta, há uma batelada pra te agradar: "Repressão Subliminar" (com uma introdução interessante), "Ilegal", "Processo Sem Retorno" e "Explorar Para Esgotar", por exemplo.

Até quando eles não tocam rápido a coisa fica boa, dá uma escutada em "O Agora", "No Brain, No Gain" e "Somente Mais Um Número", aliás, que guitarra é aquela? "Teor Alcoólico" até começa rápida, mas dá uma alternada, outra que mistura o andamento é "...Livre Então".

O Discarga foge do óbvio e isso fica cada vez mais claro, seja com a participação de Mauricio Takara e aquele final maravilhosamente destoante em "O Porque da Violência...", o discurso ("Hate") de Tahani Salah (quem quiser dar uma conferida no original: clique aqui) ou "Sob Influência". Esta tem a participação de Roger (percussão), Rei Leão (trombone) e Coruja (sax), do Skarrapatos-Ko (www.myspace.com/skarrapatosco), e a as influências de black music (inclusive brasileira!), soul, dub, rap e reggae. Torço pra um dia eles lançarem um álbum só nessa pegada, quem sabe com outro nome, Dubcarga é minha sugestão!

"Música Pra Guerra" - que foi lançado em vinil pela Läjä, Thrashbastard, na Alemanha, e Refuse, na Polônia) - tem ainda um bônus luxuoso, que é a parte do Discarga no split com os espanhóis do H-Zero (www.myspace.com/hzerobcn), que foi lançado pela Mindless Mutant.

O mínimo a ser dito sobre o Discarga depois de ouvir essas 23 faixas é que eles continuam se superando... Dá até medo de imaginar o que vem pela frente!

 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä067) Mukeka di Rato/Hero Disonest - Burzun Marley [COMPRE!]
 
Mukeka di Rato/Hero Disonest - Burzun Marley
   Previously released in 7” vinyl, this split has finally arrived as a CD. On the Brazilian side, the wackos from Mukeka Di Rato show that they’re more pessimistic, but not without the birth of another classic: the song “Burzum Marley”, which fuses black metal and reggae combined with genius lyrics. On the Finnish side, called “I And I Walked The Line”, Hero Dishonest shows their raw punk/hardcore side, with a version of Joy Division’s “Warsaw”.
 
Por Läjä Rex

(läjä066) Estudantes - Album! [COMPRE!]
 
Estudantes - Album!
  This is one fucking cool record. Sounds like a blend of old US punk with bits of Brazilian punk mixed in there. Snotty vocal delivery and catchy songwriting make this a great listen. Nice stark silk-screened cover with minimal graphics adds to the whole package here. Now, onto the bad stuff. This really good record with cool art (and did I mention that it is on yellow vinil?) hás a major flaw. There are only 100 fucking copies in existence – now isn´t that cute? Good luck getting a hold of this.

Este disco me custou vinte dólares, o que é muito, muito mais do que eu normalmente gastaria em um lançamento, mas era somente um em apenas cem cópias e teve de ser especialmente pedido do Brasil. E valeu a pena cada dólar – um som clássico de snotty hardcore feito da forma mais excitante, de maneira frenética, fodidamente contagioso e radicalmente straight-up. Eu adoraria vê-los tocar. Não é genérico ou cansativo, definitivamente não é o tipo de pessoas tentando ser algo que não são, somente o ótimo hardcore ao estilo SoCal. Vindo de alguém que está inteiramente cansada de movimento de revival, eu realmente recomendaria você pegar um disco deste a todo custo.

 
Por Martin Sorrondeguy, Maximum Issue #294, november 2007

(läjä065) Concre - Concre [COMPRE!]
 
Concre - Concre
  Débil, totalmente débil. Isso é o Concre. Em resumo, o som deste trio japonês seria uma cruza bizarra entre o Atari Teenage Riot, com o Ministry, algo de EBM e trilha de algum mangá adulto. São batidas eletrônicas, guitarras metalizadas e um vocal insano que percorrem as 6 faixas do álbum, que incrivelmente, em sua versão nacional, vem como o original, com tudo em japonês, o que torna o produto ainda mais curioso. Os fãs do Digital Hardcore já podem separar um espacinho na estante para este artefato, que já vale e muito, somente pelo fato audacioso de ter sido lançado no Brasil de forma independente. Parabéns Laja, parabéns Pisces.
 
Por Wladymir Cruz

(läjä064) Alarme - Starving Wolves and Death Machine Inc. [COMPRE!]
 
Alarme - Starving Wolves and Death Machine Inc.
  Diretamente de Barra Mansa, o Alarme segue a cartilha do crossover, lembrando nomes como Ratos De Porão (principalmente), Poison Idea e claro, os mestres, DRI. São faixas rápidas e pesadas que mandam seu recado sem virgulas e sem grandes novidades, mas também, este é um estilo em que a fórmula garante o sucesso aos apreciadores.

Na cena crossover, o Alarme é uma banda (impossivel não fazer o trocadilho) que ainda vai ter seu nome soando bem alto.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä063) Guitarra e Ossos Quebrados de Quique Brown - Livro  [COMPRE!]
 
Guitarra e Ossos Quebrados de Quique Brown - Livro
  Duas bandas de punk rock, uma turnê pela Europa e muito mais que histórias divertidas. Lugares históricos, contatos com pessoas de todos os estilos, experiências divertidas e inéditas. O primeiro contato com o livro me soou inusitado, o nome idem, mas à medida que um amigo me relatava a história dos amigos e me passava um exemplar as mãos - não hesitei em ler. Por mais que você possa a vir imaginar, que o que acontecerá nas páginas seguintes será previsível, você se surpreende por não ser.
O relato é divertido, o autor se entrega às emoções e cria o clima. Conforme se avança às páginas, a sensação que se tem é de que você esteve na turnê com eles, que viveu cada minuto com os músicos e participou de todas aventuras descritas ali. Um adendo a ser feito, é sobre as imagens. Inseridas cuidadosamente no interior do livro, entre capítulos e textos, cria-se um clima ainda melhor para a leitura, proporcionando a viagem completa.
Guitarra e Ossos quebrados não pode ser definido apenas, como um diário de bordo de uma turnê show, com um final quase trágico. Vai além, e o revisor percebeu isso, teve a sensibilidade de manter o texto igual ao manuscrito inicial e isso torna o livro ainda mais original. Vale a pena ler, é único e divertido.
 
Por Ana Jardim

(läjä062) Muzzarelas - Beergod [COMPRE!]
 
Muzzarelas - Beergod
  É sempre bom ouvir material inédito do Muzzarelas! Veteranos no cenário independente brasileiro - eles estão na ativa desde 1991 - os campineiros já dividiram o palco com grandes nomes internacionais, como Fugazi, Agnostic Front, GBH, MC5, Sick Of It All, Marky Ramone e Vibrators. Isso tudo não seria possível sem um som de qualidade, que é o que eles mostram em "Beergod", lançado pela Läjä (www.laja.com.br) e a Ataque Frontal (www.ataquefrontal.com) e com distribuição da Karasu Killer (www.karasukiller.com) no Japão. Neste que é seu sexto álbum, através de 19 faixas, o quinteto mostra o equilíbrio de suas variadas influências, que inclui punk rock, metal e bubblegum, além de cultura trash e muita cerveja. Para comprovar isto, basta ouvir "The Hammer" (e sua alma metaleira), a veloz "V.C.N.S.C.", "(Oh nonono) Ain't Ready To Go" e a ótima "Pig Master". Sabe quando você não tá interessado que um vocalista te berre no ouvido o que é certo, o que tá errado ou como a vida é dura?! Então, eles sabem como faz canções exatamente para esses momentos, pra você simplesmente abstrair das mazelas do mundo. As faixas não parecem estar ali por acaso, seja pra cantarolar ("Fly In The Brain", "Trashmen Strike", "Maggots N'Cream" e "Tell Me It's Ok"), bater cabeça ("All Humans Are Gonna Die Tonite", "Desgraçado", "Speed Metal Girl" e "Death To False Posers") ou apenas deixar de música ambiente ("Gonzalo" e "Fire Cracker Johnny"). Imagine o meio termo entre Ramones, AC/DC e Motörhead, mas com uma dose caprichada de ironia, diversão e cerveja (a quem dedicam não só a faixa-título, mas também a "trilogia" formada por "Let it Beer", "Want Beer Now" e "The Last Beer Is The Best"). É mais ou menos por esse caminho que o Muzzarelas, tão bem, transita.
 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä061) Cätärro - Dance Império Dance [COMPRE!]
 
Cätärro - Dance Império Dance
  Charles Bronson tocava na vitrola em dias quentes entre 2003 e 2004 e 4 pessoas que tinham apetite pela música rápida unem suas desconexas aptidões musicais nas ruas sujas de Mossoró fundindo suas doenças, seus râncores e sorrisos em algo que chamaram Cätärro. Essas vielas semi-áridas de concreto foram o abrigo para as inquietações dessas 4 pessoas que transformaram suas afinidades pelo punk rock e seu interesse pela cultura transgressiva em possibilidades reais de através de suas músicas viverem sua pretensa diversão, percorrerem maior número de lugares, tocar maior número de pessoas, espalhar seu ódio, espalhar seu amor, espalhar seus desvios, suas doenças e suas palavras. Dançando sem hora para parar e lançando em outubro de 2007 seu 1º cd Debut chamado "Dance império, Dance!", lançado por selos espalhados por todo o Brasil.
 
Por Läjä Rex

(läjä060) Slpit EP Merda/Leptospirose - Lecker [COMPRE!]
 
Slpit EP Merda/Leptospirose - Lecker
  Duas banda doida do caralho, dois power trio, mas nao sei mais, porque agora acho q fnalmente o merda vai ser quarteto, os trapalhoes. a capa eh muito bonita e foi feita sob medida pelo artista alemao Paul, famosos RRR, baixista do tangled lines. muita unidade em todo split, as duas bandas estao inseridas e fazem uma obra unica e nao um amontoado de musicas, monstram intimidade, identidade musical, e amizade, as musicas se interagem, as gravacoes sao sujas e maravilhosas, as letras pra pessoas inteligentes, parecem ser burras, mas para pessoas burras e loucas, ou que tem um grau de percepçao maior, verão que as letras sao grandes sacadas que pessoas que se consideram inteligentes nao tem a minima capacidade para entender, um grande lançamento historico, que foi feito para uma tour que seria historica, estava sendo, e acabou de forma tragica, por isso acabou ficando mais historica ainda, e desse ep split, e tour, ainda surgirá um livro, e um dvd, e um cd split ao vivo dos poucos shows (e otimos) que foram registrados na gringa, e o preço esta abaixo da media de qualquer outro cd, entao, compre, ou então, ficará sem, pois nao será reprensado, e boa parte dele ja ficou no japao e europa.
 
Por Läjä Rex

(läjä059) FYP - Toilet kids Bread [COMPRE!]
 
FYP - Toilet kids Bread
  Depois de lançar o clássico segundo álbum dos californianos do f.y.p, "dance my dunce", a läjä rékörds (www.laja.com.br) licencia da recess records (www.recessrecords.com) outra pérola deles: "toilet kids bread". O selo capixaba desta vez teve como aliados a balboa "shamil" discos (www.myspace.com/balboadiscos), a nipo-brasileira karasu killer records (www.karasukiller.com) e a declinio recordz (declinio@gmail.com). Lançado originalmente em 1996, o cd captou um momento muito inspirado do trio liderado pelo ex-skatista todd congelliere. Nele o vocalista/guitarrista assina todas as letras, com exceção de "fuck authority" do raw power que eles transformaram em "raw potore" e num berreiro desenfreado. Segundo nota no encarte, a canção apareceu na coletânea "welcome to 1984" e além de ser a melhor música era, na opinião deles, a melhor música de hardcore já escrita. Se estão falando sério ou sendo sarcásticos não dá para saber, porque tudo no f.y.p é meio assim. A imaturidade (no melhor dos sentidos possíveis) é a marca registrada da banda, seja através das letras, dos vocais extremamente desafinados ou dos desenhos que parecem tirados do jardim da infância. É uma pena que o grupo acabou, mas pelo menos deu a luz ao toys that kill (nome de seu último álbum, lançado há oito anos) e deixou mais que um punhado de boas canções, mas hinos toscos e com personalidade marcante. Quando era pra soar crus, eles faziam "impecavelmente" - como em "beat you with a plunger", "one lump or two" e a seqüência "sweetning your gas tank" e "drown a metermaid" - , se desse na telha de tocar um bubblegum, mesmo que não tão bonito quanto as demais bandas, saía de uma forma tão espontânea que contagiava - como "all grown up", "new york city" e "audrea lee" (com um xilofone). "toilet kids bread" tem momentos geniais, como "dispose me" onde todd diz fumar catnip, além de "hermit" onde ele faz lamúrias como um bebê birrento. As boas lamentações de "die young" (e sua surpresa) encerram o disco cuja produção ficou nas mãos de blag dahlia, do dwarves, então mesmo nos momentos que mais se aproximariam de algo pop a sujeira está lá de alguma forma, como crianças que recém saíram do banho e estão com seus dedinhos enterrados no nariz à procura de meleca. Hmmmm pensando bem este é o verdadeiro clima de um disco do f.y.p e acho que é por isso que eles são tão bons!
 
Por Ricardo Tibiu

(läjä058) Os Estudantes - Album!  [COMPRE!]
 
Os Estudantes - Album!
  O disco, com 16 faixas, foi gravado e mixado no estúdio superfuzz por Rafael Crespo em nov/dez de 2006. O disco saiu em Junho de 2007 no antigo formato LP de 12", ou seja, a famosa bolacha de vinil. Neste caso amarelo e bem pesado, 160 gramas. Apenas 100 cópias.
A capa (bem ao estilo DYS - do-it-yoursef) foi feita em serigrafia na casa dos próprios integrantes da banda. Arte e ilustrações pelo vocalista.
Ao contrário do primeiro disco, este tem uma produção mais caprichada e o som mais tenso e caótico, das 16 músicas uma é uma versão de uma canção de Shane Macgowan (vocal do Pogues).
O som? Hardcore/punk. Nem Fastcore, nem 77style. Nem extremamente berrado, nem melódico. Letras inteligíveis com encarte, get it
 
Por Läjä Rex

(läjä057) Silverados - Volumen I [COMPRE!]
 
Silverados - Volumen I
  Con solamente casi 3 años de existencia y otro tanto de antecedente (porque vale aclarar vienen de White Ventilators, Verguenza Ajena, 69 o las producciones Punk vs Rave), Silverados salen a patear el tablero entregando un disco debut embadurnado de combustible sexual, totalmente macarra, bien anfetaminico y fugaz como un rayo. Declarados fans de Motorhead, Damned, The Who, TRBNGR, Nashville Pusy, Sex Pistols, MC5, Hellacopters, Dead Boys, AC/DC o Rolling Stones y como buenos ases del rodeo, se disponen a arrasar todo aquello que se les plante delante y estan decididos a patear cientos de miles de culos nuevos o usados. Esten preparados para este furioso paseo que nos lleva de los pelos y a ritmo arrollador hacia un Cow-Punk virulento a puro R&R prendido fuego. abran paso!!! la banda ha nacido!!. Proviene de Uruguay y se comera al mundo !!!
 
Por Läjä Rex

(läjä056) Los Canos - Cada Dia Mais Limpo e Romântico [COMPRE!]
 
Los Canos - Cada Dia Mais Limpo e Romântico
  O Los Canos vem da Bahia, mas em nada se assemelha às cantoras de midia locais. O conjunto mostra aqui 14 faixas que mesclam ingenuidade com podridão. Explico. Sabe aquela simplicidade ingênua da jovem guarda? Agora mescle-a com a podridão d'Os Pedrero. É mais ou menos por ai. A arte gráfica é uma das mais bem boladas que já vi no Brasil, e o conteúdo é exatamente o que se espera do visual do produto.
Letras de humor inteligente, humor pastelão e alguns toques de romantismo dão a tônica do álbum. Não dá pra levar nada a sério, mas tudo soa muito natural, principalmente quando as guitarras falam mais alto, como em "Não Dá Pra Mim Não" e "Eu Sou Mau".
Sabe aquele tipo de disco que só a Läjä Rex é capaz de lançar? Este é um deles. Ainda bem!
 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä055) Evil Idols - Can't Remember at All  [COMPRE!]
 
Evil Idols - Can't Remember at All
  Ah, o tal do punk n' roll... rótulo criado sabe-se lá por quem, mas que cai como uma luva pra definir uma banda como o Evil Idols, os roqueiros mais sujos, sanguinários e na veia da capital paranaense.
Esse é somente o segundo álbum completo dos caras, que já haviam brilhado em Don't Mess With e agora, como se precisasse, confirmam que não estão aí pra ser só mais uma bandinha pelos palcos do underground: estão aí pra ser (já são) A BANDA!
Menos hard, mas mais punk e mais rock do que antes, o Evil Idols orgulha os fãs com novos petardos do quilate de "Speed Up", "Wanna Be Your Man" e "Could't Be Better". As outras nove faixas do cd também são não menos que indispensáveis e quem aprecia rockões a la AC/DC até Hellacopters, passando por punk 77 e hard rock setentista vai ter diversão garantida com esse estupendo Can't Remember At All.
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä054) Little Quail And The Mad Birds [COMPRE!]
 
Little Quail And The Mad Birds
  Se você está na casa dos 20 anos provavelmente se lembra do grande Little Quail. O conjunto foi um dos mais bacanas a surgir nos anos 90, implacando alguns hits no underground e no mainstream, tudo seguindo a cartilha de um bom punk-a-billy. Após o lançamento de 3 álbums, a banda acabou e Gabriel (vocal) fez o seu Autoramas, Bacalhau (bateria) entrou para o Ultraje A Rigor e Zé Ovo sumiu da mídia. Depois disso o que ficou foi saudade de uma época em que bandas sabiam ser irreverentes com qualidade (lembra do Raimundos do começo?) e uma carreira meteórica.
Deixando de lado tanto sentimentalismo, em pleno 2007, a Laja nos trás este álbum que reune todas as gravações demo do conjunto, além de faixas ao vivo e uma maravilhosa faixa multimídia. São 14 faixas, todas históricas, com versões alternativas e demo de clássicos como "1,2,3,4", "Família Que Briga Unida Permanece Unida", "Berma Is A Monster", "Aquela" (que ficou bem famosa na mão dos Raimundos) e "Essa Menina", aqui em versão ao vivo, tosquissima.
Se você viveu os anos 90 curtindo rock, é quase impossivel não se empolgar com este documento histórico de uma banda extremamente subestimada na história do brock 90's.
Um dos melhores lançamentos da história da Läjä, uma peça fundamental para qualquer discografia que se preze.
 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä053) Amoeba - Tumba tu Tumba [COMPRE!]
 
Amoeba - Tumba tu Tumba
   É muito bom ter em mãos um disquinho como "Tumba tu Tumba", debut desses skate/punkers argentinos. O "Amoeba" traz nesse álbum 14 músicas que já ganha pontos desde o início, devido a ausência de frescura, e ganham ainda mais deles por conseguir transmitir em um cd gravado em 2006 uma gravação limpa, porém que nos remete a todo segundo para o final dos anos 70, começo da década de 80.
A sonzera que esses malucos fazem é algo entre o punk rock (Dead Kennedy's, Circle Jerks, The Adolescents) e a Surf Music, contando com uma timbragem de dar água na boca em quem procura soar analógico em gravações atuais. Mesmo sendo um álbum de músicas inéditas, o "Amoeba" consegue transmitir uma aura nostálgica faixa após faixa.
As músicas são simples, curtas e conseguem empolgar totalmente quem curte um bom e velho Punk Rock de verdade (Relembrando: Sem qualquer frescura). O cd todo é cantado em espanhol, o que também causa um impacto diferente ao ouvinte. Por vezes, "Tumba tu Tumba" soa até um pouco estranho, e em alguns breves momentos, dissonante...ÓTIMO!
Difícil destacar uma música ou outra, pois esse é um daqueles - hoje em dia raros - discos em que todas as músicas precisam uma da outra pra formar um círculo, que quando é fechado deixa o ouvinte satisfeito, mas mesmo assim posso citar: "Tiruriru", a música de abertura e melhor do álbum, que já transmite a energia "humana" que assola todo o álbum, além de contar com vocais excelentes e sing alongs, "Astillas", com seu punk 80' delicioso, "No slaven a la Reina" uma surf music punk instrumental belíssima e as duas mais Hardcore do cd: "Bomba Bomba" e "Campos de Algodon".
Garotinhos bonitinhos a procura de melodias bonitinhas, instrumental meloso e coisas do tipo, podem manter distância, pois os hermanos aqui fazem um som original, criativo, simples e de absurdo bom gosto. Sejam bem-vindos!
 
Por Mario Ribeiro - www.hornsup.net

(läjä052) Love Songs - Behind Enemy Lines In G# Minor  [COMPRE!]
 
Love Songs - Behind Enemy Lines In G# Minor
   Algumas banda são bem dificeís de se rotular, ainda bem. E o Love Songs é uma delas.
O conjunto apresenta aqui 11 faixas com nuances dissonantes, passagens indie, harmonias pop, tudo misturado, uma espécie de cruza bizarra entre um At The Drive-In, com Husker Du, Pixies, NRA e algo mais desafinado, pop e doentio do que todos eles juntos. O resultado dessa doideira toda é música (quase) pop de teor (quase) original e levadas bacaníssimas. Pra fechar a lista de absurdos, vale citar que o grupo na real é um projeto Craig Ums, do What Happens Next?.
É, não dá pra entender, mas é extremamente bom e merece sua audição, principalmente se você tem mente aberta para novos sons. A LäJä acertou em cheio nessa!
 
Por Läjä Rex

(läjä051) Uncle Butchers - Down South  [COMPRE!]
 
Uncle Butchers - Down South
  The Uncle Butcher And His Oneman Band é nada mais, nada menos que Mr. Marco Butcher (Thee Butchers' Orchestra) a bordo de uma guitarra e uma bateria. simultaneamente!!!
Verdade, ainda que pareça pouco provável. Marco encarna The Uncle Butcher e deixa aflorar o lado mais primal do punk blues que havia aparecido com toda a força no mais recente trabalho da orquestra dos açougueiros, o indispensável Stop Talking About Music.
Primitivo e básico, é assim que se pode resumir a sonoridade de Downsouth. Além de Butcher, o disco conta apenas com a participação de Clayton Martin (também produtor) nos backing vocals e, err... palmas. Rockão punk garageiro e com alma blues, pra curtir na finaleira da noite voltando a pé pra casa, quando só resta um cigarro amassado no maço e só o bafo do whiskey barato no cantil, após ter levado um fora da baranga no bar. OK?
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä050) Merda - Eu tenho Pena dos Insetos que me Picam [COMPRE!]
 
Merda - Eu tenho Pena dos Insetos que me Picam
   Será que é possível falar que o Merda evoluiu? Pois é, mudou, evoluiu e ficou ainda melhor.
O esquema hardcore-punk-noise do agora já clássico "Carlos", está aqui aprimorado, tal qual os hilários samplers continuam, mas agora em menor número.
Ousando e ultrapassando barreiras, "Eu Tenho Pena..." trás sambas ("Suki Dayo" e "Power Violence Favela" !!), covers ("Francisco" do Claro Que Não e "A Revolta" do Disastro Sonoro) e músicas em japonês ("Kusotare" e "Suki Dayo"), além da já esperada música de título "eu odeio", aqui no caso, "Eu Odeio Animais", com uma letra surreal. Um aspecto importante de "Eu Tenho Pena..." é a participação ativa de Sandro (Mukeka Di Rato) nos vocais, letras e backings, dando um brilho a mais nesta grande obra.
A produção caprichada trás ainda uma faixa multimidia com os videos da faixa-título do cd e "Para De Chamar" ao vivo. Em suma, o Merda continua sim, a mesma merda de sempre, mas sempre divertido, se aprimorando na arte de fazer barulho, de fazer rir e ser relevante.
 
Por Wladimyr Cruz

(läjä049) Ataque Periférico - Caverão [COMPRE!]
 
Ataque Periférico - Caverão
   O Ataque Periférico vem de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro e toca hardcore. Na verdade, vai além, power violence é a praia dos caras e, em função da realidade que vivenciam cotidianamente, dá pra rotular os caras facilmente como power violence da favela.
Esse é o segundo disco da banda e vem confirmar o poder de fogo apresentado na estréia, Esperto Que É Esperto Morre De Velho. O primeiro cd já botava o dedo na ferida e abordava temas polêmicos, mas esse Caverão vai mais fundo ainda.
Se antes o AP metia o pau nas novelas e na Regina Duarte, agora o foco está bem fechado em cima de questões suburbanas do RJ: tráfico de drogas, bailes funk, violência, policiais corruptos, medo de sair de casa, etc.
Os temas são bem curtos e a faixa mais longa, "Acordo de Malandro" (cover de Bezerra da Silva) não chega aos dois minutos. São 20 estocadas no total, instrumental pesado, veloz e seguro. As melhores? "Senador Bagdá", "Nova Ordem marginal", "Na Contenção" e "Cristão do Pó".
Tão rápida quanto a duração do disco é a pressa que você deve ter pra descolar Caverão, seguramente entre os 10 melhores do gênero power violence nacional lançados esse ano.
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä048) Thee Butchers Orchestra - Stop Talking About Music [COMPRE!]
 
Thee Butchers Orchestra - Stop Talking About Music
  Finalmente é lançado por aqui este álbum do Butchers. O disco foi gravado no final de 2003, lançado na Europa, e somente agora teve seu lançamento. Sofrida espera.
"Stop Talking..." foi produzido pelo midas garageiro Tim Kerr, que trabalhou, entre outros, com o grande Mooney Suzuki, e o mais bacana dessa parceria é que Tim não levou os Butchers a seguirem clichés do garage rock ou coisa que o valha, mas sim apenas entrou no espirito do grupo e ajudou a moldar um de seus melhores discos. A força deste novo/velho disco é explícita, tanto em canções mais punk, nas bluesly, no groove soul caracteristico de seus riffs e todos os outros elementos que fazem do Butchers, desde sempre, a mais inventiva e subversiva banda de rock independente do Brasil. "Long White Back", "Stop Talking About Music" e "You Betcha" já são all-time-favourites e tem que estar no set-list ao vivo, são festivas, com espirito caótico, totalmente urgentes.
Vale citar ainda que neste cd temos "Don't Ask Me Why", faixa onde Jonas toca guitarra e canta, e Marco Butcher assume a bateria, mostrando a total versatilidade de seus músicos.
De qualquer forma, melhor eu parar de falar sobre música e celebrar aquela merda. What are you doing to participate?
 
Por Wladimyr Cruz

(läjä047) Hablan por la Espalda / Tidal - A Fistful of Rock [COMPRE!]
 
Hablan por la Espalda / Tidal - A Fistful of Rock
  Grande split, uma banda uruguaia e outra alemã, e as duas com algo em comum, o apego em fazer música de qualidade, fugir da obviedade e apresentar um trabalho genuínamente orgânico e natural.
O Tidal apresenta composições, 3 faixas com uma levada mais pop, andamentos quase dançantes e um "Q" de post-rock, tudo em inglês e extremamente bacana, uma das revelações do ano. Já o HPLE joga na nossa cara toda sua esquizofrenia musical, aquela mescla de Black Flag, teclados e elementos próprios, em quatro faixas carregadas de atmosferas, contra-tempos e harmonias bem arranjadas.
É dificil um split trazer duas bandas tão distintas mas que se completam tanto, apresentando no final das contas, um trabalho maduro, coeso e altamente recomendável.
 
Por Wladmir - Zonapunk

(läjä046) Fuck on The Beach - Slap a Ham Twin Best [COMPRE!]
 
Fuck on The Beach - Slap a Ham Twin Best
  O FOTB é uma banda japonesa de power-violence/grind/fast-core e todas essas coisas doidas que a Laja gosta de lançar. Este cd é uma espécie de best of do que o grupo já lançou pelo selo Slap A Ham, totalizando 36 faixas rápidas, sujas e, óbviamente, agressivas. Impossivel adjetivar muito, é aquele lance de sempre, tudo bem rápido e técnico, continuando o legado das bandas japonesas doentias, que já nos apresentou via própria Laja, o Vivisick. Quer algo extremo e doentio? Tá aqui.
 
Por Wladmir - Zona Punk

(läjä045) The Nerds - Just Because She Didn't Wanna Fuck! [COMPRE!]
 
The Nerds - Just Because She Didn't Wanna Fuck!
  Poderia começar dizendo "Eles estão de volta!", mas não é bem isso que temos aqui, pois "Just because she didn't wanna fuck" é o primeiro disco dos italianos THE NERDS. Lançado originalmente em 2000 pela StarDumb este disco ficou um bom tempo fora de catálogo, e à medida que a banda foi crescendo na Itália e Europa, tornou-se necessária a reprensagem de tal material. A Läjä Records, como fã confessa dos trabalhos destes sujos, fez questão de participar desta reedição. Uma sorte para nós no Brasil, que podemos agora ter acesso a mais um trabalho de qualidade. E o que podemos ouvir é um som Punk acelerado e não muito polido, nem limpo. Um pouco diferente dos trabalhos atuais da banda, que estão mais rock, mas ainda assim é um Punk n' Roll inconsequente e ofensivo, totalmente influenciado pelo lado mais perigoso (e mais interessante) do punk e do rock: Dwarves, GG Allin, Poison Idea, etc. O cd começa atropelando com "Razordboy" e dá espaço para outros destaques como "Good lookin' Dudes", "You're so dumb" e "I don't wanna die", que já ganhou até uma versão em português feita pelo Merda. Faixas que resumem muito bem a energia da tal geração "Scum" italiana.
 
Por Allan Kardec Borges é produtor de shows, colaborador dos sites www.rockpress.com.br, www.pankada.com.br, baixista da banda EX INFERIS.

(läjä044) Leptospirose - Invernada  [COMPRE!]
 
Leptospirose - Invernada
  Vindos de Bragança Paulista, o trio Leptospirose apresenta 15 faixas de hardcore agressivo e rápido, nos remetendo a nomes 80's do estilo, mas com um diferencial, algumas passagens mais rock n' roll, e momentos de dissonância e arranjos viajantes. "Só Isso?", nona faixa do cd, é a melhor delas, e que melhor representa o espirito do grupo, fazendo uma cruza maluca de Dead Kennedys com Fugazi, ou coisa parecida. O som não é simples, nem datado, é uma opção bacana para quem procura algo de pegada, tosco e técnico ao mesmo tempo.
 
Por Wladmir - Zona Punk

(läjä043) Dead Fish - Demo Tapes [COMPRE!]
 
Dead Fish - Demo Tapes
   Histórico e emocionante, estes podem ser dois de alguns adjetivos que posso dar a este cd. Após 2 anos coletando material fotográfico e editando vídeos, a Läjä e o Dead Fish fazem um favor à música independente lançando este cd que tem valor especial a todos aqueles que viveram o hardcore nos anos 90. O que temos aqui pode ser definido como a trilha sonora de muitas bandas e pessoas durante sua caminhada no cenário independente brasileiro.
De 1993 temos a demo "#1", mostrando a inocência e ânsia de um grupo de adolescentes em busca de um espaço em meio a dezenas de bandas que também mal sabiam o que estavam fazendo, mas queriam fazer algo. E o resultado conferimos em "Lost soul", "Another beer", "the ugly face of pain", "Damn lie", "Just skate" e a versão 1.0 (bem mais lenta do que a maioria já ouviu) de "Social agression"... reparem bem que tais músicas parecem ainda fazer parte da vida de Rodrigo e Nô, pois todas foram merecedoras de regravações, mesmo quando a banda migrava para as letras em português, nos cds "Sirva-se" e "Sonho médio". Músicas estas que arranham influências da novidade entre os adolescentes skatistas da época, o punk rock californiano. A inocência e ânsia por algo mais deram sequência, talvez com um pouco mais de responsabilidades... coisas de quem estava prestes a entrar na faculdade. Aí temos músicas mais estruturadas e que realmente marcaram época... época esta que dava origem a nomes como Mukeka di Rato e Gritos de Ódio, Reffer e Cold Beans, enquanto que Dread Full, Pinheads e Garage Fuzz também registravam suas primeiras demos, e enviavam dezenas de flyers em cartas para Rodrigo, Nô, Marcel e Cia., que se informavam com folhas xerocadas que atendiam por nomes como "And Chimarrão for All" e "Needle". Acho que tudo isso era influência também, não era só a música não, era todo aquele acontecimento que caía sobre as cabeças deste pessoal (não só do Dead Fish!). E o resultado foi (Re)Progresso (1994): melodias na medida certa, vocais em fúria e letras que faziam algumas pessoas quererem mudar o mundo... é sempre assim, um ciclo! "Fight for conscience", "3rd world friendship", "The party" e a nova versão de "Social agression" fizeram desta demo algo importante para muitas pessoas, não tinha muito com o que ficar comparando, era harcore como apreciávamos, mas não como "esta" ou "aquela" banda, era o Dead Fish em sua melhor forma! E já que era para mexer no fundo do baú, toma mais uma versão de "Damn Lie", mas esta é tirada do Lp "NoiseCore" de 1992, fechando aqui um verdadeiro documento para quem aprecia uma banda que segue há anos fazendo o que gosta! Digo documento pois tem tudo o que este registro precisa: depoimentos de todos os integrantes desta fase, fotos com momentos de ação e descontração, além de cartazes diversos e 10 vídeos da época, mostrando os diferentes locais que a banda já passou, e fechando com chave de ouro.
 
Por Allan Kardec Borges é produtor de shows, colaborador dos sites www.rockpress.com.br, www.pankada.com.br, baixista da banda EX INFERIS.

(läjä042) Os Pedrero - O Motoqueiro Doido! [COMPRE!]
 
Os Pedrero - O Motoqueiro Doido!
  Em seu quarto cd o quarteto capixaba se firma como nome forte na cena independente brasileira. Enquanto nesta cena a maioria das bandas se padroniza e segue uma única tendência visando uma fórmula de sucesso, Os Pedrero caminham a passos largos rumo àquilo que definem como Speedy Crappy Rock ‘n’ Roll... .Se o nome não existe (ou não existia até então) é melhor ainda, quer dizer que ninguém está fazendo. Punk rock rápido sujo, com algumas melodias (mesmo que escondidas) e com uma pegada rock, ilustrado por aqueles velhos casos que nunca sabemos definir o que é real e o que é ficcção. Afinal de contas, como acreditar em letras como a de um menino discriminado na escola por causa de uma doença? E muitos irão perguntar, quem é Kimura? Dúvidas juvenis, abstrações e vida real... tudo isso dividido em 14 faixas. O que eu percebo é que as músicas neste disco mesmo que variadas têm uma ligação entre si, as variações se encaixam e fazem com que o mesmo tenha uma direção, sem faixas que se perdem ao longo do disco. Fato este que me lembra o segundo (e o melhor) cd da banda “ESTILO SELVAGEM ROCK N’ ROLL”. Isso faz com que este seja disparado um disco superior ao “CAVERA Y MACACO” e que compete lado a lado com o segundo da banda. O disco não poderia ter nome melhor, “O Motoqueiro Doido” um punk rock rápido sujo, com berros e letra insana, música perfeita para abrir e nomear o cd. Este ritmo acelerado é mantido com músicas como “Kimura Style”, “Speedy Crappy Rock n’ Roll” e “Suzana” que tem vocais em coro. A veia “rawk” apresenta-se sob os nomes de “Fazer o que?”, “My wave” com destaque para a voz de Johny Larva e “Rodovia da morte” com uma gaita que ficou perfeita! O jovem Tony Powzer traz as melodias e a veia mais pop da banda, soma-se a isso as letras que eu acredito que devem fazer mais sucesso entre o público juvenil, devido a nomes como “Marca de um beijo”, “Menino com Doença” e “Modinha libertina”. A faixa “Holocausto” talvez seja uma boa resposta para o seguimento deste cd, tem muito a ver com o som feito neste disco, trata-se de um cover da banda uruguaia MOTOSIERRA: música suja, rápida e inconsequente... tudo que uma boa banda de rock deve ter. E assim se resume este disco, rock juvenil e inconsequente para a classe infantil delinquente. Existem 3 coisas que marcam um cd d’Os Pedrero: a música, as letras e o encarte. E neste disco não poderia ser diferente, letras de músicas escritas à mão e ilustradas artisticamente por seu baixista, fotos posers e uma capa simplesmente marcante para o povo de sua cidade. Lá vem o Motoqueiro Doido, corra!
 
Por Allan Kardec é ex-zineiro (UMA PARTE) colaborador dos sites PANKADA e LAJA, produtor de shows (BROKEN BONES) e baixista da banda EX INFERIS

(läjä041) F.U.B.A.R. - Studio Sessions 2002-2004 [COMPRE!]
 
 F.U.B.A.R. - Studio Sessions 2002-2004
  Com seu grindcore old school furioso acrescido de influências fastcore/powerviolence, o F.U.B.A.R. (Fucked Up Beyond All Recognition) tomou o submundo europeu de assalto nos últimos anos e lançou alguns discos memoráveis. Neste CD, compilamos todo material registrado em estúdio pela banda entre 2002 e 2004, num total de 36 faixas de pura violência.
 
Por xxxxxxxxxx

(läjä040) Cupables - En Los Nervios [COMPRE!]
 
Cupables - En Los Nervios
  Só de fazer parte da mesma corja que o Motosierra estes caras já podem ser considerados culpados. Não precisa fazer nada, já são culpados. A banda segue uma linha similar à do Motosierra, rock acelerado, cheio de anfetaminas e sujo, um pouco menos sujo que os parceiros, mas ainda assim sujo. Não para um segundo... isso é RAWK porra, não tem balada! É isso que estes caras fazem por lá. As influências de punk rock e pré-punk se fazem bastante presentes aqui, não há como negar... Rola um clima de garageira, cheiro forte disso. Os caras são curtos e grossos até mesmo na hora de dar nome às músicas, sempre uma palavra apenas... as quais destaco aqui as faixas "Colapso", "Nervios", "Preso" e "Motor". O Uruguai hoje em dia pode não ser lá grande coisa no futebol, mas em relação ao Rawk eles são uma potência de primeira linha!
 
Por ALLAN KARDEC (Broken Bones Crew) é colaborador dos sites www.laja.com.br, www.360invert.com.br, e baixista do EX INFERIS.

(läjä039) Merda - Carlos [COMPRE!]
 
Merda - Carlos
  Mais destemido do que nunca o Merda volta a atuar, da pior maneira possível... do jeito que eles sabem fazer e do jeito que vocês aprenderam a gostar. Talvez um pouco mais encorpado, mais pensado (é que não quero dizer que está mais trabalhado), mas ainda assim direto. A gravação é foda, suja, pesada e audível. É engraçado pensar que um dia o Merda gravasse algo tão coeso. Este é o melhor trabalho da banda (ao lado do split com Hellnation). Digo que é engraçado que tenham feito um disco assim pois desde o início a banda era pretenciosamente tosca, a molecada gostava daquela crueza, daquelas limitações. Mas aqui eles se superaram e fizeram um disco de "gente grande". Sim, ainda é barulhento, não se tornou virtuoso, mas acreditem ou não, houve uma evolução. O encarte é todo desenhado e ilustra bem as letras, assim como o cinismo deste trio de sujos. Há ainda versões em português para "I hate my school" do FYP e "Eu não quero morrer hoje" do The Nerds, além de uma versão para a excelente "Time to fuck" do Angry Samoans, que aqui teve sua letra em versão cacofônica. Ao longo do cd, a impressão que dá é que eles aceitaram Deus, pois pararam de falar do Capeta. Mas mensagens subliminares devem estar presentes aqui. O que não posso negar é que o bom humor continua presente, sempre bem pensado. Caso de letras como "Eu odeio crianças", "Para de chamar" e "Punk crente".
 
Por ALLAN KARDEC (Broken Bones Crew) é colaborador dos sites www.laja.com.br, www.360invert.com.br, e baixista do EX INFERIS.

(läjä038) Gritos - Discografia 1994 - 2004 [COMPRE!]
 
Gritos - Discografia 1994 - 2004
  Mudanças no nome, na formação e no estilo tocado sempre fizeram parte da história desta banda. Ao longo de 10 anos de existência ajudaram a construir aquilo que hoje consideramos a cena capixaba, ao lado de nomes como Dead Fish, Mukeka di Rato, Kali Yuga, Full Effect, Dr. Mobral e outros mais. Este cd mostra o Gritos em várias idades, com várias características diferentes ao longo dos anos. Dos primórdios da banda traz a crueza das músicas, a simplicidade das letras. Os resquícios do Hanceniaze estão presentes em um hardcore de guitarras leves como as do Minor Threat e bandas do tipo, mesclado a uma urgência similar ao punk brasileiro da década de 80 e congêneres. Três anos depois a formação já era outra, assim como o som que incorporou novas influências, tornando-se mais pesado. A pegada "Nova York" (sim, antes chamávamos assim) nas músicas ficou registrada no 7" Ep. "Tendências Falsas" e a obscura "Distúrbios da mente" marcam esta fase. Um anos depois era o momento de registrar a nova fase (novamente com nova formação) em estúdio. O que resultou em um cd com 11 sons. Músicas como "Gritos de Ódio", "Intolerância racista", "Perda de tempo" e "Melhor caminho" eram registradas pela última vez, com novos timbres e demais características. Uma sonoridade mais rápida, pegada old school mesclada a riffs dissonantes... influências de Boy Sets Fire e letras mais instrospectivas marcam esta fase em que o Gritos (de Ódio) "cresceu", viajeando constantemente e se tornando presença marcante nos principais shows locais (Wojczech, Better than a Thousand, etc). Mais mudanças, sai o "de Ódio" e fica só Gritos, assim eles registram as últimas músicas com Fabrício e Lucas, no ano 2000. E os anos passam, eles param mas não desistem. Em 2004 tudo é novo para o Gritos, ele são quase novos para muitos que pouco sabem sobre o passado da cena local. Mas aqueles que os conhecem sabem de onde vieram e o que esperar deles. O single 2004 é a prova da capacidade da banda, a melhor fase. Hardcore coeso, rápido e muito pesado. Um novo vocalista e uma nova baixista dão um novo gás à banda. Nunca as influências de Raised Fist estiveram tão fortes, mas ao mesmo tempo não ofuscam as particularidades da banda. O GRITOS é mais uma banda que sobreviveu ao tempo e às dificuldades. 10 anos de história que se passam em pouco mais 1 hora de hardcore. Um novo sentido à vista!
 
Por ALLAN KARDEC (Broken Bones Crew) é colaborador dos sites www.laja.com.br, www.360invert.com.br, e baixista do EX INFERIS.

(läjä037) Jazzus Vs. Chuck Norris [COMPRE!]
 
Jazzus Vs. Chuck Norris
  Juntar essas bandas em um cd é muita ousadia, afinal de contas é "só barulho", certo? Não! Ouvir este disco todo é uma prova de coragem? Não. Para quem acompanhou a curta carreira do Jäzzus e se interessa pelos trabalhos dos meninos do Chuck Norris, isso é uma questão de (bom) gosto. O Jäzzus ajudou a dar uma engrenada na cena Vila Velha Noise Beach que há pouco tempo alastrou a cidade (e que recentemente foi detonada pelo metalcore e emo de franja). Chegaram tomando de assalto, fazendo barulho e incomodando nas letras. Vendendo noise a preço de power violence, simplesmente porque eles faziam música (?) sem saber como fazê-la. Aqui encontramos aquelas que foram as últimas (11) músicas feitas pela banda. Sendo que a obra divide-se em dois momentos de gravação e nota-se uma diferença musical em relação aos trabalhos mais antigos. O som continua rápido, porém há menos blast-beats, compensados com mais variações. O que não mudou foi a fúria dos vocais, extremamente agudos, rasgados às vezes mesclados com guturais. As letras continuam afiadas e com nomes extensos, uma verdadeira ode ao sarcasmo, apimentada com ofensas de primeira. Na sequência vem o Chuck Norris, chutando tudo e dando sequência nos samplers do Alborghetti, é "filho da puta" aqui, "sai daqui" ali tudo isso ao longo do disco. O que mais torna este split especial é o fato de que os caras do Chuck Norris nunca esconderam que o Jäzzus é uma de suas influências. Isso eu podia perceber na primeira gravação dos moleques que era mais crua e simples. Hoje eles superaram sua influência, melhoraram no quesito instrumental e soam até mais rápidos que o Jäzzus, haja definição de barulho para escrever o que se passa nas suas 10 faixas. A música aqui toma proporções mais extremas caindo mais para o lado do grind, coisa que o Jäzzus diminuiu em suas músicas. Isso dá uma diferenciada ao longo do disco e para quem entende de som, percebe que as bandas apesar de seguirem a mesma linha possuem suas diferenças. Ponto para as 2! Uma das coisas mais brutais neste disco é a participação de Bebe (Mukeka di Rato) em quase todas as músicas do Chuck Norris, um verdadeiro duelo de cachorros com o vocalista Chico. Mais um ponto para o spit e para as gravadoras (Läjä e Thrown into Disorder) que investiram aqui e nos trouxeram uma obra de hardcore/grind sujo, rápido e revitalizante, com um encarte espaçoso e completo. A arte ficou por conta do talentoso Francisco Félix de Curitiba, um cara que já desenhou capas para I Shot Cyrus, Infect, entre outras bandas e que cada vez se supera mais.
 
Por Barney Greenway

(läjä036) Merda - Minha Linda Coleção de Ep´s do Conjunto de Música Rock Merda [COMPRE!]
 
Merda - Minha Linda Coleção de Ep´s do Conjunto de Música Rock Merda
  Passados alguns anos de banda o MERDA conseguiu acumular um Curriculun invejável a muita banda. Este cd é a prova disso, tipo um soco na cara, pois aqui se encontram os discos mais desejados por todos, os splits que muitos esperavam um dia ter participado. De cara os animais já começam a banda dividindo um 7" com ninguém menos que Hellnation. Esta para mim é a melhor gravação do Merda. A banda trilhava por um caminho insano, hardcore rápido com bases simples, vocais horríveis e letras que ora soam propositadamente ofensivas ora soam inocentes e sem nexo. A insanidade e a crueza caminham lado a lado com o bom gosto e a criatividade nestas 6 primeiras músicas. Podendo citar aqui o disco todo, ou pelo menos "Muito mais pecado, menos religião" e "Vai se fuder". Na seqüência deste cd os animais nos apresentam sua mais recente faceta, um disco cujo nome já diz tudo "Almost japanese" (dividido com os reais japoneses do Fuck on the Beach). Um misto de hardcore rápido e bases morosas... literalmente agarradas, além de vocais cacofônicos. Ouça "Merda-core munster band" e "My dream was being a monster" para conferir o que digo. E foi desta gravação que eles tiraram a música ("Spectroman da favela") do clipe que se encontra neste cd. Clipe este que é uma obra-prima dos filmes B. Pudera eu ter participado deste momento. A terceira parte desta obra musical é composta pelas músicas do 4 way Drunk Fools Vs. True Till Death onde a banda prova a influência do álcool em uma gravação. Rápido, sujo e como sempre, nada bonito. O Merda investe em conversas no meio de suas músicas... e tome Conhaque. O resultado é uma das gravações mais aclamadas pelo público. Há várias músicas com levadas de punk rock, dançantes (?) e muito empolgantes, "Mamãe costura meus patches" é foda e "E.M.O." resume tudo. A cada gravação some sempre um humor negro e muitos samplers... este é o espírito do Merda. Hoje o MERDA vem se tornando quase uma religião para os jovens rebeldes sem causa, uma prole de malucos que busca copiá-los e vê-los como uma banda boa... chegando ao ponto dos caras gravarem uma música como "A Polícia" (de Léo Canhoto e Robertinho) e a gurizada gostar. Mas no final é isso, quanto pior é melhor, às vezes eu também penso assim.
 
Por Allan Kardec - Muita coisa pra listar aqui, muito ocupado.

(läjä035 (666)) Motosierra - XXX  [COMPRE!]
 
Motosierra - XXX
  Fucker!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Essa é a reedição nacional do primeiro CD do Motosierra XXX, lançado originalmente pela No Fun, Argentina. Provavelmente o material mais bruto e cru que a banda já produziu, na minha opinião melhor que muita banda de hardcore, de tão porrada que é! Essa edição ainda conta com 3 bonus tracks retiradas de ep’s e compilações, com destaque pra fudida “Holocaust”, uma visão bem Motosierra de ser para o 11 de setembro. Nesse discos eles tem três musicas cantadas em espanhol, “Arder y Destrozar”, “Hijos del Rigor” e “No lê digas a Mamá” que caem tão bem quantas as outras em inglês, que sinceramente eu não teria como destacar, eu gosto de todas, seja do clássico “Burn!” ou da arrasadora “Violator”. O encarte é exclusivo para o Brasil, em suas paginas dezenas de mulheres semi nuas, parece um anuncio de revista pornô. Ainda acompanha o video clip de “F.U.C.K.” em faixa interativa, no melhor estilo Black Sabbath com horror movies, ótima produção. Sangre, merca, mujeres, sexo, rock n roll, tudo que você pode esperar do Motosierra em estado bruto! Para os mais desavisados, imagine Motorhead anfetaminado chicano. LA CAVALERA DE NEY MATO GROSSO SE PASO NO CEU DE MONTEVIDEO!!!
 
Por Fabio Parasita - Um fungo inútil

(läjä034) Hablan Por La Espalda - Hablan Por La Espalda [COMPRE!]
 
Hablan Por La Espalda - Hablan Por La Espalda
  O HABLAN POR LA ESPALDA é um banda bem difícil de definir, é um som bem singular. Mas nada de viagens Pink Floyd com epopéias musicais, é difícil de rotular por que tem um pouco de tudo e não soa "atirando para todos os lados". Um pouco de emo, microfonias, mas sempre com uma pegada punk... suja! As guitarras têm um clima Black Flag, há incursões e explosões do tipo At the Drive-In, isso vai das guitarras aos vocais. Berros e vocais melódicos sempre variam ao longo das músicas, do mesmo jeito que variam os idiomas (espanhol e Inglês). Há ainda os teclados... Eu odeio teclado, na maioria das bandas que ouço, mas confesso que o pouco uso de tal (ou o uso disfarçado) fazem deste instrumento um adicional nota 10 para o som do Hablan. A gravação ajuda bastante, parece ao vivo, a crueza de tal faz uma aproximação com quem ouve. O que dizer de "Thunder Vendetta"? Começa rápida, tem uma base bem Black Flag e termina ecoando refrões Guns n' Roses, fudida! "Espias" tem uma base idêntica a "Position" do Hot Water Music, mas só no início. Há uma música chamada "Brazil", é do tipo "deprê", dura de ouvir. Há ainda uma versão psicótica para "Kick out the jams"... lembro-me que quando estiveram no Brasil em 2001 tocavam "I wanna be your dog" em uma versão muito psicodélica também.
 
Por Allan Kardec - Muita coisa pra listar aqui, muito ocupado.

(läjä033) Os Pedrero - Cavera Y Macaco [COMPRE!]
 
Os Pedrero - Cavera Y Macaco
  Está na mão o terceiro cd d'Os Pedrero, mantendo a mesma formação e sonoridade do excelente "Estilo Selvagem Rock n' Roll" este disco fixa o nome da banda entre as grandes bandas brasileiras. Ora Hard Rock, com berros e solos, ora punk rock também com berros e baterias mais aceleradas. O disco começa com a faixa que dá título ao Cd, "Cavera Y Macaco", que poderia muito bem fazer parte da trilha sonora do filme "Os Saltibancos Trapalhões", ou de qualquer outro filme antigo dos Trapalhões... música suja e envolvente, com letra grudenta e berros desesperados. "Ritalina" é a herança que Tony Powzer trouxe de sua banda anterior (Teen Lovers), uma versão mais junkie e menos romântica (e em português) para "She knows how to make me love"... resumo: grudenta! Se guitarra é sinônimo de Rock n' Roll "Cavera Y Macaco" exala rock, pois o disco vem cheio de guitarras que dão peso e energia durante todo o cd! E o cd alterna entre levadas mais melódicas, com músicas mais pesadas e berradas, como é característica da banda, com destaque para "Rock falido", "Roberto Carlos Allin" e "Ah, eu se fodi", sem falar na epopéia chamada "My rich friends" que encerra o cd no melhor estilo Bon Jovi. Nem faço idéia de quem seja Bené Alves, mas há uma música deste ser romântico no cd, ela se chama "Cadê você" e segue a mesma linha d'Os Pedrero, Amado Batista, etc. É bom ver que a banda definiu sua sonoridade e tem conseguido criar músicas boas em cima disso. O fato de possuir três vocais dá um toque a mais na banda, alternando sempre a cada música, a cada refrão. As letras seguem a mesma linha de sempre, retratando aventuras amorosas e a vida suja e perdida destes quatros jovens posers sem salvação, que caminham para as trevas. O encarte é o melhor já feito pela banda, mantendo as coisas escritas à mão, com destaque para os comentários das músicas, porém também traz várias fotos da banda, além de fotos de fotos de Cavera, Macaco... e uma foto no rótulo do cd que é muito hard rock farofa!
 
Por Allan - Editor do Zine Uma parte.

(läjä032) Evil Idols - Dont Mess With... [COMPRE!]
 
Evil Idols - Dont Mess With...
  Alright!!! Mais do que merecido, mais do que esperado... finalmente saiu o primeiro full length do EVIL IDOLS. Após dividirem seus lançamentos com bandas como Motosierra e Estudantes, além de participarem do 4way "Drunk Fools vs True Till Death", chegou a hora destes roqueiros sujos darem as caras sozinhos. Com certeza estas são as músicas mais trampadas, mais pensadas pela banda. De uma ponta à outra o cd mantém aquilo que o Evil Idols sempre foi, punk rock/(hard) rock n' roll sujo, bêbado... soando alto e pesado! "I ain't gonna buy your innocence" é a música perfeita para começar o cd, um punk rock acelerado, com refrão grudento, assim como "I won't fall in love again" (minha preferida) e "Sweet Devil". Há também espaço para baladas como "C/E Balad" e "Talk forgotten drinking memories blues", sem falar na transformação hard rock que fizeram com a música do Odyssey (também de Curitiba), me lembrou Hellacopters. Há ainda uma versão para "Bad girl" (Thunders/Johansen). A capa traz à tona o velho lema Sexo, Drogas e Rock n' Roll, sem soar datado ou forçado... uma foto que resume tudo, perfeito! Mas o mais foda é o interior do encarte, principalmente a caricatura da banda tocando, foda! Agora é só ganhar o mundo...
 
Por Allan Kardec Borges, editor do Uma parte Zine, colaborador do site da Läjä Records e do Portal ES Underground, distribuidor de cds (Pólvora Distro) e futuro MBA.

(läjä031) Boom Boom Kid - Okey Dokey [COMPRE!]
 
Boom Boom Kid - Okey Dokey
  Finalmente lançado no Brasil essa pérola da música latina, e por que não, mundial. Boom Boom Kid, aka Nekro, ex-vocalista do mais-que-perfeito Fun People, volta em sua melhor forma, com canções pop-perfeitas mescladas com punk rock oitentista e aquele toque romântico argentino kitch. São 22 faixas curtas e diretas, apenas 5 delas passam de 2 minutos e meio, carregadas de emoção, riffs certeiros e aquele vocal peculiar de Nekro, tudo com uma dose cavalar de sinceridade. Não existem destaques no disco, ele é perfeito do começo ao fim e irá agradar em cheio os orfãos do Fun People, principalmente os fãs do já clássico "Art(e) Of Romance". Quem conhece o baixinho mais doente da América do Sul já sabe o que irá encontrar em "Okey Dokey", quem não manja o rapaz, pode ir de cabeça. Não tem A77aque, Sudarshana, Evita Perón ou mesmo Maradona, Boom Boom Kid é o rei da Argentina.
 
Por Wladimyr Cruz

(läjä030) Vivisick - Landing To Brasil Of Japanese Motherfucker [COMPRE!]
 
Vivisick - Landing To Brasil Of Japanese Motherfucker
  Para apresentar a banda ao Brasil estes japoneses compilaram em apenas um cd todo o material desde 1996. Inclui tudo o que este bando de filhos da puta já fez (coletâneas japonesas, 7" EP no Japão pelo selo DAH DOH RECORDS e 7" EP nos EUA pela SOUND POLLUTION, além da participação no CD "TOMORROW WILL BE WORSE"), com exceção das músicas do split com Mukeka di Rato. Se antes a banda era fortemente época influenciada por bandas americanas de hardcore dos anos 80 e 90, soando em alguns momentos com Bad Brains e Los Crudos, hoje adicionaram novas influências e fazem de seu som uma mescla do que houve de melhor no hardcore americano em anos passados com o som contemporâneo de bandas japonesas. Hardcore/punk curto e rápido, ranzinza e com uma energia contagiante, trazendo o espírito e a alma do hardcore japonês tradicional. O vocal é típico de bandas japonesas como Razors Edge. É o tipo de banda que você e já imagina o show e a energia da banda ao vivo, as músicas são empolgantes e a como são apenas 12 músicas dá aquela vontade de ouvir diversas vezes sem enjoar. Destaque para as excelentes faixas "I know", "Fight for a pride" e "Trash-Poach-Crashers"!
 
Por Allan - Assassino do "Dengue's Mosquito", editor do Uma Parte Zine e futuro MBA

(läjä029) Thee Butchers' Orchestra - What About Now? [COMPRE!]
 
Thee Butchers' Orchestra - What About Now?
  Acachapante é pouco para definir as esporrentas onze faixas de "What About Now". O trio continua fazendo o que sempre fez muito bem: prestar vassalagem incondicional à vesânia garageira do proto-punk, do rock'n'roll básico e cru dos anos 50/60, do r&b mais tradicional. Mas há novidades nessa história. Tomado por uma incontrolável paixão pelo soul americano, pelo blues mais tradicional e pela psicodelia hard rock destilada pelos Rolling Stones em sua gloriosa fase "Exile On Main Street", Marco Butcher promoveu uma mezzo revolução - ou incorporação de novos e saudáveis elementos/referenciais - no som do trio, tornando-o ainda mais suingado (seria possível?) e mortífero (no bom sentido) para o corpo e os sentidos. Assim é que o disco abre com uma cacetada sem precedentes, batizada "2003". Para, duas canções depois, mergulhar em um "soul" demolidor, "Blue Moon", com direito a vocais em falsete e o escambau. Já a faixa título mergulha nos eflúvios do blues tradicional (e onde não faltam pontuações de harmônica), mas com melodia bastante pesada. Para um disco que foi gravado com muita rapidez e sem grandes recursos de estúdio (para quê, afinal, se esta não é a intenção do grupo?), o novo álbum do Butchers' Orchestra enche de orgulho a cena indie brasileira. Já tem o voto deste escriba para integrar a lista dos melhores de 2004. E ainda nem falamos do outro trabalho que a banda está prestes a lançar, o "Stop Talking About Music", senão é covardia...
 
Por Humberto Finatti, Revista Dynamite

(läjä028) Hero Dishonest – Juggernaut [COMPRE!]
 
Hero Dishonest – Juggernaut
   Finalmente lançado no Brasil o mais novo disco desta que é a melhor banda finlandesa da atualidade. Após um excelente cd de estréia ("Pleasure & Disgust"), alguns 7"s lançados pelo mundo e turnês pelo território europeu, finalmente eles têm a oportunidade de dominar o Brasil. Este cd mostra o Hero Dishonest em sua melhor fase. Se no primeiro cd já havia uma energia ímpar em suas músicas e qualidade visual de primeira, Juggernaut surge como a continuação. Hardcore coeso, fazendo um meio termo entre hardcore old school e hardcore finlandês clássico e que em alguns momentos lembra Mukeka di Rato no disco "Gaiola", tamanha é a pegada e energia de suas músicas. O que os diferencia dos brasileiros é o duelo de vocais, o H.D. tem dois vocalistas muito versáteis, que parecem estar se enfrentando. Algumas músicas me trazem à mente Minor Threat, só que cantadas em finlandês. Lembro-me que quando o What Happens Next? voltou de sua turnê na Europa a banda que o Craig mais elogiou (e considerou a melhor da turnê) foi o Hero Dishonest, segundo ele os shows são incríveis. Essa versão nacional traz mais músicas do que a versão lançada pela banda na Finlândia, pois além das 17 músicas de Juggernaut traz outras 20 músicas extraídas de seus 7"s e músicas de coletâneas, lançados antes e depois deste disco e apesar de totalizar 37 músicas não se torna um disco cansativo ou repetitivo, pelo contrário as músicas são bem variadas e criativas, talvez por isso que eles não se aplicam a um rótulo (Old school? Thrash? Crust?) apenas. Esta banda sempre apresenta seus discos em ótimos encartes e este não é diferente, cheio de colagens, desenhos e montagens e as letras escritas à mão dão um toque diferente somados ao amarelo do encarte. JUGGERNAUT, uma força em massa que destrói qualquer coisa que resista a ela.
 
Por Allan - Assassino do "Dengue's Mosquito", editor do Uma Parte Zine e futuro MBA

(läjä027) Vila Velha Noise Beach [COMPRE!]
 
Vila Velha Noise Beach
  Obra-prima do hardcore capixaba, apresentando o que há de melhor e mais novo nesta pequena cidade. Para queimar o Convento da Penha e botar a Terceira Ponte abaixo. O cd começa com o AJUDANTI DI PAPAI NOEL (com participação de Barnabé), evoluindo cada vez mais rápido e com um entrosamento absurdo (ao vivo e em estúdio), arregaçando tudo. Ainda lembrando Spazz algumas vezes (e há até um cover), mas buscando absorver outras influências, com partes ora crust, ora metal... mas sempre muito rápido. O melhor de tudo é saber que o baterista tem apenas 15 anos e está cada vez melhor. O CHRISTMAS SHIT talvez seja a banda mais antiga deste disco e trás 9 sons de hardcore ultra-rápido e coeso, variando vocais, alternando partes lentas e pesadas com blasts brutais. Estas músicas são um pouco antigas, mas servem de prévia do que eles andam fazendo. O I SHIT ON YOUR FACE é a banda com características mais peculiares, vocais de "porco", letras como "Sexshop Agoraphobia", baixo extremamente sujo e guitarras com forte influências de Death... mas nem por isso se destoa do resto das bandas. O som é Grind/Death, com influências da nova e velha escola do Gore mundial. São dois vocais muito bem entrosados, sendo que o Renzo se destaca fazendo seus vocais extremamente brutos, sem adição de nenhuma efeito. O CHUCK NORRIS fecha o cd de maneira ensurdecedora, no melhor estilo Hellnation e Exclaim, variando com partes mais hardcore, como Charles Bronson. O Chuck Norris é simplesmente o ícone da Campanha pela Destruição Musical, o vocal é extremamente rasgado e as músicas são curtas e MUITO rápidas! Um ótimo disco registrando este momento em que temos ótimas bandas "fazendo acontecer" por aqui.O mais interessante deste disco é saber que além dele reunir ótimas bandas, todas são bandas amigas e admiradas uns pelos outros, o que torna este lançamento mais do que especial. A versão capixaba do "This is Boston, Not L.A.".
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä026) Hellnation - Dinamite No Seu Cú  [COMPRE!]
 
Hellnation - Dinamite No Seu Cú
  Se a alguns anos atrás conseguir um disco do Hellnation, entre outros, era uma tarefa difícil e às vezes cara hoje temos a sorte e a felicidade de poder adquirir seus melhores discos com preço acessível e com uma facilidade considerável. Este é o terceiro cd deles lançados no Brasil (todos pela Läjä) e após alguns anos sem lançar um full length com músicas inéditas eles retornam com um disco que com certeza entrará para a lista dos melhores já feitos por eles. Talvez o disco mais variado, coeso e ainda assim mantendo o espírito Hellnation. Hardcore Thrash Mayhen ultra-rápido assim como no clássico Fucked up Mess, mesclando partes punk rock, quebradas e acreditem ou não, melodias que podem ser notadas no decorrer do disco. A banda parece se encontrar em um momento de muito entrosamento, o que os leva a criar desta maneira. Há de se destacar ainda a excelente qualidade da gravação. O disco trás ainda algumas peculiaridades, a começar pelo nome, que para este lançamento nacional recebeu a tradução para o português (a versão da Sound Pollution chama-se "Dynamite up your ass"). Há ainda uma música com título em português, chamada "Um bando de filhos da puta", que fala de maneira divertida e irônica sobre o Brasil, e uma música chamada "Dengue's Mosquito", escrita por Mozine e que pelo nome você pode imaginar do que fala. Ouça as excelentes "Dynamite up your ass", "I love punk I love thrash" e "Again and again" e você terá um resumo deste que é um dos melhores discos de hardcore thrash lançados nos últimos tempos. Se bem que a melhor coisa é ouvir este disco inteiro umas três vezes seguidas.
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä025) The Nerds - Lords of Dregs and Crap - 6 Years of Destructo Rock Inferno 1997-2003 [COMPRE!]
 
The Nerds - Lords of Dregs and Crap - 6 Years of Destructo Rock Inferno 1997-2003
  Confesso que logo que abri este cd estava me preparando para ouvir um Rawk, algo na linha do Motosierra. Me enganei, as primeiras músicas já acusam o que estes italianos ouvem para poder fazer suas músicas, o velho punk rock da Califórnia é influência clara e Circle Jerks e The Germs devem ser discos de cabeceira de cada um. Guitarras com distorção leve e bases sujas são as características básicas, o vocal de adolescente que cheirou cola completa o conjunto. A música "I don’t Like you" é uma verdadeira canção ala Germs e tudo fica perfeito quando começa "The Todd Killings" do Angry Samoans. Músicas como "Go fuck yourself", "I’ll kick you in the balls", "Drink & Drive" merecem destaque pela energia. Algumas coisas que chamam a atenção ao se olhar o encarte são as caras das figuras, o vocalista parece até os caras do Poison Idea, o guitarrista aparece com uma camisa do Sepultura e há uma capa de algum disco deles cujo desenho é de uma cruz enfiada na vagina de uma mulher. São 24 músicas de hardcore/punk simples, sujo, pogante. "Satan’s Rise" é uma música bem diferente, lenta, mórbida e é daí em diante que começam a surgir músicas mais "rock". Este disco reúne tudo o que estes "punk rock destroyers" já fizeram nestes 6 anos de existência de debilidade. Tal debilidade provavelmente deve Ter tido ajuda de GG Allin, o qual eles gravaram 3 músicas. Há ainda covers de Alice Cooper, Antiseen e The Authorities.
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä024) Guitarria - A 125 por hora [COMPRE!]
 
Guitarria - A 125 por hora
  Não espere por nada novo demais, mas também não espere por releituras do passado. O Guitarria nada mais é do que três jovens que mal sabem o que querem, eles apenas querem... alguns segundos de microfonia e um longo Alriiiiiiigghhhtttt e começa a sujeira. Distorção, berros e bateria tupá-tupá, assim é a mais nova sensação capixaba, dividindo-se entre o punk rock e o rock n’ roll eles começaram muito bem. Se você ler uma resenha sobre eles em uma “Rock Brigade” vão falar que parece The Hives ou algo do tipo, mas se você ao menos entende um pouco de punk rock vai perceber que eles estão além disso. A atmosfera musical deles vai para os lados do Japão e EUA. O que estes jovens despretenciosos mais ouvem são bandas como Guitar Wolf, Teengenerate e Social Distortion... E eles não olham apenas para o lado de fora, os Evil Idols têm uma parcela de culpa no que hoje é o Guitarria. A construção das músicas é simples como o punk rock e o ritmo vibrante como o rock n’ roll. Guitarras leves, com solos estranhos (aí entra uma influência de Black Flag) e a bateria mais do que bem executada pelo melhor baterista do estilo! É preciso falar das baladas instrumentais, com direito a solo de gaita! Letras ingênuas e descompromissadas e que retratam a simplicidade da vida de cada um deles: rock n’ roll, beber cerveja, o amor a Vila Velha, rock n’ roll, amigos e rock n’ roll novamente. “Quem gosta de rock n’ roll, bom sujeito não é. É ruim da cabeça. É doente do pé. Mas só que esta doença é contagiosa!”. O clima é de diversão e isso que fez com que surgissem e em tão pouco tempo se tornassem bem vistos pelos apreciadores de boa música. Guitarria é rock, Guitarria é punk rock. Não é hype, pois não começa começa com “The” e nem termina com “S”... entendeu, otário?
 
Por Allan Kardec (Uma parte zine), from here to eternity!

(läjä023) Motosierra - Rules [COMPRE!]
 
Motosierra - Rules
  O mais novo petardo dos reis do Rawk latino. Para mostrar que Rock n’ Roll não é coisa de engomadinho. Este é o segundo lançamento deste chicanos por aqui (e o segundo pela Läjä), e desde o split com Evil Idols esperava ouvir algo novo deles. O show é absolutamente enérgico, mostrando tudo aquilo que você imagina ao ouvir o cd. Aqui eles soam bem mais rock n’roll do que no split, deixando um pouco de lado as influências punk, como Black Flag... Mas Dwarves e Motorhead contribuem para manter o som ainda sujo. Neste disco eles trazem 8 novas canções totalmente mal-intencionadas, com nomes como "We sell, you buy" (uma das melhores do cd), "Whiskey & Cocaine" e "I wanna fuck myself". Gosto de discos em que as bandas gravam covers e estes 3 covers (Los Violadores, Rose Tatto e Bored) gravados aqui em fizeram gostar mais ainda deste disco. Que venham mais vezes ao Brasil.
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä022) Discarga - Sem Remorso [COMPRE!]
 
Discarga - Sem Remorso
  Após lançarem uma semi-discografia (Happy Night Electric Experience) que considero um dos melhores cds lançados nos últimos tempos, o Discarga retorna com mais uma pérola musical. Reverenciado em todo o mundo eles chegam ao segundo cd com maestria, mantendo o lema "Toque rápido ou morra", este cd soa tão enérgico quanto o outro, um pouco mais sujo, um pouco mais variado, mais rápido do que tudo que fizeram antes... mas mantendo o estilo "DISCARGA" de tocar hardcore. Para mim o Discarga é um Manliftingbanner com punk brasileiro (da década de 80), tocado em 78 Rpm na vitrola. Ouçam a música "Original" e entenda o que digo. "Sobrevivência" é um ótimo Dub. Na gringa costumam dizer que eles são como Lärm, por mais referências holandesas que eles possam Ter Lärm é a menos evidente para mim, isso é coisa de quem leu um breve comentário na página da 625 e nem ouviu o disco. O que diferencia o DISCARGA de muitas bandas que tocam thrash (fastcore, ou seja lá o que é isso) é o vocal de Daniel, sempre cantado, audível e sempre soando como de guri... e é claro que aquilo que o Nino faz na bateria não é para qualquer um. Músicas pequenas precisam de letras curtas, sim pequenas, mas com grande sinceridade e conhecimento de causa: políticas, pessoais, etc. Tem ainda um cover do Psicose, fudido! A melhor banda brasileira no momento!
 
Por ALLÄRM - Uma parte zine (eat my cum, motherfucker!)

(läjä021) I Shot Cyrus - Tiranus [COMPRE!]
 
I Shot Cyrus - Tiranus
  Desde as músicas na Thrashmaster me tornei fã da banda. Após 2 compactos (7"s splits) um 4way cd (Drunk Fools Vs. True Till Death), já estava mais do que na hora de sair um disco só deles. Eu não tenho muitas palavras para descrever o que é o ISC: é muito pesado, rápido e agressivo, variado com algumas partes lentas e um vocal que instiga à violência! Este cd é uma evolução do que eles já faziam na Thrashmaster, um pouco mais aprimorado, mas ainda na linha do que a banda era. Para mim, hoje eles se encontram ao lado de grandes nomes do thrash/hardcore mundial, como DS-13 (RIP), What Happens Next?. Ouvir este disco é um convite a acelerar todas as músicas que você toca em sua banda! Se você gosta de bandas antigas como Negazione, Heresy, Life's Blood e Negative Approach, você poderá encontrar um pouco de cada um aqui. "Herói de porra nenhuma", "Use su rabia", "Cyrus shot the pope" e "Condenados ao American dream" são algumas das músicas que arregaçam e valem este cd! Letras anti-capitalistas em português, inglês, espanhol, italiano, além de um cover do Crumbsuckers. Provavelmente você vai ler ou leu uma resenha minha dizendo qual é a melhor banda brasileira no momento, isso varia de qual disco estou ouvindo (o do Cyrus ou do Discarga). Neste momento afirmo que é o I Shot Cyrus. Eles mataram Cyrus e confessam o crime!
 
Por ALLÄRM - Uma parte zine (eat my cum, motherfucker!)

(läjä020) Scholastic Deth - Final Examiner - Discogr. Completa [COMPRE!]
 
Scholastic Deth - Final Examiner - Discogr. Completa
  É, muito tempo passou desde que este cd foi prometido. Bom, não é culpa de ninguém. Se a banda se autodenomina como um bando de nerds e o vocalista da banda se afunda nos estudos ele nem tem culpa disso. É fato que este mestrado do Max (sim, aquele do What Happens Next?, Spazz e da 625) colocou este disco na época das provas finais, mas nunca que ele será reprovado. Porra, uma banda que coloca em suas letras temas como livros, livros, estudos e mais livros tem muita consideração comigo. Some a isso bases rápidas e um vocal de guri... Voltando ao cd, ele totaliza 50 faixas e para quem pôde ouvir os 7"s "KILLED BY SCHOOL", "REVENGE OF THE NERDS" e o primeiro e "clássico" SHACKLE ME NOT" algumas músicas soam assustadoras de tão rápidas. No geral o SD é uma banda de hardcore rápido como Heresy, com algumas levadas mais punk rocks e vocais cantados, mas as músicas mais recentes parecem até grindcore, com blasts muito rápidos, de tão rápidas que as músicas são. As músicas que mais gosto fazem parte do primeiro 7", como "PMA 2000", "Rock together" e "Shackle me not", mas "The revolution will not be posted on Ebay", "Killed by school" e "Drop the bomb" concorrem como algumas das melhores do disco. Há ainda as faixas de coletâneas como "BAY AREA THRASH", "HYSTERIA", "POSSESSED TO SKATE" e outras, além de 2 faixas inéditas e 10 ao vivo. O encarte é extenso, bem ilustrado com fotos, cartazes, explanações das letras. Este é o SCHOLASTIC DETH, ou pelo menos foi. Esta compilação é mais um daqueles discos póstumos que você ouve e lamenta "Porra, acabou!" ou "Nem cheguei a ver ao vivo"... Nesta segunda opção você ainda tem sorte, pois o cd traz faixa multimídia de um show da banda, insano é pouco para dizer aquilo que vi. Um disco foda, mas que por sorte algumas cópias vieram parar no Brasil.
 
Por Allan Kardec - Muita coisa pra listar aqui, muito ocupado.

(läjä019) Evil Idols / Motosierra - Split CD [COMPRE!]
 
Evil Idols / Motosierra - Split CD
  Rock’n’Roll até a alma!! Um dos muitos, porem básicos adjetivos que poderia ser atribuído a esse split CD. EVIL IDOLS de Curitiba está na sua terceira passagem pela laja e nunca decepcionando, apresentam 7 musicas do mais puro e acelerado rock n roll mostrando a cada gravação sua evolução sonora. Além das novas pérolas como "Trouble Guy" e "Road, Drugs and Wine", nos brindam com clássicos: "Ain’t Nothing to Do" e "Something Wild Tonigh" respectivamente Dead Boys e Infections e a no mínimo inusitada versão blues lentona pra porrada "Burn" dos irmãos chicanos do split. Com essa nova gravação dos Ídolos do Mal você vai ficar com aquele gostinho de.. hum.. cadê o cd só dos caras??!?! Enquanto isso, vindos de Montevideo, Uruguay, os chicanos do MOTOSIERRA chegam assustando, "rock pauleira" como diria sua avó caduca. Eles são o que eu chamaria do "Zeke de bigodinho". Guitarras pesadas aliadas a vocais distorcidos e muita velocidade! Veja no que eles transformaram a clássica "Drunk Fools" do Evil Idols, mas não cochile senão a musica acaba e você nem percebeu. "Space Cowboy", "Leatherface" e "Suck my Dick", se você já conhece o "XXX", cd debut da banda, essas musicas são tudo que você está esperando. Como se não bastasse, "Nervous Breakdown" (ah, precisa falar que é do Black Flag??) e o encerramento, porque não dizendo assim, "com chave de merda", do saudoso GG ALLIN com "Bite it you Scum". Rock’n’Roll até a alma, com um sanguinho latino no meio.
 
Por Mr. Rotten Wine, o Indócil.

(läjä018) Toys That Kill - The Citizen Abortion [COMPRE!]
 
Toys That Kill - The Citizen Abortion
  Bom, esse é um CD que faço questão de resenhar pessoalmente. O Toys That Kill pra quem ainda não sabe é a banda "update" do idolatrado (pelo menos por aqui) FYP. Na verdade o FYP lançou seu ultimo CD que se chamava "Toys That Kill" depois "TTK" acabou virando o nome da banda mesmo, ah.. entendeu? O FYP era muita banda que mudava a cada CD, digamos que a cada novo disco os caras se tornavam mais bubblegun mas nunca deixando de lado aquela tosquera imunda. O TTK seria o máximo de bonito e pop que o FYP conseguiu chegar sem deixar de ser uma banda de personalidade, suja, tosca e imatura. A guitarras são melodiosas mas com microfonia e sonoridade Buzzzzzzz, os vocais também são muito melódicos mas sem perder espirito 15 anos (por mais que os caras sei lá.. já tenham uns 30) e quando é pra gritar, bom.. você sabe o que eles fazem. Samplerzinhos bem sacados e uns que chegam a ser até mensagens subliminares, já saquei um foda. O encarte é sem comentários, tem 18 paginas, uma pra cada letra com uma montagem ou desenho bêêm loco! Num total de 16 musicas, mas fica bem complicado destacar alguma em especifico, cada hora eu gosto mais de uma, "Ass Mirror" abre o CD com classe e logo depois "Bullet from the Sky", punk rock sujo de menos de 1 minuto com criancinhas gritando no fundo, podre. "Unity Mitford" é uma daquelas musicas pra você sair de carro em alta velocidade com uma garrafa de vodka, enquanto se "Mating Season" tocasse no rádio, poderia ser facilmente confundida com uma musica do Blink 182!!!!! Esse CD é assim o tempo todo, capaz de te deixar confuso, seria possível não decorar os refrões lindos e pegajosos de "Keep Caroline", "2 Billions Bastards" e "Hare Ruya"??? Só seu subconsciente poderá dizer. Resumindo, esse disco é muito foda, porque reúne os melhores elementos que uma banda de rock n roll poder ter, é bonito, autentico, original, sujo, pop e o caralho a quatro. Tour no Brasil em Abril.
 
Por Vinho Podre

(läjä017) Os Pedreros - Estilo Selvagem Rock'n'Roll [COMPRE!]
 
Os Pedreros - Estilo Selvagem Rock'n'Roll
  A onça sempre esteve presente no espítito destes vândalos, bastava misturar um pouco de mocotó, cerveja, vinho ou conhaque para despertar este espírito selvagem. Porém eles nunca gostaram de assumir isso, até gravarem esta obra prima e colocarem a grande onça em sua capa. Se você achava que eles estavam sumidos, você se enganou, eles continuam aí e agora pior que antes, são quatro posers! Apresentando os novatos Jhonny Larva (que nas fotos parece a Edinanci) e Tonny Powzer (iniciado com um mocotó), ambos na guitarra e contribuindo nos vocais. "ESTILO SELVAGEM ROCK'N'ROLL" é um nome perfeito para definir o que você pode encontrar ao ouvir as 13 faixas deste disco. No geral o cd é uma verdadeira mistura de punk rock, rock n roll (e solos de rock n roll), vocais arranhados típicos dos pedreros alternando com vocais típicos das bandas bubble gum. A diversão reveza entre músicas rápidas e gritadas com baladas punk rocks, sempre buscando uma certa melodia. Há ainda as fortes doses de cinismo nas letras. Apresentando novas pérolas, novos nomes de garotas e particularidades que só estes seres sujos podem ter. "Jhenny Paula" já é hit, assim como "Eu nunca vou parar de beber" e "Latifúndio do amor". Pode falar, não é sempre que você encontra uma banda com tantas histórias engraçadas, nomes de garotas tão singelos! Leia a letra de "La iniciacion de Tonny Powzer" e "So much" e entenda porque. "Menudo capixaba" é com certeza uma homenagem aos jovens que, em sua infância e adolescência ouviram músicas como "Eu gosto dela, é um avião, ando voando até o chão. Mas ela não gosta de mim e vive me dizendo não..." ou "Não liga não e vem dar prá mim, o seu amor dá prá mim...". Com um encarte bem colorido, letras e ilustrações que relembram o primeiro cd da banda e uma coleção de fotos nada belas deste jovens roqueiros vestidos de mulher. Se você não gostar deste disco é porque a "Canção do corno jovem rebelde revoltado" tem a ver com você!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä016) Hellnation - Thrashwave [COMPRE!]
 
Hellnation - Thrashwave
  Em tempos de alta do dólar nada mais propício do que o lançamento de cds de bandas gringas no Brasil. Lançado há pouco nos EUA pela Sound Pollution, THRASH WAVE já ganhou sua versão brasileira aqui pela Läjä. São 36 sons do thrash/hc mais rápido que você já ouviu, não é à toa que alguns confundem com grind, o que a nação do inferno faz é matador, insano! Reunindo as músicas que eles lançaram em 7"s próprios, splits e compilações, THRASH WAVE é a prova concreta de que estes caipiras mesmo com o passar do tempo não amolecem, já eram barulhentos há muito tempo. A maioria das músicas soam inéditas para mim, mas você também irá encontrar músicas como "Punk or Cop", "Politics", etc... que foram lançadas nos cds da banda, mas aqui têm uma gravação diferente. Encarte com todas as letras, informações de cada gravação, com fotos, e o melhor, fotos deles aqui no Brasil! Aqui você encontra as músicas do split com o MERDA (de 2001), que são as músicas mais novas do disco e para mim as melhores, talvez por mostrar a banda em sua melhor fase e tão rápido quanto antes. Em seguida as do split com SINK (de 1997), que tem ainda um cover do próprio Sink. "AT WAR WITH EMO" é um 5" lançado pela Slap a Ham e pelo jeito parece ter influenciado algumas pessoas, no final do encarte do cd tem uma carta, escrita à mão, que é bem engraçada. Já no começo dela tem uma frase assim: "Estamos escrevendo porque sabemos que vocês estão lutando contra o emo, a merda!", é sério isso! Os caras ainda dizem que estão fazendo um zine "anti-emo"!! Incrível e divertido! Voltando a falar do ep, ele termina com um cover do SOB, que ficou fodasso! "Road Rage" é uma música usada na Coletânea "HOMELESS BENEFIT" (de 1999). As 7 músicas da clássica coletânea "TOMORROW WILL BE WORSE" (de 1998) só perdem para as músicas do split com o Merda. Para finalizar este cd, depois de ouvir uma avalanche sonora, aquela gritaria infernal que soa suave em nossos ouvidos, nada melhor do que alguns covers. THRASH OR DIE (de 1998) era um ep até então desconhecido para mim, e acumula aqui nada mais nada menos do que 7 covers (Comes, Warhead, Nightmare, Brain Death, Lip Cream, SOB e Damnable Excite Zombies) e "Believe in yourself" que é da própria banda. Perfeito! Perfeitíssimo, ótima oportunidade para conhecer novos nomes de bandas e correr atrás depois... depois de ouvir o THRASH WAVE umas 200 vezes! Adquira o seu, decore as letras e torça para que eles voltem aqui um dia!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä015) WHN? - O Segundo Ano e Alguma Outra Caca [COMPRE!]
 
WHN? - O Segundo Ano e Alguma Outra Caca
  Mais um ano se passou, o WHN? lançou mais alguns discos que você não conseguiu comprar devido à alta do dólar? Então agora mais que nunca você poderá ouvir tudo o que eles andaram fazendo no último ano e quando eu digo tudo é tudo mesmo! Agora mais que nunca você poderá ter em mãos o disco de uma das bandas mais respeitadas no hardcore mundial hoje. O fato de contar com membros de bandas tão distintas (Spazz, Your Mother, All You Can Eat, Artimus Pyle) é o que deve fazer com que o WHN? se diferencie em meio a tantas bandas que muitas vezes só copiam. Eles estiveram em turnê pelo Brasil neste mês de Maio e todos que foram aos shows falam bem, se você não foi não sabe o que perdeu... sim, pode chorar, foi foda! Neste cd encontram-se os últimos sons que a banda gravou no ano passado. Começa com 12 sons usados em um Lp (split com Lifes Halt), exalando letras positivas, conscientes e sem cara de mal. Música rápida, rasteira e cheia de energia... a trilha sonora dos circle pits! Um nome de música interessante é "O preço que pagamos pela conveniência vegan". Em seguida vem um amontoado de sons usados em 7"s (lançados lá fora em um cd com o nome de "The Second Year")... Neste disco aqui tem três eps ('Ahora mas que nunca' 7" 'Brutiful fearing' 7", 'Stand fast 2000' 7"). O som continua aquilo que já falei, thrashcore old school, num mix de positivo, político e divertido! Percebe-se um pique na banda que não acaba nunca, mesmo se tratando de caras com quase 30 anos, os sons estão um pouco mais trabalhados, mas o pique é o mesmo. Uma característica das músicas desta parte do cd é que têm muitos sing alongs e algumas partes lentas, um pouco diferente do que em outros discos. Tem covers do Deathside, BGK, Indigesti, das quais só o Deathside eu não conheço, mas nem por isso deixo de dizer que ficaram todos muito fodas. Aliás, uma coisa que esta banda faz muito bem é tocar covers, caramba os covers que eles tocam soam quase tão bons como os originais! Destaque para as músicas "Ahora mas que nunca", "Who are you playing for?" e "One and all". Lançamento imperdível, pegue o seu pois "Você não estará morto até que tenha sido esquecido"!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie 

(läjä014) Drunk Fools Vs True Till Death [COMPRE!]
 
Drunk Fools Vs True Till Death
  Você pode até se perguntar que diabos é isso, um disco com umas bandas drug frees e outras drunks. Para os mais atrasados isso pode soar impossível e sem nexo. Para estas quatro bandas não, isso é reunir diversão, amizade e preferências pessoais. Aqui todo mundo é True Till Death... só que cada um do seu jeito! O cd começa com os paulistas do I SHOT CYRUS, já estava na hora destes thrashers gravarem algo novo, a Thrashmaster aqui de casa já estava ficando gasta! Se você gosta de hardcore realmente rápido, cantando de maneira insana com certeza o Cyrus irá lhe agradar. Com certeza uma das melhores bandas do hardcore brasileiro hoje. Em seguida temos os loucos do MERDA, mais uma banda rápida capixaba, isso é fastcore! Após a incrível gravação do split do Hellnation muito se esperava deste trio quase japonês. Eles não sabem o que fazem, nem eles mesmos se levam à sério e acho que nem se lembram do que fizeram no dia da gravação. Acompanhe o ritmo que eles foram ficando bêbados, preste atenção nas conversas entre uma música e outra e é claro... nos samplers! A terceira banda deste disco é muito inusitada, algumas pessoas não entendem o som da guitarra, outros não entendem o que o vocalista diz quando canta (?) e a maioria não entende nada. Dizem que a coisa mais normal desta gravação é o vocal, o resto, nem Satã sabe o que acontece... e olha que os caras são sóbrios (imagine se bebessem!)! Esse é o JÄZZUS, vendendo noise a preço de power violence. Fechando o disco após tanta gritaria e insanidade é bom que venha algo diferente, que tal um rock, ou melhor um hard rock, daqueles bem farofas. Só que o negócio aqui não dava para ser bonito, não dá mesmo, um grupo de rock n' roll sóbrio não é rock. Aqui o lema é copo quebrando, garrafa voando, criança chorando: EVIL IDOLS, direto de Curitiba mostrando que rock não é bonito. O que importa aqui é a pose! Um disco que você ouve, as músicas passam rápido e você nem percebe, ou nem ao menos entende o que se passa com algumas bandas ali no meio... o disco do miolo podre.
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä013) Life Is A Lie [COMPRE!]
 
Life Is A Lie
  Eis aqui o primeiro cd daqueles que rasgaram o véu da liberdade e disseram que a vida é uma mentira. Você já os conhece há anos, como Parental Advisory, mas agora a coisa está melhor do que nunca. O que já era bom conseguiu ficar melhor ainda! O cruzamento entre o Kult Ov Azazel, Dropdead e Marques de Sade, ou quem sabe algo entre Impaled Nazarene, Ässuck e Nietzsche... Não importa, não adianta ficar fazendo comparações, com suas particularidades eles conseguem soar rápidos, pesados e autênticos. Convenhamos, compare-os à esta leva de bandas grindcore que nos rodeiam... Existe um certo marasmo, uma mesmice eterna. O LIFE IS A LIE, destaca-se e serve como novidade para nós. Com certeza é a banda de grind que você sempre quis ter, mas nunca conseguiu. Brutal, rápido, insano e pesado, muito pesado! Música (?) muito bem construída, levada ao extremo, com vocais feios (às vezes agonizantes), adicionando partes tristes, arriscando partes faladas, mas sempre mantendo o pique. Kusta Pässää e Impaled Nazarene ganharam excelentes versões aceleradas... De grind e metal eles entendem. Capa blasfêmica desenhada por Lourenso Mutarelli, e um encarte bonito que apresenta um emaranhado de profanação, heresia, fetiche e tudo que seja ofensivo. "O Novo Pagão", "Glória e Guerra", "A Dança", "Pensamentos de Assassino serial, comendo", assim segue o cd, canalisando fúria, malícia, desespero e prazer, esclarecidos a cada página virada por citações de Marques Sade, Nietzsche, Emile Zola e por aí vai... Somados as explanações (devaneios?) ofensivas da banda. Ódio e amor fundidos, dolorosamente únicos, dance e faça o momento eterno, sacie a sede de inferno!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä012) Mukeka Di Rato - Acabar Com Você [COMPRE!]
 
Mukeka Di Rato - Acabar Com Você
  Enfim saiu o tão esperado cd do Mukeka di Rato, o terceiro já! Atenção fãs do MdR, se você é daqueles que adoram o bom e divertido hardcore do MdR, com aquelas baterias FYP, vocais berrados e letras livres de simples "potrestos" (sempre sarcásticas), este disco estará entre os seus melhores de 2002. Acabar com você já começa com a faixa-título, seguida pela já conhecida por alguns "Música sem mensagem", duas músicas no estilo que a banda já é conhecida, as músicas representam bem aquilo que o MdR sempre fez e o que vem a ser este novo cd, assim como "Eta fogo" e "Obrigado Deus pelas empresas que melhoram meu viver". A maioria das músicas tem aqueles hardcores bem rápidos, com vários vocais diferentes. Mas tem músicas como "Televisão", para aqueles que gostam de músicas como "Minha escolinha" e "Nossos filhos". E "Nuderval" que é um reggae, daqueles lentos, mas bem lentos... claro que não é bonito! Imagine um reggae, e com a voz de um monstro acordando, é isso. As coisas que mais me agradaram neste novo cd foram os vocais feitos pelo Bebe, são bem variados e quando precisa soltar a garganta ele solta e com força! A gritaria é intensa. E não é só o Bebe que varia e faz os vocais, Mozine e principalmente Paulista (o bom e velho vocal de guri) fazendo vocais muito bons. A outra coisa é como Fresquinho tem evoluído cada vez mais, o moleque tá começando a tocar direitinho, tá aprendendo! Aos fãs de Kusta Päässä e Dr. Mobral, a última faixa é um presente de mão cheia. Talvez esta nova gravação apresente músicas mais sujas e feias, para alguns, por isso aqueles que antes apertavam o "Forward" do aparelho de som, procurando as músicas mais engraçadinhas do MdR terão que apertar mais vezes, pois desta vez o negócio está feio, bem mais feio. E espero que seja daqui para a pior.
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä011) Discarga - Happy Night Eletric Experience [COMPRE!]
 
Discarga - Happy Night Eletric Experience
  Eis aqui o primeiro cd do power-trio brasileiro mais adorado dos últimos tempos. São 15 músicas novas, seguindo a fórmula do maravilhoso EP (pela 625): hardcore jovial, vocal de guri e o melhor de tudo... muito rápido. A fórmula é perfeita e rendeu a eles elogios de pessoas de todo mundo, sim, a gringolândia baba por eles. Conheço gente da Austrália que ama Discarga! Daniel parece um menino de 12 anos que dedica parte da sua infância a cantar e tocar guitarra, some isso à bateria louca do Nino e músicas simples e diretas. Imagine uma mistura de Seein' Red com o bom e velho hardcore brasileiro. Alguns dizem que há influências de Lärm e Manliftingbanner, bem o som não é tão parecido assim, mas é provável, pois aqui no cd se encontram covers dessas duas bandas. Adoro quando bandas gravam covers, e isso é o que não falta (está na medida certa), covers de Doom e Ratos de Porão, este com participação de Jão do próprio RdP... Foda! Para quem não conseguiu acompanhar o ritmo da banda (como eu) e adquirir as coisas que eles lançaram nos últimos tempos, este cd é uma boa, eles reuniram vários sons antigos deles, isso totaliza o cd com mais de 30 sons! Perfeito, com certeza umas das melhores bandas dos últimos tempos.
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä010) Estudantes x Evil Idols [COMPRE!]
 
Estudantes x Evil Idols
  Com uma proposta altamente Rock'n'Roll, essas 2 bandas num total de 15 músicas fazem o que de mais simples e sincero existe no Punk Rock. Ou seja, nada de firulas. Os Estudantes são do Rio de Janeiro e afirmam que o nome da banda é uma alusão à banda gringa Adolescents. O som da banda remete lembranças à geração de Black Flag e Dead Kennedeys. Ao ouvir as músicas destes cariocas você poderá se lembrar de bandas de garotos novos, com sua primeira experiência com os 3 acordes, e eu acho que a intenção era essa. Suas letras abordam temas sociais de forma sarcástica, divertida. Destaque para a letra de "Brasnet Punx", onde falam de como ser "punk!?" por trás de uma tela de computador... Gravação de boa qualidade, letras fáceis de acompanhar e cantarolar sem parar. Punk Rock crú e direto. Aconselhável! Já os "EVIL IDOLS" me surpreenderam. Até então não conhecia o som dos caras. Meu, parei, babei! Drunk'n'Roll da melhor qualidade. Me senti ouvindo uma espécie de AC/DC com Sex Pistols brasileiros, sim é mais ou menos essa a mistura. Muito dançante, guitarras altamente anos 50, 2 vocais muito bem encaixados em cima do som. Destaco principalmente as 2 primeiras músicas. Nada melhor do que começar ouvindo um disco com petardos, e o som dos caras são petardos atrás de petardos. Parabéns aos "Idols". Agora é esperar por mais novidades dos camaradas, porque competência não falta.
 
Por Allan, rockeiro baixista do Jazzus, estudante de ADM, Editor do Uma Parte Zine

(läjä009) F.Y.P - Dance My Dunce [COMPRE!]
 
F.Y.P - Dance My Dunce
  Imagine o D.R.I velho. No vocal, tem um cara que tem voz de menina de 15 anos gripada e que escreve letras imaturas sobre probleminhas de 5.ª série. Adicione a tudo isso uma pitada de bubblegum mais tosco que você ouviu na sua vida. Pronto, esse é o Dance My Dunce, um clássico absoluto em se tratando de hardcore rápido e tosco. CD originalmente lançado em 94 pelo selo californiano Recess Records do vocalista da banda. Músicas rápidas e com bases que parecem estar saindo de um vídeo game estragado, vocal esganiçado e direito ao cover de Toy Dolls. Injusto destacar músicas, mas é impossivel não falar de "Dum Cos I Said So" uma das mais infantis, assim como "I Don't Wanna Sit Next To You" e "Fuck You And A Half". "Vai vender tappower só porque sua mãe vende isso também!", "Jerk Off" é o clássico absoluto da imaturidade punk tosco dos caras. Um CD que realmente mudou muitas bandas.
 
Por Fabio M, patrão e vinho podre.

(läjä008) Hellnation - Fucked Up Mess [COMPRE!]
 
Hellnation - Fucked Up Mess
  "Menino pelo amor de Deus desliga esse inferno, vou ficar com dor de cabeça!!", gritou Dona Izaura da cozinha. Numa coisa ela estava bem certa: INFERNO. Esse cd do Hellnation é uma coisa bem próxima disso, como sugere o próprio nome. Numa rápida passagem pelo Brasil, eles deixaram muita gente assustada com um set list de 30 músicas executado em aproximadamente meia hora, um show curto e grosso, e após 6 meses de atraso finalmente chega o Fucked Up Mess. Com certeza o Hellnation é uma das bandas mais rápidas da atualidade, mas por favor, não confunda, isso não é grindcore, isso é thrash, como eles mesmo gostam de ser chamados. Kings of the motherfuckin thrash! 24 músicas que de tão rápidas e coladas, parecem ser apenas uma, com certeza um dos melhores cd's da Nação do Inferno. Dê mais essa dor de cabeça pra sua mãe também.
 
Por Fabio M, patrão e vinho podre.

(läjä007) Os Pedreros - Hard Rock Dreams [COMPRE!]
 
Os Pedreros - Hard Rock Dreams
  Dificilmente eu escrevo minhas resenhas direto no computador. Sempre as faço no papel, onde sai a base dela, isso depois de ter ouvido o disco/fita 3 ou 4 vezes. O negócio é que este cd d'Os Pedreros eu já havia ouvido uma porção de vezes, ele estava sempre tocando em meu som quando eu conseguia parar em meu quarto por algum tempo. Eu o ouvi até enjoar. Por isso vim direto ao computador e comecei por ele. Deixei o cd rolando enquanto navegava um pouco. Sempre que terminava de ler me pegava no ritmo das músicas e às vezes até cantando. Este trio capixaba faz de suas canções simples uma das coisas mais divertidas para se ouvir aqui no ES. Acho que a maioria das pessoas que está lendo esta resenha já deve ter ouvido alguma demo deles e sabe o que estou falando. É punk rock como Queers, Ramones e Riverdales: 3 acordes + letras sobre cerveja e garotas. Os refrões são fáceis, grudentos por isso que eu me pego cantando. As frases são sempre pérolas que te fazem rir. Ouvir Zuzu e Mozine se esguelando para cantar algo razoalvelmente bonito é divertido, porém eu também gosto quando eles encarnam um estilo F.Y.P. de ser e aceleram o punk rock, fazendo da melodia algo nada bonito. Este cd reúne os maiores hits da banda, mais alguns sons novos. A qualidade do som está 10, assim você pode ouvir músicas como "Pôxa", "Just a copy", "Carol", "Amor é muito bom", e outros mais com uma qualidade legal. Sem contar as músicas como "Eu odeio trabalho", "KLAU" (o que isso significa?) e "Heavy metal night!". A arte não poderia ser de outro jeito, tinha que ser como a clássica demo tape. Aquele Pica-Pau medonho, com os mesmos traços de antes, caminhando com sua prancha de surf pela praia. O encarte é aquela qualidade de mimeógrafo, com tudo escrito de uma maneira F.Y.P. de ser. Ah, esqueci de dizer "Heavy metal night" é o mais novo hit, e com certeza a melhor do cd.
 
Por Allan, rockeiro baixista do Jazzus, estudante de ADM, Editor do Uma Parte Zine

(läjä006) Merda - Curtição Dos Jovens [COMPRE!]
 
Merda - Curtição Dos Jovens
  9 meses é o período para um gestação ou de uma prisão de ventre? Alguém consegue responder? No caso da Läjä, isso é uma incógnita, pois apesar de ter que esperar 9 meses para que o cd saísse, o resultado não foi criança, foi MERDA. Isso mesmo, m - e - r - d - a. Mas o que leva um ser a dar um nome desse para uma banda? Vai saber! Bom, este é o primeiro lançamento de uma banda bem nova aqui no ES. A banda é tão nova que até hoje só fizeram um show. Este power trio mostra-se bem insano e com idéias maléficas. Aliando letras sarcásticas e às vezes nonsense, com samplers que servem para ilustrar o tema de cada letra. É quase um sampler por música. Eu não sei o que passa pela cabeça desses 3, mas tenha paciência para ficar ouvindo tanta imundice para colocar em um cd. Você ouve vozes da Malhação, depoimentos de rádio crente e até de discos de histórias infantis. O som mostra muita mistura de gostos, indo de influências da banda paulista TPM, até a velocidade e diversão de bandas como Fuck on the Beach e Romantic Gorilla. Este amor ao hardcore japonês é percebido em "I Love Japanese Bands". Músicas ofendendo à igreja, os olhos da cena, trabalho e padrões de beleza. Agora a banda está voltando à ativa e promete irritar os ouvidos de muita gente. O encarte é bem divertido, cheio de colagens.
 
Por Allan, rockeiro baixista do Jazzus, estudante de ADM, Editor do Uma Parte Zine

(läjä005) Mukeka Di Rato - Pasqualin Na Terra Do Xupa-Kabra [COMPRE!]
 
Mukeka Di Rato - Pasqualin Na Terra Do Xupa-Kabra
  Esse primeiro registro do Mukeka em cd é simplesmente clássico! São 23 porradas hardcore (mais as "surprises" do final) pra não deixar pedra sobre pedra! A banda detona letras bem ácidas e críticas, sem cair pro lado "engraçadinho" da coisa! Ninguém sai ileso da metralhadora do Mukeka, "Deturpação Divina" tem uma letra maravilhosa sobre a igreja e seus dogmas, "Mék Kâncer Feliz" impera o nojo e a insatisfação perante essa "máquina dominadora", "Skaratáfeliz" é um hino anti-homofóbico, uma verdadeira prova de coragem diante dessa sociedade machista em que vivemos. Fora as tantas outras "rajadas" conscientes. Som de atitude feito por quem tem pra quem tem.
 
Por Richardson Tibiu, Folha Teen SP e Bênflo com conhaque

(läjä003) Mukeka Di Rato - Gaiola [COMPRE!]
 
Mukeka Di Rato - Gaiola
  Com uma demasiada melhora na produção, tanto na parte musical, quanto na parte gráfica (o encarte é recheado de fotos) o Mukeka mostra que evolução é algo que se aplica ao hardcore também! Se no "Pasqualin..." a porrada imperava, em "Gaiola" a banda mostra sons inusitados (e lindíssimos) como "Homem-Borracha" (com a participação de Rodrigo, vocalista do Dead Fish) e "Nossos Filhos" (com a participação de Gazú, do Sandina), além de "Perda" (que a letra foge dos padrões da banda). Mas não pense que a parte crust foi deixada de lado, ela é mantida, inclusive com as inclusões de Bebê, o "cantor lírico" do Dr. Mobral. A velocidade "acelerada" continua firme e forte, como em "Cobra Criada", "Vitória Poluída", "Pressão Total", "Maçã", "Mickey" e por aí vai. Ao todo são 16 rajadas em menos de 22 minutos. Depois desse cd o hardcore nacional nunca mais será o mesmo!
 
Por Richardson Tibiu, Folha Teen SP e Bênflo com conhaque 

(läjä002) TPM - Trabalhar Para Morrer [COMPRE!]
 
TPM - Trabalhar Para Morrer
  Tosco, feio... DEMAIS! Sim, muito bom o 1º cd desta banda paulistana! O som é punk rock espontaneamente mal tocado, sujo, mas muito cativante. A entrada do novo guitarrista fez com que o som ficasse mais pertubante ainda, apesar de muitas vezes ser sem distorção, são guitarras loucas, perdidas no meio das músicas, vocalzinho gralha e acho até que elas (e ele) não se importam que eu diga que é tosco. São 21 sons onde eles aprontam de tudo nas músicas. Os destaques ficam para as faixas "Noisecore brutal urso punkinho gralha", "de que lado estão suas mãos", "cansada de gritar", "sociedade", "from hell" e "racismo". A capa é bem bonita, o encarte bem simples, mas acompanha as letras. Considerada por muitos como a banda mais espontaneamente punk dos últimos tempos.
 
Por Allan, rockeiro baixista do Jazzus, estudante de ADM, Editor do Uma Parte Zine