(läjä094) Boom Boom Kid - Gatinho Preto Maula [R$ 13]
 
Boom Boom Kid -  Gatinho Preto Maula
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä089) Tropiezo / La Virgen del Pozo – Vinil 7” [R$ 15]
 
Tropiezo / La Virgen del Pozo – Vinil 7”
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä088) Muzzarelas - We Rock You Suck! [R$ 10]
 
Muzzarelas - We Rock You Suck!
  Em breve...
 
Por Läjä

(läjä087) Broken Brasilian Bones in Europe - DVD [R$ 20]
 
Broken Brasilian Bones in Europe  - DVD
  Em breve...
 
Por Läjä Records

(läjä086) Conspiração Coração ao Contrário – V/A c/ Velho, Homem Elefante, Estudantes, Renegades of Punk e Ornitorrincos [R$ 10]
 
Conspiração Coração ao Contrário – V/A c/ Velho, Homem Elefante, Estudantes, Renegades of Punk e Ornitorrincos
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä084) Livro Una Gira en Sudamerica [R$ 15]
 
Livro Una Gira en Sudamerica
  Relatos de tour são quase um gênero literário. No punk, temos como um dos maiores exemplos Get In The Van, de Henry Rollins, contando os anos de boemia podre, paranoia persecutória e violência verbal, musical e corporal por trás do Black Flag. O livro de Mozine – membro do fantástico Mukeka Di Rato – conta os percalços de uma turnê pela América do Sul com o Merda, seu trio de hardcore tosco (como se Mozine tocasse outra coisa na vida...). Com o talento que lhe é peculiar, o autor traça um bom (e divertido) retrato do que uma década de trabalho sério no underground constrói. Ou seja: quase nada! Una Gira mostra o perrengue nem tão brabo assim (quem viveu o punk nos últimos 15 anos sabe que as coisas já foram bem piores) do trio, metidos em um carro apertado, cheio de discos e materiais promocionais, fazendo shows no interior do continente, dormindo na casa da mãe de amigos, o “boicote” de punks bobos, as bebedeiras, as centenas de coxinhas frias consumidas em postos rotos na estrada e, toque autoral tratando-se de Mozine – um administrador de empresas do mundo bizarro, que trocou o escritório confortável pela ralação em um selo e a manutenção de bandas de rock podrão –,a neura com dinheiro e vendas. Como o próprio autor ironiza, “rock de comércio”. Bem-vindo à realidade do punk nativo. Como nos melhores relatos do gênero, é possível sentir-se como um quarto membro dessa zona toda.
 
Por Arthur Dantas

(läjä083) Split Merda/DFC - O Ludo de Satã [R$ 10]
 
Split Merda/DFC - O Ludo de Satã
  Mais um lançamento audacioso nesse fim de ano de 2009, duas bandas já consagradas no underground tupiniquim dividindo um split. De um lado temos o conjunto de música rock Merda diretamente de Vila Velha/ES abrindo o play com 06 sons inéditos que com certeza são candidatos a hits do cancioneiro popular; começando pela canção de singelo nome "O Crack é muito gostoso!" um hardcore tosko com uma pitada de "jazz/lounge" ou coisa que o valha e a letra é uma atração a parte, na sequencia "Ser humano inútil de burro", essa um retrospecto da existência sem precisão do ser humano no mundo, e no embalo do rock vem uma música totalmente dedicada aos esportes radicais "Eu nunca andei de Skate" (sucesso total!), "Me deixe em casa trancado com um animal" é um grito de rebeldia contra os bons costumes já Nagybüdöslofaszt (que conforme explicado no encarte significa na Hungria: "O grande e imundo pau do cavalo) é cantada em inglês e encerrando a participação dos canelas verdes vem "Miguel" um sambinha safado no melhor estilo "Velha Guarda da Mangueira" pra Mussum nenhum botar defeito, (música essa que é uma humilde homenagem à Miguel guitarrista do DFC). Que conforme citado vem diretamente da capital federal com 9 sons, sendo que 6 desses sons são releituras de "clássicos" da banda que foram lançados no primeiro disco "Tchan Nan Nan Nan" de 1996 como: "Corroído pelo Ódio", "Mente Pertubada", "Pau no cu do Capitalismo em posições obcenas" entre outros sucessos, mas com uma pegada muito mais violenta como o de costume vale a pena conferir; e 2 covers; um do Besthöven e outro do Karne Crua e uma música(?) instrumental. Mas o atrativo desse split não são as bandas e sim a interatividade banda/público proporcionada. Já no encarte pode-se perceber um jogo de Ludo, sim o mesmo jogo de tabuleiro tão popular quando eu era criança, mas aqui ganhou o belo nome de "O Ludo de Satã" que também da nome ao disco. As regras do jogo são básicas e óbvias: se você conseguir chegar no inferno você ganha e ficar no céu e virar testemunha de Jeová você se fode, simples como jantar no MacDonald´s, mas isso não será possivel sem antes você cruzar pela sua jornada em busca do tinhoso coisas como "fazer sua primeira tatuagem satanista" ou "assasssinar os próprios pais", o jogo é para até 6 pessoas e você pode optar por ilustres figuras como "Rafael Pilha", "Fábio Assunção", "Amy Winehouse", "Kenny G", entre outros, você só precisa de mais um besta para jogar com você, comprar um dado e destruir o encarte, um jogo para toda a família com um bela trilha sonora, unindo o útil ao agradável, um grande presente de natal.
 
Por Testa - http://empreitadaperigosa.blogspot.com

(läjä082) Os Pedrero - Sou Feio Mas Tenho Banda! [R$ 12]
 
Os Pedrero - Sou Feio Mas Tenho Banda!
  Sim! O lançamento mais aguardado do ano de 2009 já está nas lojas e pronto para deslanchar nas paradas de sucessos do mundo afora, mas isso vai ser assunto para um próximo post, porque hoje a resenha é sobre a banda mais suja e bêbada do rock n roll brasileiro, diretamente da orla do coqueiral de Vila Velha para o mundo, sim eles voltaram, Mr. Rotten Wine, Tony Powzer, Johnny Larva e Smelly Boy e seu novo lançamento que leva o belíssimo nome de "Sou Feio Mas Tenho Banda". O disco foi gravado no ano de 2006 e só foi lançado agora (!), quase 3 anos depois (marca da entrada de Smelly Boy na bateria), muito tempo para os carentes de canções românticas beirando o brega e o punk rock; o disco começa com a faixa "A iniciação de Cristina" e segue com "Eu te Odeio #3", ambas já haviam sido disponibilizadas na web, então as canções inéditas começam a partir da faixa número 03 "A vingança do último romântico", essa um bubble gum maravilhoso com toda a suavidade de Tony Powzer, a música quase bera o maistream com o vocal "bonito" de Philipe guitarrista do Dead Fish mostrando toda sua bela melodia, disco segue com a música que da título ao disco "Sou feio mas tenho banda" é candidata a hit, (essa é uma das músicas que mais me faz lembrar minha cidade natal a bela São José do Rio Preto e as garotas rockeras) ouça e descubra, a sonoridade "Pedreristica" permanece nesse disco como em todos os outros mas com um "rumo" digamos assim parecidado com o "O Motoqueiro Doido", as letras como sempre relatam amorzinhos bonitos/bebida/vingança como em "Mulher Satanás" e "Egoísta", o disco ainda tem uma versão de uma música do Teengenerate do som "Mess me Up" que aqui ganhou o nome de "Vamos zoar gatinha" que tem a participação de Kaka da banda Catchside e como se não bastasse ainda há uma homenagem a Adelino Nascimento, cantor brega falecido em 2008 que deixou a música romantica mais triste, esse som ainda conta com a participação de Jimmy do Matanza, a música que leva o nome do cantor na verdade se chama "Meus olhos estão chorando" o único ponto negativo desse disco na minha humilde opinião é a ausência dos desenhos de Mr. Rotten Wine ilustrando as letras das músicas. A produção ficou por conta de Rafael Ramos e o lançamento foi uma parceria dos selos: Laja Records, Ideal Recs, Pisces Records e MCR Company (Japão). Em suma "Sou feio mas tenho banda" é um disco para quem gosta de rock romântico tem ódio no coração, bebe cerveja e odeia calças apertadas ultra-coloridas e óculos com armações vermelhas e sabe que a cena independente por mais que tentem maquia-lá ainda tem bandas sinceras que deixam os jovens felizes.
 
Por Thiago a.k.a Testa 258

(läjä081) Tropiezo - Creando Nuevos Enemigos  [R$ 13]
 
Tropiezo - Creando Nuevos Enemigos
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä080) Presto - Comportamento Macabro [R$ 13]
 
Presto - Comportamento Macabro
  "...Você não se cansa de ficar nesse quarto ouvindo alto esse barulho?..." Indaga a Sra. Maria Elena, também conhecida como minha mãe. Em algo ela está correta, barulho do inferno o novo disco do Presto? - Comportamento Macabro, 5º disco da carreira de uma das bandas mais barulhentas do hardcore brasileiro, em uma primeira "ouvida" percebe-se algo diferente, o fato de muitas músicas com mais de 1:00, quem conhece a banda sabe do que se trata (músicas mais "extensas" já tinham sido divulgadas no Split com o DFC - Inferno na Terra) ao todo são 18 sons muito bem elaborados, uma disgraça sem fim, crust/hardcore/grind/metal/crossover, variações vocais e muita velocidade, a gravação perfeita, guitarras com chifres, baixo e bateria sincados, do jeito que o diabo gosta, já as letras podres dando um chute no cu da cultura pop e da sociedade ora em português, ora em inglês, indo completamente contra a maré mainstream do "rock" atual, com toda podridão humana vindo a tona, a arte gráfica fala por si só, logo pela capa pode-se comprovar a falta de Jesus no coração desses meninos, com certeza "Comportamento Macabro" foi um dos lançamentos mais aguardados e mais satisfatórios do ano pra quem curte música pesada, o lançamento ficou por conta da Laja Records e a repercussão do disco foi tão boa que a banda ainda conseguiu uma indicação ao VMB 2009 na categoria Hardcore. Numa época de gritinhos sintetizados, roupas extra-coloridas, passeios de balão e muita maquiagem, ainda há uma esperança para quem gosta do verdadeiro hardcore e entende o que essa palavra significa e é melhor ainda saber que muitos ainda apostam nesse barulho e não vão deixa-lo morrer tão cedo.
 
Por Testa - http://empreitadaperigosa.blogspot.com

(läjä079) Drakula - Comando Fantasma [R$ 7]
 
Drakula - Comando Fantasma
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä078) Mukeka di Rato / Vivisick - Split CD [R$ 12]
 
Mukeka di Rato / Vivisick - Split CD
  Breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä077) Fuck On The Beach - I Have Never Seen Myself [R$ 10]
 
Fuck On The Beach - I Have Never Seen Myself
  O novo disco do FOTB segue tão barulhento e infernal quanto o lançado anteriormente aqui no Brasil, "Slap A Ham Twin Best", mas talvez menos grind/fast-core, pois aqui as músicas estão melhor estruturadas, mais com começo/meio/fim.

O espirito é o mesmo, música punk veloz e imunda, gritada em plenos pulmões, tudo isso em 15 faixas que somadas dão 21 minutos de barulho. Este é daqueles discos que deixam a Maximum Rock N' Roll orgulhosa.

 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä076) Handsome and The Heartbreakers [R$ 6]
 
Handsome and The Heartbreakers
  Que o Mozine, dono da LäJä Records, não é uma pessoa normal, muita gente sabe, mas poucos sabem como ele pirou de vez ao lançar este, no mínimo, curioso EP.

Em suma, aqui temos o tal Handsome (que se não estou enganado, é integrante do Fuck On The Beach), tocando canções pop/românticas em japonês, sendo que a primeira das 4 do cd, "Ano Toki", é uma releitura de "Quando" do Roberto Carlos.

O nível de surrealismo aqui é alto, e o disco vale por isso, uma piada sem compromisso e, pasmem, de alta qualidade pop.

 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä075) Split CD - Naifa / Morto pela Escola  [R$ 7]
 
Split CD - Naifa / Morto pela Escola
  Muitos são os sons nacionais que fazem minha mente nos últimos tempos. Este split reúne duas bandas com muita personalidade e que empolgam muito, quando o assunto é um som punk bem honesto e sem maiores pretenções. O power trio Naifa destrói um punk rock fudido com influências de bandas como Cólera, Naked Raygun dos primeiros discos e Youth Brigade. O Morto pela Escola segue a linha da "escola da tosqueira", tradicional das maravilhosas bandas do Espirito Santo, então imaginem uma bizarra mistura entre Reagan Youth e Mukeka Di Rato. As duas bandas apresentam letras inteligentes e criticas, abrilhantando ainda mais o petardo. Grande trabalho gráfico também. Se depender de lançamentos como este, a coisa ira pegar fogo aqui durante décadas a fio!! Recomendo!!
 
Por Mauricio Boka - Peculio / RxDxPx

(läjä074) Leptospirose - Mula Poney [R$ 12]
 
Leptospirose - Mula Poney
  Esta é uma das mais interessantes coisas que apareceram ultimamente em território nacional. Sem compromisso com porra nehuma, simplesmente fazer um som barulhento, demente, deselegante e marginal com letras sarcásticas. Esta é a proposta do power trio Leptospirose, do interior do estado de São Paulo.

Influências vão desde The Who ou Black Sabbath até Dead Kennedy´s ou Black Flag.
Punk rock, rock, hardcore, tudo extremo, executado por músicos muito competentes, cheios de adrenalina e vontade de fazer um show destruidor, como já presenciei várias vezes.

Isto sim é algo que vale a pena conferir, é exatamente a antitese de moleques idiotas, com ar de tristes e mal amados, lamentando o carro novo do papai ou o apartamente de diamante onde vivem.
Leptospirose na veia!! Rock marginal!!

 
Por Boka - Ratos de Porão

(läjä073) Mukeka di Rato - Vila Velha 95-96 [R$ 13]
 
Mukeka di Rato - Vila Velha 95-96
  Em formato digipack, este álbum compila as duas primeiras demos do Mukeka Di Rato, e por incrivel que pareça, com qualidade audível. Recuperado de duas fitas, de 95 e 96 respectivamente, como o título do cd denuncia, aqui estão as primeiras versões de músicas que viraram clássicos do MdR, como "New Wave Índio", "Minha Escolinha", "Mc Câncer Feliz", "Zé é Mau" e "Nazi Tolices".

A simplicidade e a 'tosqueira' das músicas estão aqui em sua melhor forma, deixando um registro histórico para a posteridade do hc nacional. E quem diria que na época em que estas músicas foram gravadas, estes garotos de vila velha iriam excursionar até no Japão? Pois é, "o mundo dá voltas", já dizia o outro.

 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä072) Nerds Attack / Nossa Vingança - Split CD [R$ 10]
 
Nerds Attack / Nossa Vingança - Split CD
  Os bons e velhos splits de hardcore continuam vivos, formato este que parece que só funciona mesmo na linhagem mais extrema do hardcore/punk. Aqui os conjuntos Nerds Attack e Nossa Vingança dividem o cd, mas não o gosto do ouvinte, pois ambos seguem os caminhos do fast-core com letras de protesto em português, sendo que o Nerds Attack faz letras mais absurdas, caso de "N3rds Ultra Reveng3" (genial, um ode aos geeks) e "Pirataria, O Robin Hood Do Séc XXI" (letra que trás a máxima "Então pirateie, crackeie, pois o preço vai sempre subir").

São 25 faixas em 23 minutos de disco. Acho que deu pra entender o espírito da coisa né? Rápido, sujo e agressivo. Ainda bem.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä071) Cupables - Va por Mal Camino [R$ 13]
 
Cupables - Va por Mal Camino
  Passaram-se três anos de seu primeiro full length e eis que os uruguaios do Culpables nos brindam com o sucessor de "En Los Nervios". A parceria entre os selos Rastrillo e Läjä continua em "Va Por Mal Caminho" e ganha a UMI Argentina (Union de Musicos Independientes) como aliada. O quarteto vizinho continua com aquela pegada punk garageira, só que, definitivamente, algo foi colocado nas bebidas deles, o que resultou em músicas menos rápidas que outrora e fuzz, meus amigos, guitarras tinindo! Sem querer usar aqueles chavões horríveis, mas o amadurecimento de Matías Singer (voz e baixo), Zelmar Borras (guitarra), Gonzalo Petersen (guitarra) e Carlos Priario (bateria) é impressionante. O clichê é mais que justificado através de ótimas canções como "Espacial", "Leones" (cowbell!) e "Vil".

A primeira do CD é "Malevo" e seus riffs contagiantes, anunciando que diferente do título do disco, os hermanos se dirigem para um bom caminho, o do stoner rock. Claro que sem abrir mão do background proto-punk & rock and roll, dispensando pirações hippies alucinógenas - ok, algumas, porém mínimas e contidas - e esbanjando a crudeza punk de antes, como marcam "Inocentes", "Automático", "Rencor" e "Fuego".

"Solar" começa lembrando o pique dos velhos tempos, mas uma viagem sonora surge no ar e riffs entortam e entorpecem os então desavisados ouvintes, a transformando em uma das minhas prediletas. "Caliente", "Necesito" e "Piedra" são outras que até carregam o andamento acelerado dos Culpables de antigamente, porém agora trazem um elemento surpresa, que pode ser um dedilhado, um solinho ou uma boa quebrada no tempo.

Se antigamente as músicas não chegavam aos dois minutos, agora o improviso está liberado e "Buscado" passa um pouquinho dos quatro minutos - sem que torre a paciência do agora já hipnotizado ouvinte. Este, a essa altura está querendo mais é se enveredar pelo mal caminho.. e a culpa é deste uruguaios!

 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä070) Vivisick - Respect and Hate [R$ 13]
 
Vivisick - Respect and Hate
  Quase tudo na música japonesa é levado ao extremo, o pesado é muito pesado, o glam é muito glam e assim por diante, mas o Vivisick meio que foge a esta regra, a não quer que ela seja 'o vivisick é muito mukeka di rato'.

Um disco de luxo, com um encarte fantástico, arte gráfica primorosa, encardenam um total de 10 faixas doentias, velozes, recheadas de berros com voz de moleque e pseudo-refrões, uma espécie de "Gaiola" japonês.

Tudo soa muito bem, mas a faixa 4, "We Are Not Punk", extrapola, é de longe a melhor faixa do disco, com uma letra inteligente e contundente à lá "Nazi Punks Fuck Off" do Dead Kennedys. Google it! Ah sim, eu entendi a letra de "We Are Not Punk" pois o bem cuidado encarte trás as letras em inglês e japonês. Master-piece do hardcore/punk japonês, de encher os olhos do editor da Maximum Rock N' Roll de lágrimas.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä069) Hit Me Back (importado) - Tambourine Thrashed Souls'n'Roll Songs  [R$ 13]
 
Hit Me Back (importado) - Tambourine Thrashed Souls'n'Roll Songs
  Os californianos do Hit Me Back, que recentemente tocaram pelo Brasil, mostram neste disco 10 faixas que me remeteram logo ao grande Good Clean Fun, nem tanto pelas letras, mas mais pela musicalidade e postura de tiração de sarro.

As canções são basicamente fast-core, mas no espirito oba-oba rola hard rock, ska e o diabo a quatro, para ilustrar o espirito zombeteiro que domina o disco. O álbum é simples e direto, tanto na embalagem quanto no conteúdo, mas sacia os fãs do estilo e mantém o espirito DIY em voga.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä068) Discarga - Música pra Guerra [R$ 13]
 
Discarga - Música pra Guerra
  Lembro quando tudo escrito a respeito do Discarga vinha acompanhado de alusões a Discharge (ok, isso faz tempo!), Lärm, Seein' Red ou Manliftingbanner. Acredito que com "Música Pra Guerra", o trio afaste de vez qualquer tipo de comparação. Em seu terceiro CD, Daniel (voz/guitarra), Juninho (baixo) e Nino (bateria) mostram que através de sua personalidade deram uma importante contribuição ao hardcore, fastcore ou thrashcore - fique à vontade com rótulos, isso pouco (ou nada) importa, até porque o título deixa bem claro: a música é pra guerra e não pra vender. O que sempre me impressionou neles é que possuem autenticidade, se jogá-los numa coletânea com bandas do mundo todo que seguem a mesma linha, o Discarga vai se sobressair de algum modo. Até porque a voz do Daniel é inconfundível. Lançado em CD pela Läjä Records por aqui, no Japão via Karasu Killer e nos EUA pela 625, o disco é daqueles que os "punks de internet" vão se arrepender de baixá-lo ao invés de tê-lo em mãos.

A arte é caprichada, o encarte ilustra as referências mais distintas que o Discarga tem, indo de Minor Threat e Fogo Cruzado ao livro "Escuta, Zé Ninguém", escrito nos anos 40 pelo psiquiatra e psicanalista Wilhelm Reich. Isso tudo colocado ao lado das letras, inclusive ao de "A Bomba", livro de Frank Harris, que está acompanhando "Batendo Cabeça" - esta chama atenção pelo modo simples e eficaz que o tema é exposto. Se é da velocidade deles que você gosta, há uma batelada pra te agradar: "Repressão Subliminar" (com uma introdução interessante), "Ilegal", "Processo Sem Retorno" e "Explorar Para Esgotar", por exemplo.

Até quando eles não tocam rápido a coisa fica boa, dá uma escutada em "O Agora", "No Brain, No Gain" e "Somente Mais Um Número", aliás, que guitarra é aquela? "Teor Alcoólico" até começa rápida, mas dá uma alternada, outra que mistura o andamento é "...Livre Então".

O Discarga foge do óbvio e isso fica cada vez mais claro, seja com a participação de Mauricio Takara e aquele final maravilhosamente destoante em "O Porque da Violência...", o discurso ("Hate") de Tahani Salah (quem quiser dar uma conferida no original: clique aqui) ou "Sob Influência". Esta tem a participação de Roger (percussão), Rei Leão (trombone) e Coruja (sax), do Skarrapatos-Ko (www.myspace.com/skarrapatosco), e a as influências de black music (inclusive brasileira!), soul, dub, rap e reggae. Torço pra um dia eles lançarem um álbum só nessa pegada, quem sabe com outro nome, Dubcarga é minha sugestão!

"Música Pra Guerra" - que foi lançado em vinil pela Läjä, Thrashbastard, na Alemanha, e Refuse, na Polônia) - tem ainda um bônus luxuoso, que é a parte do Discarga no split com os espanhóis do H-Zero (www.myspace.com/hzerobcn), que foi lançado pela Mindless Mutant.

O mínimo a ser dito sobre o Discarga depois de ouvir essas 23 faixas é que eles continuam se superando... Dá até medo de imaginar o que vem pela frente!

 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä067) Mukeka di Rato/Hero Disonest - Burzun Marley [R$ 10]
 
Mukeka di Rato/Hero Disonest - Burzun Marley
  Em breve...
 
Por Läjä Rex

(läjä066) Estudantes - Album! [R$ 10]
 
Estudantes - Album!
  This is one fucking cool record. Sounds like a blend of old US punk with bits of Brazilian punk mixed in there. Snotty vocal delivery and catchy songwriting make this a great listen. Nice stark silk-screened cover with minimal graphics adds to the whole package here. Now, onto the bad stuff. This really good record with cool art (and did I mention that it is on yellow vinil?) hás a major flaw. There are only 100 fucking copies in existence – now isn´t that cute? Good luck getting a hold of this.

Este disco me custou vinte dólares, o que é muito, muito mais do que eu normalmente gastaria em um lançamento, mas era somente um em apenas cem cópias e teve de ser especialmente pedido do Brasil. E valeu a pena cada dólar – um som clássico de snotty hardcore feito da forma mais excitante, de maneira frenética, fodidamente contagioso e radicalmente straight-up. Eu adoraria vê-los tocar. Não é genérico ou cansativo, definitivamente não é o tipo de pessoas tentando ser algo que não são, somente o ótimo hardcore ao estilo SoCal. Vindo de alguém que está inteiramente cansada de movimento de revival, eu realmente recomendaria você pegar um disco deste a todo custo.

 
Por Martin Sorrondeguy, Maximum Issue #294, november 2007

(läjä065) Concre - Concre [R$ 7]
 
Concre - Concre
  Débil, totalmente débil. Isso é o Concre. Em resumo, o som deste trio japonês seria uma cruza bizarra entre o Atari Teenage Riot, com o Ministry, algo de EBM e trilha de algum mangá adulto. São batidas eletrônicas, guitarras metalizadas e um vocal insano que percorrem as 6 faixas do álbum, que incrivelmente, em sua versão nacional, vem como o original, com tudo em japonês, o que torna o produto ainda mais curioso. Os fãs do Digital Hardcore já podem separar um espacinho na estante para este artefato, que já vale e muito, somente pelo fato audacioso de ter sido lançado no Brasil de forma independente. Parabéns Laja, parabéns Pisces.
 
Por Wladymir Cruz

(läjä064) Alarme - Starving Wolves and Death Machine Inc. [R$ 10]
 
Alarme - Starving Wolves and Death Machine Inc.
  Diretamente de Barra Mansa, o Alarme segue a cartilha do crossover, lembrando nomes como Ratos De Porão (principalmente), Poison Idea e claro, os mestres, DRI. São faixas rápidas e pesadas que mandam seu recado sem virgulas e sem grandes novidades, mas também, este é um estilo em que a fórmula garante o sucesso aos apreciadores.

Na cena crossover, o Alarme é uma banda (impossivel não fazer o trocadilho) que ainda vai ter seu nome soando bem alto.

 
Por Wladymir Cruz

(läjä063) Guitarra e Ossos Quebrados de Quique Brown - Livro  [R$ 15]
 
Guitarra e Ossos Quebrados de Quique Brown - Livro
  Duas bandas de punk rock, uma turnê pela Europa e muito mais que histórias divertidas. Lugares históricos, contatos com pessoas de todos os estilos, experiências divertidas e inéditas. O primeiro contato com o livro me soou inusitado, o nome idem, mas à medida que um amigo me relatava a história dos amigos e me passava um exemplar as mãos - não hesitei em ler. Por mais que você possa a vir imaginar, que o que acontecerá nas páginas seguintes será previsível, você se surpreende por não ser.
O relato é divertido, o autor se entrega às emoções e cria o clima. Conforme se avança às páginas, a sensação que se tem é de que você esteve na turnê com eles, que viveu cada minuto com os músicos e participou de todas aventuras descritas ali. Um adendo a ser feito, é sobre as imagens. Inseridas cuidadosamente no interior do livro, entre capítulos e textos, cria-se um clima ainda melhor para a leitura, proporcionando a viagem completa.
Guitarra e Ossos quebrados não pode ser definido apenas, como um diário de bordo de uma turnê show, com um final quase trágico. Vai além, e o revisor percebeu isso, teve a sensibilidade de manter o texto igual ao manuscrito inicial e isso torna o livro ainda mais original. Vale a pena ler, é único e divertido.
 
Por Ana Jardim

(läjä062) Muzzarelas - Beergod [R$ 13]
 
Muzzarelas - Beergod
  É sempre bom ouvir material inédito do Muzzarelas! Veteranos no cenário independente brasileiro - eles estão na ativa desde 1991 - os campineiros já dividiram o palco com grandes nomes internacionais, como Fugazi, Agnostic Front, GBH, MC5, Sick Of It All, Marky Ramone e Vibrators. Isso tudo não seria possível sem um som de qualidade, que é o que eles mostram em "Beergod", lançado pela Läjä (www.laja.com.br) e a Ataque Frontal (www.ataquefrontal.com) e com distribuição da Karasu Killer (www.karasukiller.com) no Japão. Neste que é seu sexto álbum, através de 19 faixas, o quinteto mostra o equilíbrio de suas variadas influências, que inclui punk rock, metal e bubblegum, além de cultura trash e muita cerveja. Para comprovar isto, basta ouvir "The Hammer" (e sua alma metaleira), a veloz "V.C.N.S.C.", "(Oh nonono) Ain't Ready To Go" e a ótima "Pig Master". Sabe quando você não tá interessado que um vocalista te berre no ouvido o que é certo, o que tá errado ou como a vida é dura?! Então, eles sabem como faz canções exatamente para esses momentos, pra você simplesmente abstrair das mazelas do mundo. As faixas não parecem estar ali por acaso, seja pra cantarolar ("Fly In The Brain", "Trashmen Strike", "Maggots N'Cream" e "Tell Me It's Ok"), bater cabeça ("All Humans Are Gonna Die Tonite", "Desgraçado", "Speed Metal Girl" e "Death To False Posers") ou apenas deixar de música ambiente ("Gonzalo" e "Fire Cracker Johnny"). Imagine o meio termo entre Ramones, AC/DC e Motörhead, mas com uma dose caprichada de ironia, diversão e cerveja (a quem dedicam não só a faixa-título, mas também a "trilogia" formada por "Let it Beer", "Want Beer Now" e "The Last Beer Is The Best"). É mais ou menos por esse caminho que o Muzzarelas, tão bem, transita.
 
Por Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

(läjä061) Cätärro - Dance Império Dance [R$ 13]
 
Cätärro - Dance Império Dance
  Charles Bronson tocava na vitrola em dias quentes entre 2003 e 2004 e 4 pessoas que tinham apetite pela música rápida unem suas desconexas aptidões musicais nas ruas sujas de Mossoró fundindo suas doenças, seus râncores e sorrisos em algo que chamaram Cätärro. Essas vielas semi-áridas de concreto foram o abrigo para as inquietações dessas 4 pessoas que transformaram suas afinidades pelo punk rock e seu interesse pela cultura transgressiva em possibilidades reais de através de suas músicas viverem sua pretensa diversão, percorrerem maior número de lugares, tocar maior número de pessoas, espalhar seu ódio, espalhar seu amor, espalhar seus desvios, suas doenças e suas palavras. Dançando sem hora para parar e lançando em outubro de 2007 seu 1º cd Debut chamado "Dance império, Dance!", lançado por selos espalhados por todo o Brasil.
 
Por Läjä Rex

(läjä060) Slpit EP Merda/Leptospirose - Lecker [R$ 8]
 
Slpit EP Merda/Leptospirose - Lecker
  Duas banda doida do caralho, dois power trio, mas nao sei mais, porque agora acho q fnalmente o merda vai ser quarteto, os trapalhoes. a capa eh muito bonita e foi feita sob medida pelo artista alemao Paul, famosos RRR, baixista do tangled lines. muita unidade em todo split, as duas bandas estao inseridas e fazem uma obra unica e nao um amontoado de musicas, monstram intimidade, identidade musical, e amizade, as musicas se interagem, as gravacoes sao sujas e maravilhosas, as letras pra pessoas inteligentes, parecem ser burras, mas para pessoas burras e loucas, ou que tem um grau de percepçao maior, verão que as letras sao grandes sacadas que pessoas que se consideram inteligentes nao tem a minima capacidade para entender, um grande lançamento historico, que foi feito para uma tour que seria historica, estava sendo, e acabou de forma tragica, por isso acabou ficando mais historica ainda, e desse ep split, e tour, ainda surgirá um livro, e um dvd, e um cd split ao vivo dos poucos shows (e otimos) que foram registrados na gringa, e o preço esta abaixo da media de qualquer outro cd, entao, compre, ou então, ficará sem, pois nao será reprensado, e boa parte dele ja ficou no japao e europa.
 
Por Läjä Rex

(läjä059) FYP - Toilet kids Bread [R$ 13]
 
FYP - Toilet kids Bread
  Depois de lançar o clássico segundo álbum dos californianos do f.y.p, "dance my dunce", a läjä rékörds (www.laja.com.br) licencia da recess records (www.recessrecords.com) outra pérola deles: "toilet kids bread". O selo capixaba desta vez teve como aliados a balboa "shamil" discos (www.myspace.com/balboadiscos), a nipo-brasileira karasu killer records (www.karasukiller.com) e a declinio recordz (declinio@gmail.com). Lançado originalmente em 1996, o cd captou um momento muito inspirado do trio liderado pelo ex-skatista todd congelliere. Nele o vocalista/guitarrista assina todas as letras, com exceção de "fuck authority" do raw power que eles transformaram em "raw potore" e num berreiro desenfreado. Segundo nota no encarte, a canção apareceu na coletânea "welcome to 1984" e além de ser a melhor música era, na opinião deles, a melhor música de hardcore já escrita. Se estão falando sério ou sendo sarcásticos não dá para saber, porque tudo no f.y.p é meio assim. A imaturidade (no melhor dos sentidos possíveis) é a marca registrada da banda, seja através das letras, dos vocais extremamente desafinados ou dos desenhos que parecem tirados do jardim da infância. É uma pena que o grupo acabou, mas pelo menos deu a luz ao toys that kill (nome de seu último álbum, lançado há oito anos) e deixou mais que um punhado de boas canções, mas hinos toscos e com personalidade marcante. Quando era pra soar crus, eles faziam "impecavelmente" - como em "beat you with a plunger", "one lump or two" e a seqüência "sweetning your gas tank" e "drown a metermaid" - , se desse na telha de tocar um bubblegum, mesmo que não tão bonito quanto as demais bandas, saía de uma forma tão espontânea que contagiava - como "all grown up", "new york city" e "audrea lee" (com um xilofone). "toilet kids bread" tem momentos geniais, como "dispose me" onde todd diz fumar catnip, além de "hermit" onde ele faz lamúrias como um bebê birrento. As boas lamentações de "die young" (e sua surpresa) encerram o disco cuja produção ficou nas mãos de blag dahlia, do dwarves, então mesmo nos momentos que mais se aproximariam de algo pop a sujeira está lá de alguma forma, como crianças que recém saíram do banho e estão com seus dedinhos enterrados no nariz à procura de meleca. Hmmmm pensando bem este é o verdadeiro clima de um disco do f.y.p e acho que é por isso que eles são tão bons!
 
Por Ricardo Tibiu

(läjä058) Os Estudantes - Album!  [R$ 20]
 
Os Estudantes - Album!
  O disco, com 16 faixas, foi gravado e mixado no estúdio superfuzz por Rafael Crespo em nov/dez de 2006. O disco saiu em Junho de 2007 no antigo formato LP de 12", ou seja, a famosa bolacha de vinil. Neste caso amarelo e bem pesado, 160 gramas. Apenas 100 cópias.
A capa (bem ao estilo DYS - do-it-yoursef) foi feita em serigrafia na casa dos próprios integrantes da banda. Arte e ilustrações pelo vocalista.
Ao contrário do primeiro disco, este tem uma produção mais caprichada e o som mais tenso e caótico, das 16 músicas uma é uma versão de uma canção de Shane Macgowan (vocal do Pogues).
O som? Hardcore/punk. Nem Fastcore, nem 77style. Nem extremamente berrado, nem melódico. Letras inteligíveis com encarte, get it
 
Por Läjä Rex

(läjä057) Silverados - Volumen I [R$ 15]
 
Silverados - Volumen I
  Con solamente casi 3 años de existencia y otro tanto de antecedente (porque vale aclarar vienen de White Ventilators, Verguenza Ajena, 69 o las producciones Punk vs Rave), Silverados salen a patear el tablero entregando un disco debut embadurnado de combustible sexual, totalmente macarra, bien anfetaminico y fugaz como un rayo. Declarados fans de Motorhead, Damned, The Who, TRBNGR, Nashville Pusy, Sex Pistols, MC5, Hellacopters, Dead Boys, AC/DC o Rolling Stones y como buenos ases del rodeo, se disponen a arrasar todo aquello que se les plante delante y estan decididos a patear cientos de miles de culos nuevos o usados. Esten preparados para este furioso paseo que nos lleva de los pelos y a ritmo arrollador hacia un Cow-Punk virulento a puro R&R prendido fuego. abran paso!!! la banda ha nacido!!. Proviene de Uruguay y se comera al mundo !!!
 
Por Läjä Rex

(läjä056) Los Canos - Cada Dia Mais Limpo e Romântico [R$ 13]
 
Los Canos - Cada Dia Mais Limpo e Romântico
  O Los Canos vem da Bahia, mas em nada se assemelha às cantoras de midia locais. O conjunto mostra aqui 14 faixas que mesclam ingenuidade com podridão. Explico. Sabe aquela simplicidade ingênua da jovem guarda? Agora mescle-a com a podridão d'Os Pedrero. É mais ou menos por ai. A arte gráfica é uma das mais bem boladas que já vi no Brasil, e o conteúdo é exatamente o que se espera do visual do produto.
Letras de humor inteligente, humor pastelão e alguns toques de romantismo dão a tônica do álbum. Não dá pra levar nada a sério, mas tudo soa muito natural, principalmente quando as guitarras falam mais alto, como em "Não Dá Pra Mim Não" e "Eu Sou Mau".
Sabe aquele tipo de disco que só a Läjä Rex é capaz de lançar? Este é um deles. Ainda bem!
 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä055) Evil Idols - Can't Remember at All  [R$ 13]
 
Evil Idols - Can't Remember at All
  Ah, o tal do punk n' roll... rótulo criado sabe-se lá por quem, mas que cai como uma luva pra definir uma banda como o Evil Idols, os roqueiros mais sujos, sanguinários e na veia da capital paranaense.
Esse é somente o segundo álbum completo dos caras, que já haviam brilhado em Don't Mess With e agora, como se precisasse, confirmam que não estão aí pra ser só mais uma bandinha pelos palcos do underground: estão aí pra ser (já são) A BANDA!
Menos hard, mas mais punk e mais rock do que antes, o Evil Idols orgulha os fãs com novos petardos do quilate de "Speed Up", "Wanna Be Your Man" e "Could't Be Better". As outras nove faixas do cd também são não menos que indispensáveis e quem aprecia rockões a la AC/DC até Hellacopters, passando por punk 77 e hard rock setentista vai ter diversão garantida com esse estupendo Can't Remember At All.
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä054) Little Quail And The Mad Birds [R$ 15]
 
Little Quail And The Mad Birds
  Se você está na casa dos 20 anos provavelmente se lembra do grande Little Quail. O conjunto foi um dos mais bacanas a surgir nos anos 90, implacando alguns hits no underground e no mainstream, tudo seguindo a cartilha de um bom punk-a-billy. Após o lançamento de 3 álbums, a banda acabou e Gabriel (vocal) fez o seu Autoramas, Bacalhau (bateria) entrou para o Ultraje A Rigor e Zé Ovo sumiu da mídia. Depois disso o que ficou foi saudade de uma época em que bandas sabiam ser irreverentes com qualidade (lembra do Raimundos do começo?) e uma carreira meteórica.
Deixando de lado tanto sentimentalismo, em pleno 2007, a Laja nos trás este álbum que reune todas as gravações demo do conjunto, além de faixas ao vivo e uma maravilhosa faixa multimídia. São 14 faixas, todas históricas, com versões alternativas e demo de clássicos como "1,2,3,4", "Família Que Briga Unida Permanece Unida", "Berma Is A Monster", "Aquela" (que ficou bem famosa na mão dos Raimundos) e "Essa Menina", aqui em versão ao vivo, tosquissima.
Se você viveu os anos 90 curtindo rock, é quase impossivel não se empolgar com este documento histórico de uma banda extremamente subestimada na história do brock 90's.
Um dos melhores lançamentos da história da Läjä, uma peça fundamental para qualquer discografia que se preze.
 
Por Zona Punk - www.zonapunk.com.br

(läjä053) Amoeba - Tumba tu Tumba [R$ 13]
 
Amoeba - Tumba tu Tumba
   É muito bom ter em mãos um disquinho como "Tumba tu Tumba", debut desses skate/punkers argentinos. O "Amoeba" traz nesse álbum 14 músicas que já ganha pontos desde o início, devido a ausência de frescura, e ganham ainda mais deles por conseguir transmitir em um cd gravado em 2006 uma gravação limpa, porém que nos remete a todo segundo para o final dos anos 70, começo da década de 80.
A sonzera que esses malucos fazem é algo entre o punk rock (Dead Kennedy's, Circle Jerks, The Adolescents) e a Surf Music, contando com uma timbragem de dar água na boca em quem procura soar analógico em gravações atuais. Mesmo sendo um álbum de músicas inéditas, o "Amoeba" consegue transmitir uma aura nostálgica faixa após faixa.
As músicas são simples, curtas e conseguem empolgar totalmente quem curte um bom e velho Punk Rock de verdade (Relembrando: Sem qualquer frescura). O cd todo é cantado em espanhol, o que também causa um impacto diferente ao ouvinte. Por vezes, "Tumba tu Tumba" soa até um pouco estranho, e em alguns breves momentos, dissonante...ÓTIMO!
Difícil destacar uma música ou outra, pois esse é um daqueles - hoje em dia raros - discos em que todas as músicas precisam uma da outra pra formar um círculo, que quando é fechado deixa o ouvinte satisfeito, mas mesmo assim posso citar: "Tiruriru", a música de abertura e melhor do álbum, que já transmite a energia "humana" que assola todo o álbum, além de contar com vocais excelentes e sing alongs, "Astillas", com seu punk 80' delicioso, "No slaven a la Reina" uma surf music punk instrumental belíssima e as duas mais Hardcore do cd: "Bomba Bomba" e "Campos de Algodon".
Garotinhos bonitinhos a procura de melodias bonitinhas, instrumental meloso e coisas do tipo, podem manter distância, pois os hermanos aqui fazem um som original, criativo, simples e de absurdo bom gosto. Sejam bem-vindos!
 
Por Mario Ribeiro - www.hornsup.net

(läjä052) Love Songs - Behind Enemy Lines In G# Minor  [R$ 15]
 
Love Songs - Behind Enemy Lines In G# Minor
   Algumas banda são bem dificeís de se rotular, ainda bem. E o Love Songs é uma delas.
O conjunto apresenta aqui 11 faixas com nuances dissonantes, passagens indie, harmonias pop, tudo misturado, uma espécie de cruza bizarra entre um At The Drive-In, com Husker Du, Pixies, NRA e algo mais desafinado, pop e doentio do que todos eles juntos. O resultado dessa doideira toda é música (quase) pop de teor (quase) original e levadas bacaníssimas. Pra fechar a lista de absurdos, vale citar que o grupo na real é um projeto Craig Ums, do What Happens Next?.
É, não dá pra entender, mas é extremamente bom e merece sua audição, principalmente se você tem mente aberta para novos sons. A LäJä acertou em cheio nessa!
 
Por Läjä Rex

(läjä051) Uncle Butchers - Down South  [R$ 13]
 
Uncle Butchers - Down South
  The Uncle Butcher And His Oneman Band é nada mais, nada menos que Mr. Marco Butcher (Thee Butchers' Orchestra) a bordo de uma guitarra e uma bateria. simultaneamente!!!
Verdade, ainda que pareça pouco provável. Marco encarna The Uncle Butcher e deixa aflorar o lado mais primal do punk blues que havia aparecido com toda a força no mais recente trabalho da orquestra dos açougueiros, o indispensável Stop Talking About Music.
Primitivo e básico, é assim que se pode resumir a sonoridade de Downsouth. Além de Butcher, o disco conta apenas com a participação de Clayton Martin (também produtor) nos backing vocals e, err... palmas. Rockão punk garageiro e com alma blues, pra curtir na finaleira da noite voltando a pé pra casa, quando só resta um cigarro amassado no maço e só o bafo do whiskey barato no cantil, após ter levado um fora da baranga no bar. OK?
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä050) Merda - Eu tenho Pena dos Insetos que me Picam [R$ 13]
 
Merda - Eu tenho Pena dos Insetos que me Picam
   Será que é possível falar que o Merda evoluiu? Pois é, mudou, evoluiu e ficou ainda melhor.
O esquema hardcore-punk-noise do agora já clássico "Carlos", está aqui aprimorado, tal qual os hilários samplers continuam, mas agora em menor número.
Ousando e ultrapassando barreiras, "Eu Tenho Pena..." trás sambas ("Suki Dayo" e "Power Violence Favela" !!), covers ("Francisco" do Claro Que Não e "A Revolta" do Disastro Sonoro) e músicas em japonês ("Kusotare" e "Suki Dayo"), além da já esperada música de título "eu odeio", aqui no caso, "Eu Odeio Animais", com uma letra surreal. Um aspecto importante de "Eu Tenho Pena..." é a participação ativa de Sandro (Mukeka Di Rato) nos vocais, letras e backings, dando um brilho a mais nesta grande obra.
A produção caprichada trás ainda uma faixa multimidia com os videos da faixa-título do cd e "Para De Chamar" ao vivo. Em suma, o Merda continua sim, a mesma merda de sempre, mas sempre divertido, se aprimorando na arte de fazer barulho, de fazer rir e ser relevante.
 
Por Wladimyr Cruz

(läjä049) Ataque Periférico - Caverão [R$ 13]
 
Ataque Periférico - Caverão
   O Ataque Periférico vem de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro e toca hardcore. Na verdade, vai além, power violence é a praia dos caras e, em função da realidade que vivenciam cotidianamente, dá pra rotular os caras facilmente como power violence da favela.
Esse é o segundo disco da banda e vem confirmar o poder de fogo apresentado na estréia, Esperto Que É Esperto Morre De Velho. O primeiro cd já botava o dedo na ferida e abordava temas polêmicos, mas esse Caverão vai mais fundo ainda.
Se antes o AP metia o pau nas novelas e na Regina Duarte, agora o foco está bem fechado em cima de questões suburbanas do RJ: tráfico de drogas, bailes funk, violência, policiais corruptos, medo de sair de casa, etc.
Os temas são bem curtos e a faixa mais longa, "Acordo de Malandro" (cover de Bezerra da Silva) não chega aos dois minutos. São 20 estocadas no total, instrumental pesado, veloz e seguro. As melhores? "Senador Bagdá", "Nova Ordem marginal", "Na Contenção" e "Cristão do Pó".
Tão rápida quanto a duração do disco é a pressa que você deve ter pra descolar Caverão, seguramente entre os 10 melhores do gênero power violence nacional lançados esse ano.
 
Por Alessandro Ferrony

(läjä048) Thee Butchers Orchestra - Stop Talking About Music [R$ 13]
 
Thee Butchers Orchestra - Stop Talking About Music
  Finalmente é lançado por aqui este álbum do Butchers. O disco foi gravado no final de 2003, lançado na Europa, e somente agora teve seu lançamento. Sofrida espera.
"Stop Talking..." foi produzido pelo midas garageiro Tim Kerr, que trabalhou, entre outros, com o grande Mooney Suzuki, e o mais bacana dessa parceria é que Tim não levou os Butchers a seguirem clichés do garage rock ou coisa que o valha, mas sim apenas entrou no espirito do grupo e ajudou a moldar um de seus melhores discos. A força deste novo/velho disco é explícita, tanto em canções mais punk, nas bluesly, no groove soul caracteristico de seus riffs e todos os outros elementos que fazem do Butchers, desde sempre, a mais inventiva e subversiva banda de rock independente do Brasil. "Long White Back", "Stop Talking About Music" e "You Betcha" já são all-time-favourites e tem que estar no set-list ao vivo, são festivas, com espirito caótico, totalmente urgentes.
Vale citar ainda que neste cd temos "Don't Ask Me Why", faixa onde Jonas toca guitarra e canta, e Marco Butcher assume a bateria, mostrando a total versatilidade de seus músicos.
De qualquer forma, melhor eu parar de falar sobre música e celebrar aquela merda. What are you doing to participate?
 
Por Wladimyr Cruz

(läjä047) Hablan por la Espalda / Tidal - A Fistful of Rock [R$ 13]
 
Hablan por la Espalda / Tidal - A Fistful of Rock
  Grande split, uma banda uruguaia e outra alemã, e as duas com algo em comum, o apego em fazer música de qualidade, fugir da obviedade e apresentar um trabalho genuínamente orgânico e natural.
O Tidal apresenta composições, 3 faixas com uma levada mais pop, andamentos quase dançantes e um "Q" de post-rock, tudo em inglês e extremamente bacana, uma das revelações do ano. Já o HPLE joga na nossa cara toda sua esquizofrenia musical, aquela mescla de Black Flag, teclados e elementos próprios, em quatro faixas carregadas de atmosferas, contra-tempos e harmonias bem arranjadas.
É dificil um split trazer duas bandas tão distintas mas que se completam tanto, apresentando no final das contas, um trabalho maduro, coeso e altamente recomendável.
 
Por Wladmir - Zonapunk

(läjä046) Fuck on The Beach - Slap a Ham Twin Best [R$ 13]
 
Fuck on The Beach - Slap a Ham Twin Best
  O FOTB é uma banda japonesa de power-violence/grind/fast-core e todas essas coisas doidas que a Laja gosta de lançar. Este cd é uma espécie de best of do que o grupo já lançou pelo selo Slap A Ham, totalizando 36 faixas rápidas, sujas e, óbviamente, agressivas. Impossivel adjetivar muito, é aquele lance de sempre, tudo bem rápido e técnico, continuando o legado das bandas japonesas doentias, que já nos apresentou via própria Laja, o Vivisick. Quer algo extremo e doentio? Tá aqui.
 
Por Wladmir - Zona Punk

(läjä045) The Nerds - Just Because She Didn't Wanna Fuck! [R$ 15]
 
The Nerds - Just Because She Didn't Wanna Fuck!
  Poderia começar dizendo "Eles estão de volta!", mas não é bem isso que temos aqui, pois "Just because she didn't wanna fuck" é o primeiro disco dos italianos THE NERDS. Lançado originalmente em 2000 pela StarDumb este disco ficou um bom tempo fora de catálogo, e à medida que a banda foi crescendo na Itália e Europa, tornou-se necessária a reprensagem de tal material. A Läjä Records, como fã confessa dos trabalhos destes sujos, fez questão de participar desta reedição. Uma sorte para nós no Brasil, que podemos agora ter acesso a mais um trabalho de qualidade. E o que podemos ouvir é um som Punk acelerado e não muito polido, nem limpo. Um pouco diferente dos trabalhos atuais da banda, que estão mais rock, mas ainda assim é um Punk n' Roll inconsequente e ofensivo, totalmente influenciado pelo lado mais perigoso (e mais interessante) do punk e do rock: Dwarves, GG Allin, Poison Idea, etc. O cd começa atropelando com "Razordboy" e dá espaço para outros destaques como "Good lookin' Dudes", "You're so dumb" e "I don't wanna die", que já ganhou até uma versão em português feita pelo Merda. Faixas que resumem muito bem a energia da tal geração "Scum" italiana.
 
Por Allan Kardec Borges é produtor de shows, colaborador dos sites www.rockpress.com.br, www.pankada.com.br, baixista da banda EX INFERIS.

(läjä044) Leptospirose - Invernada  [R$ 13]
 
Leptospirose - Invernada
  Vindos de Bragança Paulista, o trio Leptospirose apresenta 15 faixas de hardcore agressivo e rápido, nos remetendo a nomes 80's do estilo, mas com um diferencial, algumas passagens mais rock n' roll, e momentos de dissonância e arranjos viajantes. "Só Isso?", nona faixa do cd, é a melhor delas, e que melhor representa o espirito do grupo, fazendo uma cruza maluca de Dead Kennedys com Fugazi, ou coisa parecida. O som não é simples, nem datado, é uma opção bacana para quem procura algo de pegada, tosco e técnico ao mesmo tempo.
 
Por Wladmir - Zona Punk

(läjä043) Dead Fish - Demo Tapes [R$ 18]
 
Dead Fish - Demo Tapes
   Histórico e emocionante, estes podem ser dois de alguns adjetivos que posso dar a este cd. Após 2 anos coletando material fotográfico e editando vídeos, a Läjä e o Dead Fish fazem um favor à música independente lançando este cd que tem valor especial a todos aqueles que viveram o hardcore nos anos 90. O que temos aqui pode ser definido como a trilha sonora de muitas bandas e pessoas durante sua caminhada no cenário independente brasileiro.
De 1993 temos a demo "#1", mostrando a inocência e ânsia de um grupo de adolescentes em busca de um espaço em meio a dezenas de bandas que também mal sabiam o que estavam fazendo, mas queriam fazer algo. E o resultado conferimos em "Lost soul", "Another beer", "the ugly face of pain", "Damn lie", "Just skate" e a versão 1.0 (bem mais lenta do que a maioria já ouviu) de "Social agression"... reparem bem que tais músicas parecem ainda fazer parte da vida de Rodrigo e Nô, pois todas foram merecedoras de regravações, mesmo quando a banda migrava para as letras em português, nos cds "Sirva-se" e "Sonho médio". Músicas estas que arranham influências da novidade entre os adolescentes skatistas da época, o punk rock californiano. A inocência e ânsia por algo mais deram sequência, talvez com um pouco mais de responsabilidades... coisas de quem estava prestes a entrar na faculdade. Aí temos músicas mais estruturadas e que realmente marcaram época... época esta que dava origem a nomes como Mukeka di Rato e Gritos de Ódio, Reffer e Cold Beans, enquanto que Dread Full, Pinheads e Garage Fuzz também registravam suas primeiras demos, e enviavam dezenas de flyers em cartas para Rodrigo, Nô, Marcel e Cia., que se informavam com folhas xerocadas que atendiam por nomes como "And Chimarrão for All" e "Needle". Acho que tudo isso era influência também, não era só a música não, era todo aquele acontecimento que caía sobre as cabeças deste pessoal (não só do Dead Fish!). E o resultado foi (Re)Progresso (1994): melodias na medida certa, vocais em fúria e letras que faziam algumas pessoas quererem mudar o mundo... é sempre assim, um ciclo! "Fight for conscience", "3rd world friendship", "The party" e a nova versão de "Social agression" fizeram desta demo algo importante para muitas pessoas, não tinha muito com o que ficar comparando, era harcore como apreciávamos, mas não como "esta" ou "aquela" banda, era o Dead Fish em sua melhor forma! E já que era para mexer no fundo do baú, toma mais uma versão de "Damn Lie", mas esta é tirada do Lp "NoiseCore" de 1992, fechando aqui um verdadeiro documento para quem aprecia uma banda que segue há anos fazendo o que gosta! Digo documento pois tem tudo o que este registro precisa: depoimentos de todos os integrantes desta fase, fotos com momentos de ação e descontração, além de cartazes diversos e 10 vídeos da época, mostrando os diferentes locais que a banda já passou, e fechando com chave de ouro.
 
Por Allan Kardec Borges é produtor de shows, colaborador dos sites www.rockpress.com.br, www.pankada.com.br, baixista da banda EX INFERIS.

(läjä042) Os Pedrero - O Motoqueiro Doido! [R$ 15]
 
Os Pedrero - O Motoqueiro Doido!
  Em seu quarto cd o quarteto capixaba se firma como nome forte na cena independente brasileira. Enquanto nesta cena a maioria das bandas se padroniza e segue uma única tendência visando uma fórmula de sucesso, Os Pedrero caminham a passos largos rumo àquilo que definem como Speedy Crappy Rock ‘n’ Roll... .Se o nome não existe (ou não existia até então) é melhor ainda, quer dizer que ninguém está fazendo. Punk rock rápido sujo, com algumas melodias (mesmo que escondidas) e com uma pegada rock, ilustrado por aqueles velhos casos que nunca sabemos definir o que é real e o que é ficcção. Afinal de contas, como acreditar em letras como a de um menino discriminado na escola por causa de uma doença? E muitos irão perguntar, quem é Kimura? Dúvidas juvenis, abstrações e vida real... tudo isso dividido em 14 faixas. O que eu percebo é que as músicas neste disco mesmo que variadas têm uma ligação entre si, as variações se encaixam e fazem com que o mesmo tenha uma direção, sem faixas que se perdem ao longo do disco. Fato este que me lembra o segundo (e o melhor) cd da banda “ESTILO SELVAGEM ROCK N’ ROLL”. Isso faz com que este seja disparado um disco superior ao “CAVERA Y MACACO” e que compete lado a lado com o segundo da banda. O disco não poderia ter nome melhor, “O Motoqueiro Doido” um punk rock rápido sujo, com berros e letra insana, música perfeita para abrir e nomear o cd. Este ritmo acelerado é mantido com músicas como “Kimura Style”, “Speedy Crappy Rock n’ Roll” e “Suzana” que tem vocais em coro. A veia “rawk” apresenta-se sob os nomes de “Fazer o que?”, “My wave” com destaque para a voz de Johny Larva e “Rodovia da morte” com uma gaita que ficou perfeita! O jovem Tony Powzer traz as melodias e a veia mais pop da banda, soma-se a isso as letras que eu acredito que devem fazer mais sucesso entre o público juvenil, devido a nomes como “Marca de um beijo”, “Menino com Doença” e “Modinha libertina”. A faixa “Holocausto” talvez seja uma boa resposta para o seguimento deste cd, tem muito a ver com o som feito neste disco, trata-se de um cover da banda uruguaia MOTOSIERRA: música suja, rápida e inconsequente... tudo que uma boa banda de rock deve ter. E assim se resume este disco, rock juvenil e inconsequente para a classe infantil delinquente. Existem 3 coisas que marcam um cd d’Os Pedrero: a música, as letras e o encarte. E neste disco não poderia ser diferente, letras de músicas escritas à mão e ilustradas artisticamente por seu baixista, fotos posers e uma capa simplesmente marcante para o povo de sua cidade. Lá vem o Motoqueiro Doido, corra!
 
Por Allan Kardec é ex-zineiro (UMA PARTE) colaborador dos sites PANKADA e LAJA, produtor de shows (BROKEN BONES) e baixista da banda EX INFERIS

(läjä041) F.U.B.A.R. - Studio Sessions 2002-2004 [R$ 13]
 
 F.U.B.A.R. - Studio Sessions 2002-2004
  Com seu grindcore old school furioso acrescido de influências fastcore/powerviolence, o F.U.B.A.R. (Fucked Up Beyond All Recognition) tomou o submundo europeu de assalto nos últimos anos e lançou alguns discos memoráveis. Neste CD, compilamos todo material registrado em estúdio pela banda entre 2002 e 2004, num total de 36 faixas de pura violência.
 
Por xxxxxxxxxx

(läjä040) Cupables - En Los Nervios [R$ 13]
 
Cupables - En Los Nervios
  Só de fazer parte da mesma corja que o Motosierra estes caras já podem ser considerados culpados. Não precisa fazer nada, já são culpados. A banda segue uma linha similar à do Motosierra, rock acelerado, cheio de anfetaminas e sujo, um pouco menos sujo que os parceiros, mas ainda assim sujo. Não para um segundo... isso é RAWK porra, não tem balada! É isso que estes caras fazem por lá. As influências de punk rock e pré-punk se fazem bastante presentes aqui, não há como negar... Rola um clima de garageira, cheiro forte disso. Os caras são curtos e grossos até mesmo na hora de dar nome às músicas, sempre uma palavra apenas... as quais destaco aqui as faixas "Colapso", "Nervios", "Preso" e "Motor". O Uruguai hoje em dia pode não ser lá grande coisa no futebol, mas em relação ao Rawk eles são uma potência de primeira linha!
 
Por ALLAN KARDEC (Broken Bones Crew) é colaborador dos sites www.laja.com.br, www.360invert.com.br, e baixista do EX INFERIS.

(läjä039) Merda - Carlos [R$ 13]
 
Merda - Carlos
  Mais destemido do que nunca o Merda volta a atuar, da pior maneira possível... do jeito que eles sabem fazer e do jeito que vocês aprenderam a gostar. Talvez um pouco mais encorpado, mais pensado (é que não quero dizer que está mais trabalhado), mas ainda assim direto. A gravação é foda, suja, pesada e audível. É engraçado pensar que um dia o Merda gravasse algo tão coeso. Este é o melhor trabalho da banda (ao lado do split com Hellnation). Digo que é engraçado que tenham feito um disco assim pois desde o início a banda era pretenciosamente tosca, a molecada gostava daquela crueza, daquelas limitações. Mas aqui eles se superaram e fizeram um disco de "gente grande". Sim, ainda é barulhento, não se tornou virtuoso, mas acreditem ou não, houve uma evolução. O encarte é todo desenhado e ilustra bem as letras, assim como o cinismo deste trio de sujos. Há ainda versões em português para "I hate my school" do FYP e "Eu não quero morrer hoje" do The Nerds, além de uma versão para a excelente "Time to fuck" do Angry Samoans, que aqui teve sua letra em versão cacofônica. Ao longo do cd, a impressão que dá é que eles aceitaram Deus, pois pararam de falar do Capeta. Mas mensagens subliminares devem estar presentes aqui. O que não posso negar é que o bom humor continua presente, sempre bem pensado. Caso de letras como "Eu odeio crianças", "Para de chamar" e "Punk crente".
 
Por ALLAN KARDEC (Broken Bones Crew) é colaborador dos sites www.laja.com.br, www.360invert.com.br, e baixista do EX INFERIS.

(läjä038) Gritos - Discografia 1994 - 2004 [R$ 13]
 
Gritos - Discografia 1994 - 2004
  Mudanças no nome, na formação e no estilo tocado sempre fizeram parte da história desta banda. Ao longo de 10 anos de existência ajudaram a construir aquilo que hoje consideramos a cena capixaba, ao lado de nomes como Dead Fish, Mukeka di Rato, Kali Yuga, Full Effect, Dr. Mobral e outros mais. Este cd mostra o Gritos em várias idades, com várias características diferentes ao longo dos anos. Dos primórdios da banda traz a crueza das músicas, a simplicidade das letras. Os resquícios do Hanceniaze estão presentes em um hardcore de guitarras leves como as do Minor Threat e bandas do tipo, mesclado a uma urgência similar ao punk brasileiro da década de 80 e congêneres. Três anos depois a formação já era outra, assim como o som que incorporou novas influências, tornando-se mais pesado. A pegada "Nova York" (sim, antes chamávamos assim) nas músicas ficou registrada no 7" Ep. "Tendências Falsas" e a obscura "Distúrbios da mente" marcam esta fase. Um anos depois era o momento de registrar a nova fase (novamente com nova formação) em estúdio. O que resultou em um cd com 11 sons. Músicas como "Gritos de Ódio", "Intolerância racista", "Perda de tempo" e "Melhor caminho" eram registradas pela última vez, com novos timbres e demais características. Uma sonoridade mais rápida, pegada old school mesclada a riffs dissonantes... influências de Boy Sets Fire e letras mais instrospectivas marcam esta fase em que o Gritos (de Ódio) "cresceu", viajeando constantemente e se tornando presença marcante nos principais shows locais (Wojczech, Better than a Thousand, etc). Mais mudanças, sai o "de Ódio" e fica só Gritos, assim eles registram as últimas músicas com Fabrício e Lucas, no ano 2000. E os anos passam, eles param mas não desistem. Em 2004 tudo é novo para o Gritos, ele são quase novos para muitos que pouco sabem sobre o passado da cena local. Mas aqueles que os conhecem sabem de onde vieram e o que esperar deles. O single 2004 é a prova da capacidade da banda, a melhor fase. Hardcore coeso, rápido e muito pesado. Um novo vocalista e uma nova baixista dão um novo gás à banda. Nunca as influências de Raised Fist estiveram tão fortes, mas ao mesmo tempo não ofuscam as particularidades da banda. O GRITOS é mais uma banda que sobreviveu ao tempo e às dificuldades. 10 anos de história que se passam em pouco mais 1 hora de hardcore. Um novo sentido à vista!
 
Por ALLAN KARDEC (Broken Bones Crew) é colaborador dos sites www.laja.com.br, www.360invert.com.br, e baixista do EX INFERIS.

(läjä037) Jazzus Vs. Chuck Norris [R$ 13]
 
Jazzus Vs. Chuck Norris
  Juntar essas bandas em um cd é muita ousadia, afinal de contas é "só barulho", certo? Não! Ouvir este disco todo é uma prova de coragem? Não. Para quem acompanhou a curta carreira do Jäzzus e se interessa pelos trabalhos dos meninos do Chuck Norris, isso é uma questão de (bom) gosto. O Jäzzus ajudou a dar uma engrenada na cena Vila Velha Noise Beach que há pouco tempo alastrou a cidade (e que recentemente foi detonada pelo metalcore e emo de franja). Chegaram tomando de assalto, fazendo barulho e incomodando nas letras. Vendendo noise a preço de power violence, simplesmente porque eles faziam música (?) sem saber como fazê-la. Aqui encontramos aquelas que foram as últimas (11) músicas feitas pela banda. Sendo que a obra divide-se em dois momentos de gravação e nota-se uma diferença musical em relação aos trabalhos mais antigos. O som continua rápido, porém há menos blast-beats, compensados com mais variações. O que não mudou foi a fúria dos vocais, extremamente agudos, rasgados às vezes mesclados com guturais. As letras continuam afiadas e com nomes extensos, uma verdadeira ode ao sarcasmo, apimentada com ofensas de primeira. Na sequência vem o Chuck Norris, chutando tudo e dando sequência nos samplers do Alborghetti, é "filho da puta" aqui, "sai daqui" ali tudo isso ao longo do disco. O que mais torna este split especial é o fato de que os caras do Chuck Norris nunca esconderam que o Jäzzus é uma de suas influências. Isso eu podia perceber na primeira gravação dos moleques que era mais crua e simples. Hoje eles superaram sua influência, melhoraram no quesito instrumental e soam até mais rápidos que o Jäzzus, haja definição de barulho para escrever o que se passa nas suas 10 faixas. A música aqui toma proporções mais extremas caindo mais para o lado do grind, coisa que o Jäzzus diminuiu em suas músicas. Isso dá uma diferenciada ao longo do disco e para quem entende de som, percebe que as bandas apesar de seguirem a mesma linha possuem suas diferenças. Ponto para as 2! Uma das coisas mais brutais neste disco é a participação de Bebe (Mukeka di Rato) em quase todas as músicas do Chuck Norris, um verdadeiro duelo de cachorros com o vocalista Chico. Mais um ponto para o spit e para as gravadoras (Läjä e Thrown into Disorder) que investiram aqui e nos trouxeram uma obra de hardcore/grind sujo, rápido e revitalizante, com um encarte espaçoso e completo. A arte ficou por conta do talentoso Francisco Félix de Curitiba, um cara que já desenhou capas para I Shot Cyrus, Infect, entre outras bandas e que cada vez se supera mais.
 
Por Barney Greenway

(läjä036) Merda - Minha Linda Coleção de Ep´s do Conjunto de Música Rock Merda [R$ 13]
 
Merda - Minha Linda Coleção de Ep´s do Conjunto de Música Rock Merda
  Passados alguns anos de banda o MERDA conseguiu acumular um Curriculun invejável a muita banda. Este cd é a prova disso, tipo um soco na cara, pois aqui se encontram os discos mais desejados por todos, os splits que muitos esperavam um dia ter participado. De cara os animais já começam a banda dividindo um 7" com ninguém menos que Hellnation. Esta para mim é a melhor gravação do Merda. A banda trilhava por um caminho insano, hardcore rápido com bases simples, vocais horríveis e letras que ora soam propositadamente ofensivas ora soam inocentes e sem nexo. A insanidade e a crueza caminham lado a lado com o bom gosto e a criatividade nestas 6 primeiras músicas. Podendo citar aqui o disco todo, ou pelo menos "Muito mais pecado, menos religião" e "Vai se fuder". Na seqüência deste cd os animais nos apresentam sua mais recente faceta, um disco cujo nome já diz tudo "Almost japanese" (dividido com os reais japoneses do Fuck on the Beach). Um misto de hardcore rápido e bases morosas... literalmente agarradas, além de vocais cacofônicos. Ouça "Merda-core munster band" e "My dream was being a monster" para conferir o que digo. E foi desta gravação que eles tiraram a música ("Spectroman da favela") do clipe que se encontra neste cd. Clipe este que é uma obra-prima dos filmes B. Pudera eu ter participado deste momento. A terceira parte desta obra musical é composta pelas músicas do 4 way Drunk Fools Vs. True Till Death onde a banda prova a influência do álcool em uma gravação. Rápido, sujo e como sempre, nada bonito. O Merda investe em conversas no meio de suas músicas... e tome Conhaque. O resultado é uma das gravações mais aclamadas pelo público. Há várias músicas com levadas de punk rock, dançantes (?) e muito empolgantes, "Mamãe costura meus patches" é foda e "E.M.O." resume tudo. A cada gravação some sempre um humor negro e muitos samplers... este é o espírito do Merda. Hoje o MERDA vem se tornando quase uma religião para os jovens rebeldes sem causa, uma prole de malucos que busca copiá-los e vê-los como uma banda boa... chegando ao ponto dos caras gravarem uma música como "A Polícia" (de Léo Canhoto e Robertinho) e a gurizada gostar. Mas no final é isso, quanto pior é melhor, às vezes eu também penso assim.
 
Por Allan Kardec - Muita coisa pra listar aqui, muito ocupado.

(läjä035 (666)) Motosierra - XXX  [R$ 13]
 
Motosierra - XXX
  Fucker!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Essa é a reedição nacional do primeiro CD do Motosierra XXX, lançado originalmente pela No Fun, Argentina. Provavelmente o material mais bruto e cru que a banda já produziu, na minha opinião melhor que muita banda de hardcore, de tão porrada que é! Essa edição ainda conta com 3 bonus tracks retiradas de ep’s e compilações, com destaque pra fudida “Holocaust”, uma visão bem Motosierra de ser para o 11 de setembro. Nesse discos eles tem três musicas cantadas em espanhol, “Arder y Destrozar”, “Hijos del Rigor” e “No lê digas a Mamá” que caem tão bem quantas as outras em inglês, que sinceramente eu não teria como destacar, eu gosto de todas, seja do clássico “Burn!” ou da arrasadora “Violator”. O encarte é exclusivo para o Brasil, em suas paginas dezenas de mulheres semi nuas, parece um anuncio de revista pornô. Ainda acompanha o video clip de “F.U.C.K.” em faixa interativa, no melhor estilo Black Sabbath com horror movies, ótima produção. Sangre, merca, mujeres, sexo, rock n roll, tudo que você pode esperar do Motosierra em estado bruto! Para os mais desavisados, imagine Motorhead anfetaminado chicano. LA CAVALERA DE NEY MATO GROSSO SE PASO NO CEU DE MONTEVIDEO!!!
 
Por Fabio Parasita - Um fungo inútil

(läjä034) Hablan Por La Espalda - Hablan Por La Espalda [R$ 13]
 
Hablan Por La Espalda - Hablan Por La Espalda
  O HABLAN POR LA ESPALDA é um banda bem difícil de definir, é um som bem singular. Mas nada de viagens Pink Floyd com epopéias musicais, é difícil de rotular por que tem um pouco de tudo e não soa "atirando para todos os lados". Um pouco de emo, microfonias, mas sempre com uma pegada punk... suja! As guitarras têm um clima Black Flag, há incursões e explosões do tipo At the Drive-In, isso vai das guitarras aos vocais. Berros e vocais melódicos sempre variam ao longo das músicas, do mesmo jeito que variam os idiomas (espanhol e Inglês). Há ainda os teclados... Eu odeio teclado, na maioria das bandas que ouço, mas confesso que o pouco uso de tal (ou o uso disfarçado) fazem deste instrumento um adicional nota 10 para o som do Hablan. A gravação ajuda bastante, parece ao vivo, a crueza de tal faz uma aproximação com quem ouve. O que dizer de "Thunder Vendetta"? Começa rápida, tem uma base bem Black Flag e termina ecoando refrões Guns n' Roses, fudida! "Espias" tem uma base idêntica a "Position" do Hot Water Music, mas só no início. Há uma música chamada "Brazil", é do tipo "deprê", dura de ouvir. Há ainda uma versão psicótica para "Kick out the jams"... lembro-me que quando estiveram no Brasil em 2001 tocavam "I wanna be your dog" em uma versão muito psicodélica também.
 
Por Allan Kardec - Muita coisa pra listar aqui, muito ocupado.

(läjä033) Os Pedrero - Cavera Y Macaco [R$ 13]
 
Os Pedrero - Cavera Y Macaco
  Está na mão o terceiro cd d'Os Pedrero, mantendo a mesma formação e sonoridade do excelente "Estilo Selvagem Rock n' Roll" este disco fixa o nome da banda entre as grandes bandas brasileiras. Ora Hard Rock, com berros e solos, ora punk rock também com berros e baterias mais aceleradas. O disco começa com a faixa que dá título ao Cd, "Cavera Y Macaco", que poderia muito bem fazer parte da trilha sonora do filme "Os Saltibancos Trapalhões", ou de qualquer outro filme antigo dos Trapalhões... música suja e envolvente, com letra grudenta e berros desesperados. "Ritalina" é a herança que Tony Powzer trouxe de sua banda anterior (Teen Lovers), uma versão mais junkie e menos romântica (e em português) para "She knows how to make me love"... resumo: grudenta! Se guitarra é sinônimo de Rock n' Roll "Cavera Y Macaco" exala rock, pois o disco vem cheio de guitarras que dão peso e energia durante todo o cd! E o cd alterna entre levadas mais melódicas, com músicas mais pesadas e berradas, como é característica da banda, com destaque para "Rock falido", "Roberto Carlos Allin" e "Ah, eu se fodi", sem falar na epopéia chamada "My rich friends" que encerra o cd no melhor estilo Bon Jovi. Nem faço idéia de quem seja Bené Alves, mas há uma música deste ser romântico no cd, ela se chama "Cadê você" e segue a mesma linha d'Os Pedrero, Amado Batista, etc. É bom ver que a banda definiu sua sonoridade e tem conseguido criar músicas boas em cima disso. O fato de possuir três vocais dá um toque a mais na banda, alternando sempre a cada música, a cada refrão. As letras seguem a mesma linha de sempre, retratando aventuras amorosas e a vida suja e perdida destes quatros jovens posers sem salvação, que caminham para as trevas. O encarte é o melhor já feito pela banda, mantendo as coisas escritas à mão, com destaque para os comentários das músicas, porém também traz várias fotos da banda, além de fotos de fotos de Cavera, Macaco... e uma foto no rótulo do cd que é muito hard rock farofa!
 
Por Allan - Editor do Zine Uma parte.

(läjä032) Evil Idols - Dont Mess With... [R$13]
 
Evil Idols - Dont Mess With...
  Alright!!! Mais do que merecido, mais do que esperado... finalmente saiu o primeiro full length do EVIL IDOLS. Após dividirem seus lançamentos com bandas como Motosierra e Estudantes, além de participarem do 4way "Drunk Fools vs True Till Death", chegou a hora destes roqueiros sujos darem as caras sozinhos. Com certeza estas são as músicas mais trampadas, mais pensadas pela banda. De uma ponta à outra o cd mantém aquilo que o Evil Idols sempre foi, punk rock/(hard) rock n' roll sujo, bêbado... soando alto e pesado! "I ain't gonna buy your innocence" é a música perfeita para começar o cd, um punk rock acelerado, com refrão grudento, assim como "I won't fall in love again" (minha preferida) e "Sweet Devil". Há também espaço para baladas como "C/E Balad" e "Talk forgotten drinking memories blues", sem falar na transformação hard rock que fizeram com a música do Odyssey (também de Curitiba), me lembrou Hellacopters. Há ainda uma versão para "Bad girl" (Thunders/Johansen). A capa traz à tona o velho lema Sexo, Drogas e Rock n' Roll, sem soar datado ou forçado... uma foto que resume tudo, perfeito! Mas o mais foda é o interior do encarte, principalmente a caricatura da banda tocando, foda! Agora é só ganhar o mundo...
 
Por Allan Kardec Borges, editor do Uma parte Zine, colaborador do site da Läjä Records e do Portal ES Underground, distribuidor de cds (Pólvora Distro) e futuro MBA.

(läjä031) Boom Boom Kid - Okey Dokey [R$13]
 
Boom Boom Kid - Okey Dokey
  Finalmente lançado no Brasil essa pérola da música latina, e por que não, mundial. Boom Boom Kid, aka Nekro, ex-vocalista do mais-que-perfeito Fun People, volta em sua melhor forma, com canções pop-perfeitas mescladas com punk rock oitentista e aquele toque romântico argentino kitch. São 22 faixas curtas e diretas, apenas 5 delas passam de 2 minutos e meio, carregadas de emoção, riffs certeiros e aquele vocal peculiar de Nekro, tudo com uma dose cavalar de sinceridade. Não existem destaques no disco, ele é perfeito do começo ao fim e irá agradar em cheio os orfãos do Fun People, principalmente os fãs do já clássico "Art(e) Of Romance". Quem conhece o baixinho mais doente da América do Sul já sabe o que irá encontrar em "Okey Dokey", quem não manja o rapaz, pode ir de cabeça. Não tem A77aque, Sudarshana, Evita Perón ou mesmo Maradona, Boom Boom Kid é o rei da Argentina.
 
Por Wladimyr Cruz

(läjä030) Vivisick - Landing To Brasil Of Japanese Motherfucker [R$ 13]
 
Vivisick - Landing To Brasil Of Japanese Motherfucker
  Para apresentar a banda ao Brasil estes japoneses compilaram em apenas um cd todo o material desde 1996. Inclui tudo o que este bando de filhos da puta já fez (coletâneas japonesas, 7" EP no Japão pelo selo DAH DOH RECORDS e 7" EP nos EUA pela SOUND POLLUTION, além da participação no CD "TOMORROW WILL BE WORSE"), com exceção das músicas do split com Mukeka di Rato. Se antes a banda era fortemente época influenciada por bandas americanas de hardcore dos anos 80 e 90, soando em alguns momentos com Bad Brains e Los Crudos, hoje adicionaram novas influências e fazem de seu som uma mescla do que houve de melhor no hardcore americano em anos passados com o som contemporâneo de bandas japonesas. Hardcore/punk curto e rápido, ranzinza e com uma energia contagiante, trazendo o espírito e a alma do hardcore japonês tradicional. O vocal é típico de bandas japonesas como Razors Edge. É o tipo de banda que você e já imagina o show e a energia da banda ao vivo, as músicas são empolgantes e a como são apenas 12 músicas dá aquela vontade de ouvir diversas vezes sem enjoar. Destaque para as excelentes faixas "I know", "Fight for a pride" e "Trash-Poach-Crashers"!
 
Por Allan - Assassino do "Dengue's Mosquito", editor do Uma Parte Zine e futuro MBA

(läjä029) Thee Butchers' Orchestra - What About Now? [R$13]
 
Thee Butchers' Orchestra - What About Now?
  Acachapante é pouco para definir as esporrentas onze faixas de "What About Now". O trio continua fazendo o que sempre fez muito bem: prestar vassalagem incondicional à vesânia garageira do proto-punk, do rock'n'roll básico e cru dos anos 50/60, do r&b mais tradicional. Mas há novidades nessa história. Tomado por uma incontrolável paixão pelo soul americano, pelo blues mais tradicional e pela psicodelia hard rock destilada pelos Rolling Stones em sua gloriosa fase "Exile On Main Street", Marco Butcher promoveu uma mezzo revolução - ou incorporação de novos e saudáveis elementos/referenciais - no som do trio, tornando-o ainda mais suingado (seria possível?) e mortífero (no bom sentido) para o corpo e os sentidos. Assim é que o disco abre com uma cacetada sem precedentes, batizada "2003". Para, duas canções depois, mergulhar em um "soul" demolidor, "Blue Moon", com direito a vocais em falsete e o escambau. Já a faixa título mergulha nos eflúvios do blues tradicional (e onde não faltam pontuações de harmônica), mas com melodia bastante pesada. Para um disco que foi gravado com muita rapidez e sem grandes recursos de estúdio (para quê, afinal, se esta não é a intenção do grupo?), o novo álbum do Butchers' Orchestra enche de orgulho a cena indie brasileira. Já tem o voto deste escriba para integrar a lista dos melhores de 2004. E ainda nem falamos do outro trabalho que a banda está prestes a lançar, o "Stop Talking About Music", senão é covardia...
 
Por Humberto Finatti, Revista Dynamite

(läjä028) Hero Dishonest – Juggernaut [R$13]
 
Hero Dishonest – Juggernaut
   Finalmente lançado no Brasil o mais novo disco desta que é a melhor banda finlandesa da atualidade. Após um excelente cd de estréia ("Pleasure & Disgust"), alguns 7"s lançados pelo mundo e turnês pelo território europeu, finalmente eles têm a oportunidade de dominar o Brasil. Este cd mostra o Hero Dishonest em sua melhor fase. Se no primeiro cd já havia uma energia ímpar em suas músicas e qualidade visual de primeira, Juggernaut surge como a continuação. Hardcore coeso, fazendo um meio termo entre hardcore old school e hardcore finlandês clássico e que em alguns momentos lembra Mukeka di Rato no disco "Gaiola", tamanha é a pegada e energia de suas músicas. O que os diferencia dos brasileiros é o duelo de vocais, o H.D. tem dois vocalistas muito versáteis, que parecem estar se enfrentando. Algumas músicas me trazem à mente Minor Threat, só que cantadas em finlandês. Lembro-me que quando o What Happens Next? voltou de sua turnê na Europa a banda que o Craig mais elogiou (e considerou a melhor da turnê) foi o Hero Dishonest, segundo ele os shows são incríveis. Essa versão nacional traz mais músicas do que a versão lançada pela banda na Finlândia, pois além das 17 músicas de Juggernaut traz outras 20 músicas extraídas de seus 7"s e músicas de coletâneas, lançados antes e depois deste disco e apesar de totalizar 37 músicas não se torna um disco cansativo ou repetitivo, pelo contrário as músicas são bem variadas e criativas, talvez por isso que eles não se aplicam a um rótulo (Old school? Thrash? Crust?) apenas. Esta banda sempre apresenta seus discos em ótimos encartes e este não é diferente, cheio de colagens, desenhos e montagens e as letras escritas à mão dão um toque diferente somados ao amarelo do encarte. JUGGERNAUT, uma força em massa que destrói qualquer coisa que resista a ela.
 
Por Allan - Assassino do "Dengue's Mosquito", editor do Uma Parte Zine e futuro MBA

(läjä027) Vila Velha Noise Beach [R$ 13 ]
 
Vila Velha Noise Beach
  Obra-prima do hardcore capixaba, apresentando o que há de melhor e mais novo nesta pequena cidade. Para queimar o Convento da Penha e botar a Terceira Ponte abaixo. O cd começa com o AJUDANTI DI PAPAI NOEL (com participação de Barnabé), evoluindo cada vez mais rápido e com um entrosamento absurdo (ao vivo e em estúdio), arregaçando tudo. Ainda lembrando Spazz algumas vezes (e há até um cover), mas buscando absorver outras influências, com partes ora crust, ora metal... mas sempre muito rápido. O melhor de tudo é saber que o baterista tem apenas 15 anos e está cada vez melhor. O CHRISTMAS SHIT talvez seja a banda mais antiga deste disco e trás 9 sons de hardcore ultra-rápido e coeso, variando vocais, alternando partes lentas e pesadas com blasts brutais. Estas músicas são um pouco antigas, mas servem de prévia do que eles andam fazendo. O I SHIT ON YOUR FACE é a banda com características mais peculiares, vocais de "porco", letras como "Sexshop Agoraphobia", baixo extremamente sujo e guitarras com forte influências de Death... mas nem por isso se destoa do resto das bandas. O som é Grind/Death, com influências da nova e velha escola do Gore mundial. São dois vocais muito bem entrosados, sendo que o Renzo se destaca fazendo seus vocais extremamente brutos, sem adição de nenhuma efeito. O CHUCK NORRIS fecha o cd de maneira ensurdecedora, no melhor estilo Hellnation e Exclaim, variando com partes mais hardcore, como Charles Bronson. O Chuck Norris é simplesmente o ícone da Campanha pela Destruição Musical, o vocal é extremamente rasgado e as músicas são curtas e MUITO rápidas! Um ótimo disco registrando este momento em que temos ótimas bandas "fazendo acontecer" por aqui.O mais interessante deste disco é saber que além dele reunir ótimas bandas, todas são bandas amigas e admiradas uns pelos outros, o que torna este lançamento mais do que especial. A versão capixaba do "This is Boston, Not L.A.".
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä026) Hellnation - Dinamite No Seu Cú  [R$ 13 ]
 
Hellnation - Dinamite No Seu Cú
  Se a alguns anos atrás conseguir um disco do Hellnation, entre outros, era uma tarefa difícil e às vezes cara hoje temos a sorte e a felicidade de poder adquirir seus melhores discos com preço acessível e com uma facilidade considerável. Este é o terceiro cd deles lançados no Brasil (todos pela Läjä) e após alguns anos sem lançar um full length com músicas inéditas eles retornam com um disco que com certeza entrará para a lista dos melhores já feitos por eles. Talvez o disco mais variado, coeso e ainda assim mantendo o espírito Hellnation. Hardcore Thrash Mayhen ultra-rápido assim como no clássico Fucked up Mess, mesclando partes punk rock, quebradas e acreditem ou não, melodias que podem ser notadas no decorrer do disco. A banda parece se encontrar em um momento de muito entrosamento, o que os leva a criar desta maneira. Há de se destacar ainda a excelente qualidade da gravação. O disco trás ainda algumas peculiaridades, a começar pelo nome, que para este lançamento nacional recebeu a tradução para o português (a versão da Sound Pollution chama-se "Dynamite up your ass"). Há ainda uma música com título em português, chamada "Um bando de filhos da puta", que fala de maneira divertida e irônica sobre o Brasil, e uma música chamada "Dengue's Mosquito", escrita por Mozine e que pelo nome você pode imaginar do que fala. Ouça as excelentes "Dynamite up your ass", "I love punk I love thrash" e "Again and again" e você terá um resumo deste que é um dos melhores discos de hardcore thrash lançados nos últimos tempos. Se bem que a melhor coisa é ouvir este disco inteiro umas três vezes seguidas.
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä025) The Nerds - Lords of Dregs and Crap - 6 Years of Destructo Rock Inferno 1997-2003 [R$ 13]
 
The Nerds - Lords of Dregs and Crap - 6 Years of Destructo Rock Inferno 1997-2003
  Confesso que logo que abri este cd estava me preparando para ouvir um Rawk, algo na linha do Motosierra. Me enganei, as primeiras músicas já acusam o que estes italianos ouvem para poder fazer suas músicas, o velho punk rock da Califórnia é influência clara e Circle Jerks e The Germs devem ser discos de cabeceira de cada um. Guitarras com distorção leve e bases sujas são as características básicas, o vocal de adolescente que cheirou cola completa o conjunto. A música "I don’t Like you" é uma verdadeira canção ala Germs e tudo fica perfeito quando começa "The Todd Killings" do Angry Samoans. Músicas como "Go fuck yourself", "I’ll kick you in the balls", "Drink & Drive" merecem destaque pela energia. Algumas coisas que chamam a atenção ao se olhar o encarte são as caras das figuras, o vocalista parece até os caras do Poison Idea, o guitarrista aparece com uma camisa do Sepultura e há uma capa de algum disco deles cujo desenho é de uma cruz enfiada na vagina de uma mulher. São 24 músicas de hardcore/punk simples, sujo, pogante. "Satan’s Rise" é uma música bem diferente, lenta, mórbida e é daí em diante que começam a surgir músicas mais "rock". Este disco reúne tudo o que estes "punk rock destroyers" já fizeram nestes 6 anos de existência de debilidade. Tal debilidade provavelmente deve Ter tido ajuda de GG Allin, o qual eles gravaram 3 músicas. Há ainda covers de Alice Cooper, Antiseen e The Authorities.
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä024) Guitarria - A 125 por hora [R$ 13]
 
Guitarria - A 125 por hora
  Não espere por nada novo demais, mas também não espere por releituras do passado. O Guitarria nada mais é do que três jovens que mal sabem o que querem, eles apenas querem... alguns segundos de microfonia e um longo Alriiiiiiigghhhtttt e começa a sujeira. Distorção, berros e bateria tupá-tupá, assim é a mais nova sensação capixaba, dividindo-se entre o punk rock e o rock n’ roll eles começaram muito bem. Se você ler uma resenha sobre eles em uma “Rock Brigade” vão falar que parece The Hives ou algo do tipo, mas se você ao menos entende um pouco de punk rock vai perceber que eles estão além disso. A atmosfera musical deles vai para os lados do Japão e EUA. O que estes jovens despretenciosos mais ouvem são bandas como Guitar Wolf, Teengenerate e Social Distortion... E eles não olham apenas para o lado de fora, os Evil Idols têm uma parcela de culpa no que hoje é o Guitarria. A construção das músicas é simples como o punk rock e o ritmo vibrante como o rock n’ roll. Guitarras leves, com solos estranhos (aí entra uma influência de Black Flag) e a bateria mais do que bem executada pelo melhor baterista do estilo! É preciso falar das baladas instrumentais, com direito a solo de gaita! Letras ingênuas e descompromissadas e que retratam a simplicidade da vida de cada um deles: rock n’ roll, beber cerveja, o amor a Vila Velha, rock n’ roll, amigos e rock n’ roll novamente. “Quem gosta de rock n’ roll, bom sujeito não é. É ruim da cabeça. É doente do pé. Mas só que esta doença é contagiosa!”. O clima é de diversão e isso que fez com que surgissem e em tão pouco tempo se tornassem bem vistos pelos apreciadores de boa música. Guitarria é rock, Guitarria é punk rock. Não é hype, pois não começa começa com “The” e nem termina com “S”... entendeu, otário?
 
Por Allan Kardec (Uma parte zine), from here to eternity!

(läjä023) Motosierra - Rules [R$ 13]
 
Motosierra - Rules
  O mais novo petardo dos reis do Rawk latino. Para mostrar que Rock n’ Roll não é coisa de engomadinho. Este é o segundo lançamento deste chicanos por aqui (e o segundo pela Läjä), e desde o split com Evil Idols esperava ouvir algo novo deles. O show é absolutamente enérgico, mostrando tudo aquilo que você imagina ao ouvir o cd. Aqui eles soam bem mais rock n’roll do que no split, deixando um pouco de lado as influências punk, como Black Flag... Mas Dwarves e Motorhead contribuem para manter o som ainda sujo. Neste disco eles trazem 8 novas canções totalmente mal-intencionadas, com nomes como "We sell, you buy" (uma das melhores do cd), "Whiskey & Cocaine" e "I wanna fuck myself". Gosto de discos em que as bandas gravam covers e estes 3 covers (Los Violadores, Rose Tatto e Bored) gravados aqui em fizeram gostar mais ainda deste disco. Que venham mais vezes ao Brasil.
 
Por Allan - Assassino de Mosquitos de Vitória

(läjä022) Discarga - Sem Remorso [R$ 13]
 
Discarga - Sem Remorso
  Após lançarem uma semi-discografia (Happy Night Electric Experience) que considero um dos melhores cds lançados nos últimos tempos, o Discarga retorna com mais uma pérola musical. Reverenciado em todo o mundo eles chegam ao segundo cd com maestria, mantendo o lema "Toque rápido ou morra", este cd soa tão enérgico quanto o outro, um pouco mais sujo, um pouco mais variado, mais rápido do que tudo que fizeram antes... mas mantendo o estilo "DISCARGA" de tocar hardcore. Para mim o Discarga é um Manliftingbanner com punk brasileiro (da década de 80), tocado em 78 Rpm na vitrola. Ouçam a música "Original" e entenda o que digo. "Sobrevivência" é um ótimo Dub. Na gringa costumam dizer que eles são como Lärm, por mais referências holandesas que eles possam Ter Lärm é a menos evidente para mim, isso é coisa de quem leu um breve comentário na página da 625 e nem ouviu o disco. O que diferencia o DISCARGA de muitas bandas que tocam thrash (fastcore, ou seja lá o que é isso) é o vocal de Daniel, sempre cantado, audível e sempre soando como de guri... e é claro que aquilo que o Nino faz na bateria não é para qualquer um. Músicas pequenas precisam de letras curtas, sim pequenas, mas com grande sinceridade e conhecimento de causa: políticas, pessoais, etc. Tem ainda um cover do Psicose, fudido! A melhor banda brasileira no momento!
 
Por ALLÄRM - Uma parte zine (eat my cum, motherfucker!)

(läjä021) I Shot Cyrus - Tiranus [R$ 13]
 
I Shot Cyrus - Tiranus
  Desde as músicas na Thrashmaster me tornei fã da banda. Após 2 compactos (7"s splits) um 4way cd (Drunk Fools Vs. True Till Death), já estava mais do que na hora de sair um disco só deles. Eu não tenho muitas palavras para descrever o que é o ISC: é muito pesado, rápido e agressivo, variado com algumas partes lentas e um vocal que instiga à violência! Este cd é uma evolução do que eles já faziam na Thrashmaster, um pouco mais aprimorado, mas ainda na linha do que a banda era. Para mim, hoje eles se encontram ao lado de grandes nomes do thrash/hardcore mundial, como DS-13 (RIP), What Happens Next?. Ouvir este disco é um convite a acelerar todas as músicas que você toca em sua banda! Se você gosta de bandas antigas como Negazione, Heresy, Life's Blood e Negative Approach, você poderá encontrar um pouco de cada um aqui. "Herói de porra nenhuma", "Use su rabia", "Cyrus shot the pope" e "Condenados ao American dream" são algumas das músicas que arregaçam e valem este cd! Letras anti-capitalistas em português, inglês, espanhol, italiano, além de um cover do Crumbsuckers. Provavelmente você vai ler ou leu uma resenha minha dizendo qual é a melhor banda brasileira no momento, isso varia de qual disco estou ouvindo (o do Cyrus ou do Discarga). Neste momento afirmo que é o I Shot Cyrus. Eles mataram Cyrus e confessam o crime!
 
Por ALLÄRM - Uma parte zine (eat my cum, motherfucker!)

(läjä020) Scholastic Deth - Final Examiner - Discogr. Completa [R$ 17]
 
Scholastic Deth - Final Examiner - Discogr. Completa
  É, muito tempo passou desde que este cd foi prometido. Bom, não é culpa de ninguém. Se a banda se autodenomina como um bando de nerds e o vocalista da banda se afunda nos estudos ele nem tem culpa disso. É fato que este mestrado do Max (sim, aquele do What Happens Next?, Spazz e da 625) colocou este disco na época das provas finais, mas nunca que ele será reprovado. Porra, uma banda que coloca em suas letras temas como livros, livros, estudos e mais livros tem muita consideração comigo. Some a isso bases rápidas e um vocal de guri... Voltando ao cd, ele totaliza 50 faixas e para quem pôde ouvir os 7"s "KILLED BY SCHOOL", "REVENGE OF THE NERDS" e o primeiro e "clássico" SHACKLE ME NOT" algumas músicas soam assustadoras de tão rápidas. No geral o SD é uma banda de hardcore rápido como Heresy, com algumas levadas mais punk rocks e vocais cantados, mas as músicas mais recentes parecem até grindcore, com blasts muito rápidos, de tão rápidas que as músicas são. As músicas que mais gosto fazem parte do primeiro 7", como "PMA 2000", "Rock together" e "Shackle me not", mas "The revolution will not be posted on Ebay", "Killed by school" e "Drop the bomb" concorrem como algumas das melhores do disco. Há ainda as faixas de coletâneas como "BAY AREA THRASH", "HYSTERIA", "POSSESSED TO SKATE" e outras, além de 2 faixas inéditas e 10 ao vivo. O encarte é extenso, bem ilustrado com fotos, cartazes, explanações das letras. Este é o SCHOLASTIC DETH, ou pelo menos foi. Esta compilação é mais um daqueles discos póstumos que você ouve e lamenta "Porra, acabou!" ou "Nem cheguei a ver ao vivo"... Nesta segunda opção você ainda tem sorte, pois o cd traz faixa multimídia de um show da banda, insano é pouco para dizer aquilo que vi. Um disco foda, mas que por sorte algumas cópias vieram parar no Brasil.
 
Por Allan Kardec - Muita coisa pra listar aqui, muito ocupado.

(läjä019) Evil Idols / Motosierra - Split CD [R$ 13]
 
Evil Idols / Motosierra - Split CD
  Rock’n’Roll até a alma!! Um dos muitos, porem básicos adjetivos que poderia ser atribuído a esse split CD. EVIL IDOLS de Curitiba está na sua terceira passagem pela laja e nunca decepcionando, apresentam 7 musicas do mais puro e acelerado rock n roll mostrando a cada gravação sua evolução sonora. Além das novas pérolas como "Trouble Guy" e "Road, Drugs and Wine", nos brindam com clássicos: "Ain’t Nothing to Do" e "Something Wild Tonigh" respectivamente Dead Boys e Infections e a no mínimo inusitada versão blues lentona pra porrada "Burn" dos irmãos chicanos do split. Com essa nova gravação dos Ídolos do Mal você vai ficar com aquele gostinho de.. hum.. cadê o cd só dos caras??!?! Enquanto isso, vindos de Montevideo, Uruguay, os chicanos do MOTOSIERRA chegam assustando, "rock pauleira" como diria sua avó caduca. Eles são o que eu chamaria do "Zeke de bigodinho". Guitarras pesadas aliadas a vocais distorcidos e muita velocidade! Veja no que eles transformaram a clássica "Drunk Fools" do Evil Idols, mas não cochile senão a musica acaba e você nem percebeu. "Space Cowboy", "Leatherface" e "Suck my Dick", se você já conhece o "XXX", cd debut da banda, essas musicas são tudo que você está esperando. Como se não bastasse, "Nervous Breakdown" (ah, precisa falar que é do Black Flag??) e o encerramento, porque não dizendo assim, "com chave de merda", do saudoso GG ALLIN com "Bite it you Scum". Rock’n’Roll até a alma, com um sanguinho latino no meio.
 
Por Mr. Rotten Wine, o Indócil.

(läjä018) Toys That Kill - The Citizen Abortion [R$ 13]
 
Toys That Kill - The Citizen Abortion
  Bom, esse é um CD que faço questão de resenhar pessoalmente. O Toys That Kill pra quem ainda não sabe é a banda "update" do idolatrado (pelo menos por aqui) FYP. Na verdade o FYP lançou seu ultimo CD que se chamava "Toys That Kill" depois "TTK" acabou virando o nome da banda mesmo, ah.. entendeu? O FYP era muita banda que mudava a cada CD, digamos que a cada novo disco os caras se tornavam mais bubblegun mas nunca deixando de lado aquela tosquera imunda. O TTK seria o máximo de bonito e pop que o FYP conseguiu chegar sem deixar de ser uma banda de personalidade, suja, tosca e imatura. A guitarras são melodiosas mas com microfonia e sonoridade Buzzzzzzz, os vocais também são muito melódicos mas sem perder espirito 15 anos (por mais que os caras sei lá.. já tenham uns 30) e quando é pra gritar, bom.. você sabe o que eles fazem. Samplerzinhos bem sacados e uns que chegam a ser até mensagens subliminares, já saquei um foda. O encarte é sem comentários, tem 18 paginas, uma pra cada letra com uma montagem ou desenho bêêm loco! Num total de 16 musicas, mas fica bem complicado destacar alguma em especifico, cada hora eu gosto mais de uma, "Ass Mirror" abre o CD com classe e logo depois "Bullet from the Sky", punk rock sujo de menos de 1 minuto com criancinhas gritando no fundo, podre. "Unity Mitford" é uma daquelas musicas pra você sair de carro em alta velocidade com uma garrafa de vodka, enquanto se "Mating Season" tocasse no rádio, poderia ser facilmente confundida com uma musica do Blink 182!!!!! Esse CD é assim o tempo todo, capaz de te deixar confuso, seria possível não decorar os refrões lindos e pegajosos de "Keep Caroline", "2 Billions Bastards" e "Hare Ruya"??? Só seu subconsciente poderá dizer. Resumindo, esse disco é muito foda, porque reúne os melhores elementos que uma banda de rock n roll poder ter, é bonito, autentico, original, sujo, pop e o caralho a quatro. Tour no Brasil em Abril.
 
Por Vinho Podre

(läjä017) Os Pedreros - Estilo Selvagem Rock'n'Roll [R$ 13]
 
Os Pedreros - Estilo Selvagem Rock'n'Roll
  A onça sempre esteve presente no espítito destes vândalos, bastava misturar um pouco de mocotó, cerveja, vinho ou conhaque para despertar este espírito selvagem. Porém eles nunca gostaram de assumir isso, até gravarem esta obra prima e colocarem a grande onça em sua capa. Se você achava que eles estavam sumidos, você se enganou, eles continuam aí e agora pior que antes, são quatro posers! Apresentando os novatos Jhonny Larva (que nas fotos parece a Edinanci) e Tonny Powzer (iniciado com um mocotó), ambos na guitarra e contribuindo nos vocais. "ESTILO SELVAGEM ROCK'N'ROLL" é um nome perfeito para definir o que você pode encontrar ao ouvir as 13 faixas deste disco. No geral o cd é uma verdadeira mistura de punk rock, rock n roll (e solos de rock n roll), vocais arranhados típicos dos pedreros alternando com vocais típicos das bandas bubble gum. A diversão reveza entre músicas rápidas e gritadas com baladas punk rocks, sempre buscando uma certa melodia. Há ainda as fortes doses de cinismo nas letras. Apresentando novas pérolas, novos nomes de garotas e particularidades que só estes seres sujos podem ter. "Jhenny Paula" já é hit, assim como "Eu nunca vou parar de beber" e "Latifúndio do amor". Pode falar, não é sempre que você encontra uma banda com tantas histórias engraçadas, nomes de garotas tão singelos! Leia a letra de "La iniciacion de Tonny Powzer" e "So much" e entenda porque. "Menudo capixaba" é com certeza uma homenagem aos jovens que, em sua infância e adolescência ouviram músicas como "Eu gosto dela, é um avião, ando voando até o chão. Mas ela não gosta de mim e vive me dizendo não..." ou "Não liga não e vem dar prá mim, o seu amor dá prá mim...". Com um encarte bem colorido, letras e ilustrações que relembram o primeiro cd da banda e uma coleção de fotos nada belas deste jovens roqueiros vestidos de mulher. Se você não gostar deste disco é porque a "Canção do corno jovem rebelde revoltado" tem a ver com você!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä016) Hellnation - Thrashwave [R$ 13]
 
Hellnation - Thrashwave
  Em tempos de alta do dólar nada mais propício do que o lançamento de cds de bandas gringas no Brasil. Lançado há pouco nos EUA pela Sound Pollution, THRASH WAVE já ganhou sua versão brasileira aqui pela Läjä. São 36 sons do thrash/hc mais rápido que você já ouviu, não é à toa que alguns confundem com grind, o que a nação do inferno faz é matador, insano! Reunindo as músicas que eles lançaram em 7"s próprios, splits e compilações, THRASH WAVE é a prova concreta de que estes caipiras mesmo com o passar do tempo não amolecem, já eram barulhentos há muito tempo. A maioria das músicas soam inéditas para mim, mas você também irá encontrar músicas como "Punk or Cop", "Politics", etc... que foram lançadas nos cds da banda, mas aqui têm uma gravação diferente. Encarte com todas as letras, informações de cada gravação, com fotos, e o melhor, fotos deles aqui no Brasil! Aqui você encontra as músicas do split com o MERDA (de 2001), que são as músicas mais novas do disco e para mim as melhores, talvez por mostrar a banda em sua melhor fase e tão rápido quanto antes. Em seguida as do split com SINK (de 1997), que tem ainda um cover do próprio Sink. "AT WAR WITH EMO" é um 5" lançado pela Slap a Ham e pelo jeito parece ter influenciado algumas pessoas, no final do encarte do cd tem uma carta, escrita à mão, que é bem engraçada. Já no começo dela tem uma frase assim: "Estamos escrevendo porque sabemos que vocês estão lutando contra o emo, a merda!", é sério isso! Os caras ainda dizem que estão fazendo um zine "anti-emo"!! Incrível e divertido! Voltando a falar do ep, ele termina com um cover do SOB, que ficou fodasso! "Road Rage" é uma música usada na Coletânea "HOMELESS BENEFIT" (de 1999). As 7 músicas da clássica coletânea "TOMORROW WILL BE WORSE" (de 1998) só perdem para as músicas do split com o Merda. Para finalizar este cd, depois de ouvir uma avalanche sonora, aquela gritaria infernal que soa suave em nossos ouvidos, nada melhor do que alguns covers. THRASH OR DIE (de 1998) era um ep até então desconhecido para mim, e acumula aqui nada mais nada menos do que 7 covers (Comes, Warhead, Nightmare, Brain Death, Lip Cream, SOB e Damnable Excite Zombies) e "Believe in yourself" que é da própria banda. Perfeito! Perfeitíssimo, ótima oportunidade para conhecer novos nomes de bandas e correr atrás depois... depois de ouvir o THRASH WAVE umas 200 vezes! Adquira o seu, decore as letras e torça para que eles voltem aqui um dia!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä015) WHN? - O Segundo Ano e Alguma Outra Caca [R$ 13]
 
WHN? - O Segundo Ano e Alguma Outra Caca
  Mais um ano se passou, o WHN? lançou mais alguns discos que você não conseguiu comprar devido à alta do dólar? Então agora mais que nunca você poderá ouvir tudo o que eles andaram fazendo no último ano e quando eu digo tudo é tudo mesmo! Agora mais que nunca você poderá ter em mãos o disco de uma das bandas mais respeitadas no hardcore mundial hoje. O fato de contar com membros de bandas tão distintas (Spazz, Your Mother, All You Can Eat, Artimus Pyle) é o que deve fazer com que o WHN? se diferencie em meio a tantas bandas que muitas vezes só copiam. Eles estiveram em turnê pelo Brasil neste mês de Maio e todos que foram aos shows falam bem, se você não foi não sabe o que perdeu... sim, pode chorar, foi foda! Neste cd encontram-se os últimos sons que a banda gravou no ano passado. Começa com 12 sons usados em um Lp (split com Lifes Halt), exalando letras positivas, conscientes e sem cara de mal. Música rápida, rasteira e cheia de energia... a trilha sonora dos circle pits! Um nome de música interessante é "O preço que pagamos pela conveniência vegan". Em seguida vem um amontoado de sons usados em 7"s (lançados lá fora em um cd com o nome de "The Second Year")... Neste disco aqui tem três eps ('Ahora mas que nunca' 7" 'Brutiful fearing' 7", 'Stand fast 2000' 7"). O som continua aquilo que já falei, thrashcore old school, num mix de positivo, político e divertido! Percebe-se um pique na banda que não acaba nunca, mesmo se tratando de caras com quase 30 anos, os sons estão um pouco mais trabalhados, mas o pique é o mesmo. Uma característica das músicas desta parte do cd é que têm muitos sing alongs e algumas partes lentas, um pouco diferente do que em outros discos. Tem covers do Deathside, BGK, Indigesti, das quais só o Deathside eu não conheço, mas nem por isso deixo de dizer que ficaram todos muito fodas. Aliás, uma coisa que esta banda faz muito bem é tocar covers, caramba os covers que eles tocam soam quase tão bons como os originais! Destaque para as músicas "Ahora mas que nunca", "Who are you playing for?" e "One and all". Lançamento imperdível, pegue o seu pois "Você não estará morto até que tenha sido esquecido"!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie 

(läjä014) Drunk Fools Vs True Till Death [R$ 13]
 
Drunk Fools Vs True Till Death
  Você pode até se perguntar que diabos é isso, um disco com umas bandas drug frees e outras drunks. Para os mais atrasados isso pode soar impossível e sem nexo. Para estas quatro bandas não, isso é reunir diversão, amizade e preferências pessoais. Aqui todo mundo é True Till Death... só que cada um do seu jeito! O cd começa com os paulistas do I SHOT CYRUS, já estava na hora destes thrashers gravarem algo novo, a Thrashmaster aqui de casa já estava ficando gasta! Se você gosta de hardcore realmente rápido, cantando de maneira insana com certeza o Cyrus irá lhe agradar. Com certeza uma das melhores bandas do hardcore brasileiro hoje. Em seguida temos os loucos do MERDA, mais uma banda rápida capixaba, isso é fastcore! Após a incrível gravação do split do Hellnation muito se esperava deste trio quase japonês. Eles não sabem o que fazem, nem eles mesmos se levam à sério e acho que nem se lembram do que fizeram no dia da gravação. Acompanhe o ritmo que eles foram ficando bêbados, preste atenção nas conversas entre uma música e outra e é claro... nos samplers! A terceira banda deste disco é muito inusitada, algumas pessoas não entendem o som da guitarra, outros não entendem o que o vocalista diz quando canta (?) e a maioria não entende nada. Dizem que a coisa mais normal desta gravação é o vocal, o resto, nem Satã sabe o que acontece... e olha que os caras são sóbrios (imagine se bebessem!)! Esse é o JÄZZUS, vendendo noise a preço de power violence. Fechando o disco após tanta gritaria e insanidade é bom que venha algo diferente, que tal um rock, ou melhor um hard rock, daqueles bem farofas. Só que o negócio aqui não dava para ser bonito, não dá mesmo, um grupo de rock n' roll sóbrio não é rock. Aqui o lema é copo quebrando, garrafa voando, criança chorando: EVIL IDOLS, direto de Curitiba mostrando que rock não é bonito. O que importa aqui é a pose! Um disco que você ouve, as músicas passam rápido e você nem percebe, ou nem ao menos entende o que se passa com algumas bandas ali no meio... o disco do miolo podre.
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä013) Life Is A Lie [R$ 13]
 
Life Is A Lie
  Eis aqui o primeiro cd daqueles que rasgaram o véu da liberdade e disseram que a vida é uma mentira. Você já os conhece há anos, como Parental Advisory, mas agora a coisa está melhor do que nunca. O que já era bom conseguiu ficar melhor ainda! O cruzamento entre o Kult Ov Azazel, Dropdead e Marques de Sade, ou quem sabe algo entre Impaled Nazarene, Ässuck e Nietzsche... Não importa, não adianta ficar fazendo comparações, com suas particularidades eles conseguem soar rápidos, pesados e autênticos. Convenhamos, compare-os à esta leva de bandas grindcore que nos rodeiam... Existe um certo marasmo, uma mesmice eterna. O LIFE IS A LIE, destaca-se e serve como novidade para nós. Com certeza é a banda de grind que você sempre quis ter, mas nunca conseguiu. Brutal, rápido, insano e pesado, muito pesado! Música (?) muito bem construída, levada ao extremo, com vocais feios (às vezes agonizantes), adicionando partes tristes, arriscando partes faladas, mas sempre mantendo o pique. Kusta Pässää e Impaled Nazarene ganharam excelentes versões aceleradas... De grind e metal eles entendem. Capa blasfêmica desenhada por Lourenso Mutarelli, e um encarte bonito que apresenta um emaranhado de profanação, heresia, fetiche e tudo que seja ofensivo. "O Novo Pagão", "Glória e Guerra", "A Dança", "Pensamentos de Assassino serial, comendo", assim segue o cd, canalisando fúria, malícia, desespero e prazer, esclarecidos a cada página virada por citações de Marques Sade, Nietzsche, Emile Zola e por aí vai... Somados as explanações (devaneios?) ofensivas da banda. Ódio e amor fundidos, dolorosamente únicos, dance e faça o momento eterno, sacie a sede de inferno!
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä012) Mukeka Di Rato - Acabar Com Você [R$ 15]
 
Mukeka Di Rato - Acabar Com Você
  Enfim saiu o tão esperado cd do Mukeka di Rato, o terceiro já! Atenção fãs do MdR, se você é daqueles que adoram o bom e divertido hardcore do MdR, com aquelas baterias FYP, vocais berrados e letras livres de simples "potrestos" (sempre sarcásticas), este disco estará entre os seus melhores de 2002. Acabar com você já começa com a faixa-título, seguida pela já conhecida por alguns "Música sem mensagem", duas músicas no estilo que a banda já é conhecida, as músicas representam bem aquilo que o MdR sempre fez e o que vem a ser este novo cd, assim como "Eta fogo" e "Obrigado Deus pelas empresas que melhoram meu viver". A maioria das músicas tem aqueles hardcores bem rápidos, com vários vocais diferentes. Mas tem músicas como "Televisão", para aqueles que gostam de músicas como "Minha escolinha" e "Nossos filhos". E "Nuderval" que é um reggae, daqueles lentos, mas bem lentos... claro que não é bonito! Imagine um reggae, e com a voz de um monstro acordando, é isso. As coisas que mais me agradaram neste novo cd foram os vocais feitos pelo Bebe, são bem variados e quando precisa soltar a garganta ele solta e com força! A gritaria é intensa. E não é só o Bebe que varia e faz os vocais, Mozine e principalmente Paulista (o bom e velho vocal de guri) fazendo vocais muito bons. A outra coisa é como Fresquinho tem evoluído cada vez mais, o moleque tá começando a tocar direitinho, tá aprendendo! Aos fãs de Kusta Päässä e Dr. Mobral, a última faixa é um presente de mão cheia. Talvez esta nova gravação apresente músicas mais sujas e feias, para alguns, por isso aqueles que antes apertavam o "Forward" do aparelho de som, procurando as músicas mais engraçadinhas do MdR terão que apertar mais vezes, pois desta vez o negócio está feio, bem mais feio. E espero que seja daqui para a pior.
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä011) Discarga - Happy Night Eletric Experience [R$ 13]
 
Discarga - Happy Night Eletric Experience
  Eis aqui o primeiro cd do power-trio brasileiro mais adorado dos últimos tempos. São 15 músicas novas, seguindo a fórmula do maravilhoso EP (pela 625): hardcore jovial, vocal de guri e o melhor de tudo... muito rápido. A fórmula é perfeita e rendeu a eles elogios de pessoas de todo mundo, sim, a gringolândia baba por eles. Conheço gente da Austrália que ama Discarga! Daniel parece um menino de 12 anos que dedica parte da sua infância a cantar e tocar guitarra, some isso à bateria louca do Nino e músicas simples e diretas. Imagine uma mistura de Seein' Red com o bom e velho hardcore brasileiro. Alguns dizem que há influências de Lärm e Manliftingbanner, bem o som não é tão parecido assim, mas é provável, pois aqui no cd se encontram covers dessas duas bandas. Adoro quando bandas gravam covers, e isso é o que não falta (está na medida certa), covers de Doom e Ratos de Porão, este com participação de Jão do próprio RdP... Foda! Para quem não conseguiu acompanhar o ritmo da banda (como eu) e adquirir as coisas que eles lançaram nos últimos tempos, este cd é uma boa, eles reuniram vários sons antigos deles, isso totaliza o cd com mais de 30 sons! Perfeito, com certeza umas das melhores bandas dos últimos tempos.
 
Por Allan, o único quase sXe a participar do clube da criança junkie

(läjä010) Estudantes x Evil Idols [R$ 8]
 
Estudantes x Evil Idols
  Com uma proposta altamente Rock'n'Roll, essas 2 bandas num total de 15 músicas fazem o que de mais simples e sincero existe no Punk Rock. Ou seja, nada de firulas. Os Estudantes são do Rio de Janeiro e afirmam que o nome da banda é uma alusão à banda gringa Adolescents. O som da banda remete lembranças à geração de Black Flag e Dead Kennedeys. Ao ouvir as músicas destes cariocas você poderá se lembrar de bandas de garotos novos, com sua primeira experiência com os 3 acordes, e eu acho que a intenção era essa. Suas letras abordam temas sociais de forma sarcástica, divertida. Destaque para a letra de "Brasnet Punx", onde falam de como ser "punk!?" por trás de uma tela de computador... Gravação de boa qualidade, letras fáceis de acompanhar e cantarolar sem parar. Punk Rock crú e direto. Aconselhável! Já os "EVIL IDOLS" me surpreenderam. Até então não conhecia o som dos caras. Meu, parei, babei! Drunk'n'Roll da melhor qualidade. Me senti ouvindo uma espécie de AC/DC com Sex Pistols brasileiros, sim é mais ou menos essa a mistura. Muito dançante, guitarras altamente anos 50, 2 vocais muito bem encaixados em cima do som. Destaco principalmente as 2 primeiras músicas. Nada melhor do que começar ouvindo um disco com petardos, e o som dos caras são petardos atrás de petardos. Parabéns aos "Idols". Agora é esperar por mais novidades dos camaradas, porque competência não falta.
 
Por Allan, rockeiro baixista do Jazzus, estudante de ADM, Editor do Uma Parte Zine